terça-feira, 21 de agosto de 2012

"O conhecimento é como um jardim: se não for cultivado, não pode ser colhido." (Provérbio Africano)

Escola em Angola durante o período colonial

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Adolescentes denunciam racismo e agressão em shopping de Salvador

Infelizmente é apenas mais um caso entre as centenas que ocorrem todos os dias em todas as partes do país. Só mais um lembrete praqueles que insistem em dizer que o racismo não existe...
 
Eles têm 15 anos e caso teria ocorrido assim que deixaram loja de roupas. Segundo contam, agressão foi feita por dois funcionários na escada rolante

shopping barra 
Dois adolescentes de 15 anos afirmam ter sofrido racismo ao experimentarem roupas em uma loja localizada no Shopping Barra, em Salvador, nesta sexta-feira (17). Eles contam que foram agredidos e acusados de roubo por dois funcionários da loja.
Segundo os jovens, os funcionários se aproximaram da escada rolante na saída da loja e revistaram a mochila de um deles na frente de outras pessoas. Não encontrando nada na bolsa, os funcionários teriam agredido os dois adolescentes, segundo denunciam.
"Reviraram, olharam, não viram nada. Aí um deles se exaltou, dirigiu-se com palavrão, me levantou pela gola da camisa", disse um dos adolescentes, que prefere ocultar a identidade.

A garçonete Mônica Santana, mãe de um dos garotos, registrou queixa no serviço de atendimento ao cliente do shopping e na Delegacia de Repressão a Crimes contra Criança e o Adolescente (Dercca). "Ele está sendo apontado como um marginal dentro do shopping, mas ele é uma pessoa que estuda, que trabalha. O outro menino está fazendo teste para ser jogador e, independente disso, eles são crianças e não precisam passar por isso", relata a mãe.

A gerência da loja informou, por telefone, que tudo aconteceu do lado de fora do estabelecimento e, por isso, não irá se pronunciar sobre o assunto. Já o Shopping Barra afirma que lamenta o ocorrido e que irá apurar o caso.

Fonte: G1

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Panis Et Circencis (Gilberto Gil/Caetano Veloso)



Eu quis cantar, minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no cais
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
Estão ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer de puro aço um luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
As 5 horas na Avenida Central
Mas as pessoas na sala de jantar
Estão ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar, folhas de sonho no jardim de solar
As folhas sabem procurar pelo chão
E as raizes procurar, procurar
Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São as pessoas na sala de jantar

Mas as pessoas na sala de jantar
Estão ocupadas em nascer e morrer



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jamaica é Ouro, Prata e Bronze!


Bolt diz que é o maior atleta da atualidade e homenageia ídolo americano

No dia em que conquistou sua quinta medalha de ouro olímpica, o jamaicano se compara ao americano Michael Johnson, ex-recordista mundial e campeão nos 200 m em Atlanta 1996

Marcelo Laguna - enviado iG a Londres  - Atualizada às 

"Hoje eu sou o maior atleta do mundo". Assim, sem nenhum modéstia, foi a forma que o jamaicano Usain Bolt começou a conversar com os jornalistas logo após deixar a pista do Estádio Olímpico nesta quinta-feira, quando mais uma vez entrou para a história ao vencer os 200 m rasos dos Jogos de Londres . Foi a quinta medalha de ouro conquistada por Bolt em sua carreira olímpica.

Mas se deixa a modéstia de lado ao falar de seu desempenho assombroso em Londres, que o ajudou a transformá-lo, ao lado do nadador americano Michael Phelps, em um dos grandes ídolos destes Jogos Olímpicos, Bolt também sabe reverenciar o passado. "Agora posso dizer que estou no mesmo nível de Miachel Johnson. Sinto-me honrado por isso, ele é um grande ídolo para mim", disse o jamaicano. "Eu cresci vendo pela televisão  Michael Johnson vencer provas e bater recordes mundiais", disse Bolt.
Warren Weir, Usain Bolt e Yohan Blake dominaram o pódio dos 200m rasos








Para Usain Bolt, o resultado da prova desta quinta-feira apenas comprovou que ele não exagerava quando dizia, meses atrás, que viria para Londres para entrar na história. "Fiz o que precisava para vencer. Passei por uma temporada muito complicada para chegar até aqui, mas fiz o que tinha que fazer.", afirmou.
A diferença de somente 12 centésimos para o companheiro Yohan Blake (que fez 19s44 contra 19s32) no resultado da prova chegou a assustar Bolt. "Os 200 m acabaram sendo mais difícieis do que eu imaginava. A pressão dos adversários na curva foi muito grande e foi ali que precisei concentrar mais a minha atenção", disse o jamaicano, que também comemorou muito o fato de ter outros dois compatriotas completando o pódio nos 200 m. "Foi maravilhoso. A Jamaica provou ser o maior país de velocistas na atualidade", afirmou.
O novo bicampeonato olímpico do jamaicano (já havia conquistado o bi dos 100 m rasos no último domingo) foi considerado por ele como  um prêmio pela dura preparação feita até os Jogos de Londres. "Sei que meu treinador [Glenn Mills] deve estar maluco agora. Nós trabalhamos muito forte pensando justamente em ganhar as duas provas. Ele conseguiu me motivar para este triunfo", disse Bolt.
O jamaicano ainda brincou com o fato de quase ter batido o recorde olímpico dos 200 m, que pertence a ele mesmo, de 19s30, cravados há quatro anos, em Pequim. "Sentia que seria possível correr muito rápido, mas quando entrei na curva não estava rápido o suficiente. Podia machucar as costas, né?", afirmou.

Fonte: IG

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

No topo!



Sempre bom ver o povo Negro vencendo! Torço sempre pel@s atletas negr@s, independente da nacionalidade. Parabéns, Gabrielle!

Pela primeira vez uma ginasta negra se torna a melhor de uma Olimpíada


RODRIGO MATTOS
DO ENVIADO ESPECIAL A LONDRES

Londres 2012
A ginasta norte-americana Gabrielle Douglas se tornou agora há pouco a primeira negra campeã olímpica no individual geral, que determina a atleta mais completa do esporte.
Com apenas 16 anos e 1,50 m, ela quebrou uma barreira em um esporte dominado tradicionalmente por ginastas do leste europeu e por norte-americanas brancas. Antes dela, houve Dominque Dowes, primeira ginasta negra a ganhar um ouro olímpico, na disputa por equipes, em 1996.



Gabrielle liderou a competição desde o primeiro aparelho quando fez um salto sobre o cavalo cravado que lhe deu a nota 15,966. Teve o terceiro melhor desempenho nas barras assimétricas, o que a manteve na ponta. E, na trave, executou um salto com giro do corpo sem erros e também conseguiu a melhor nota.
Sem cometer erros graves no solo, ela conseguiu somar um total de 62,232. Ainda faltava a apresentação da russa Victorina Komova. Seu desempenho foi melhor do que o de Gabrielle, mas não o suficiente para superar a distância entre as duas. No total, ela somou 61,973.


Fonte: Folha de S. Paulo