terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Pantera Negra é o primeiro filme de herói indicado ao Oscar de Melhor Filme

Pantera Negra se tornou o primeiro filme do Universo compartilhado da Marvel a ser indicado ao prêmio de Melhor Filme do Oscar. O longa dirigido por Ryan Coogler é o primeiro longa de herói indicado para a principal categoria da premiação. 
O longa conseguiu sete indicações no total. Além de Melhor Filme, o longa concorre em Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Design de Produção, Melhor Canção Original, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som.
Não resta dúvida de que Pantera Negra não é um filme comum de super herói. Com todas as indicações ao Globo de Ouro, ao Oscar e as demais premiações que vem recebendo desde a sua estreia, ele continua rompendo barreiras e atingindo um público diverso, muito além do consumidor habitual da chamada "cultura geek".

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Que Ogum nos proteja!


2019 será regido por Ogum, o Orixá da Metalurgia, da Guerra e Protetor dos Caminhos.
Nunca precisamos tanto dele quanto agora!
No Brasil do ódio institucionalizado e do Estado Fundamentalista Cristão, travestido de "laico", em que pessoas comemoram a morte de uma Ialorixá e atacam locais sagrados para as religiões de matrizes africanas, simplesmente por não concordarem com elas. No país em que as terras ancestrais de indígenas e quilombolas são entregues pelo governo a fazendeiros e empresas multinacionais, precisaremos da coragem de Ogum pra encarar todos eles sem esmorecer. 
Xangô, o Orixá da Justiça e regente de 2018, nos mostrou quem são nossos adversários. Ogum nos ajudará a combatê-los!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Mãe Stella de Oxóssi partiu para o Orum


Principal ialorixá do Brasil, autora de vários livros, doutora honoris causa das duas principais universidades da Bahia (UFBA e UNEB) e membro da Academia de Letras da Bahia, Mãe Stella de Oxóssi faleceu justamente no dia consagrado ao seu orixá, a última quinta-feira de 2018.

Em momentos como esse, convém sempre lembrar da frase de Amadou Hampaté Bâ, que dizia que "cada ancião que morre é uma biblioteca inteira que se queima".

Ao mesmo tempo, também é conveniente ressaltar que, na tradição do Candomblé e de grande parte das  religiões ancestrais africanas, a morte é só uma passagem para uma nova vida. Nosso corpo físico é efêmero, mas o Axé, energia sagrada que propicia a vida, é eterno.

Grande guardiã das tradições, Mãe Stella já causou "polêmica" diversas vezes, por se mostrar veementemente contrária ao sincretismo religioso, tão forte na Bahia: "Santo é santo; Orixá é Orixá!"

Vá em paz, Mãe! Aproveite a viagem!

Kolofé!
Okê Arô!

domingo, 23 de dezembro de 2018

Everton apura possíveis cantos racistas de seus torcedores contra o zagueiro Yerry Mina



Resultado de imagem para yerry mina

Na última rodada da Premier League 2018-19, o Everton perdeu para o Manchester City, por 3 a 1, em um duelo marcado por possíveis canções racistas e xenofóbicas por parte dos próprios torcedores em alusão ao zagueiro do clube Yerry Mina.
Com isso, o Everton decidiu abrir investigação junto com a “Kick It Out”, uma organização voltada para erradicar atitudes de discriminação no futebol. Em entrevista à BBC, a instituição comentou sobre os possíveis ataques: “Estereótipos racistas nunca são aceitáveis, independentemente de qualquer intenção de mostrar o apoio para um jogador. Junto com o Everton vamos trabalhar em estreita colaboração para garantir que a mensagem enviada pela música não é aceitável”.
Em nota oficial, o time inglês também deixou clara a posição sobre o ocorrido ao enfatizar que não tolera atitudes similares: “Tolerância zero em relação a qualquer forma de racismo”.
Técnico do Everton, Marco Silva falou sobre a situação e saiu em defesa do defensor: “Achamos que é algo que temos que eliminar de nossas vidas. Eu não falei com ele sobre a situação, mas não muda nada em Yerry, ele é um menino feliz, ele gosta de ficar em nosso clube, ele gosta de trabalhar todos os dias”.
Os autores do vídeo se desculparam pelo ocorrido argumentando ter sido apenas uma brincadeira. Ainda assim, os responsáveis pela música podem receber serias punições.

O vídeo, postado no Twitter, pode ser visto no link abaixo:

https://twitter.com/FanCulture90/status/1073942687433269254


Fontes: Goal/ Observatório da Discriminação Racial no Futebol


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Ufanisi, 8 anos!


Nem eu imaginava que chegaria a tanto! 
2018 não foi um ano fácil (nunca é), e 2019 "promete" ser ainda mais tenso.
Que sejamos resistência de fato!

Prosperidade!!





Vários irmãos se recolhem e vão em frente
Vários também escravizam sua mente
Eu sei bem, quebro a corrente onde passo
E planto a minha semente
Gafanhotos nunca tomam de quem tem
Predadores, senhores que mentem
Esperem sentados a rendição
Nossa vitória não será por acidente


(Planet Hemp - Stab)

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Rio de Janeiro tem 112 desaparecidos depois de abordagem policial

Ilzildete procura seu filho Fábio Eduardo desde 2003
Ilzidete proura seu filho Fábio Eduardo, desde 2003

Ilzildete Santos da Silva, de 66 anos, ainda não perdeu a esperança de reencontrar o filho. Quinze anos depois de Fábio Eduardo de Souza desaparecer, aos 20 anos, após ser colocado na caçamba de uma viatura por policiais do 24º BPM (Queimados), a diarista segue perambulando por órgãos do sistema de Justiça — Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça — atrás de respostas.
— Eu só quero saber o que aconteceu com meu filho — diz a mulher, com uma pasta de documentos do jovem e partes da investigação do caso debaixo do braço.
A angústia de Ilzildete não é solitária: desde 1990, pelo menos 112 pessoas desapareceram após serem abordadas por policiais no estado do Rio — uma média de uma vítima a cada três meses. O resultado é de um relatório inédito elaborado pela Subcomissão da Verdade na Democracia, um grupo de pesquisadores vinculado à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que tem como objetivo investigar violações de direitos humanos no estado. O documento será lançado nesta segunda-feira, às 10h, em audiência pública na Alerj.
É a primeira vez que casos do tipo são contabilizados. Nem a Polícia Civil nem o Ministério Público sistematizam esse tipo de informação. Para chegar ao número, a professora de Direito da UFRJ Ivanilda Figueiredo usou como critério o relato dos parentes dos desaparecidos. Foram levados em conta casos em que a família, ao comunicar o desaparecimento, afirmou que a vítima sumiu após abordagem policial. O caso de Fábio Eduardo faz parte do relatório.
— Com certeza, há mais vítimas do que levantamos, mas muitas famílias não denunciam por medo — diz Ivanilda Figueiredo.
Sem respostas e sem direito à indenização
Hoje, Ilzildete luta para que a investigação sobre o caso do filho seja reaberta. Em 2007, a Justiça determinou o arquivamento do inquérito, aberto pela 55ª DP (Queimados). Antes de o caso ser arquivado, entretanto, o depoimento de uma testemunha, que havia sido abordada no mesmo dia que Fábio Eduardo, já apontava para a participação de PMs no desaparecimento. Não bastou para que a apuração fosse levada adiante.
Em 2010, a Justiça negou a Ilzildete uma indenização pelo desaparecimento do filho. De acordo com a decisão da 9ª Câmara Cível, não há “provas confiáveis no sentido de que o filho da autora teria desaparecido em função de conduta irregular de PMs”.
Ao final do relatório, a subcomissão recomenda a “reabertura dos inquéritos citados e a conversão dos registros de ocorrência em inquéritos para que sejam apurados os desaparecimentos e os culpados, responsabilizados”.
Procurada, a Secretaria de Segurança não se manifestou.
Casos citados no relatório
Amarildo
O relatório também cita crimes desvendados, como o do morador da Rocinha Amarildo de Souza, em julho de 2013. Em janeiro de 2016, 12 PMs da UPP Rocinha foram condenados pela tortura seguida de morte e pela ocultação de cadáver de Amarildo. Seu corpo não foi encontrado até hoje.
Amarildo
Amarildo Foto: Reprodução
Patricia Amieiro
Os quatro PMs acusados por assassinato e ocultação de cadáver da engenheira Patricia Amieiro, desaparecida desde junho de 2008, ainda não foram julgados. A polícia concluiu que os agentes atiraram contra o carro da jovem por achar que traficantes estavam em seu interior. O corpo nunca foi encontrado.
Patricia Almieiro
Patricia Almieiro Foto: Reprodução
Juan
Em alguns dos casos citados, os corpos das vítimas acabaram sendo encontrados. Caso do menino Juan Moraes, de 11 anos, morto em junho de 2011, em Nova Iguaçu. Seu cadáver foi encontrado dez dias após o desaparecimento. Quatro PMs foram condenados pelo homicídio.
Juan

Fonte: Extra

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Nzinga, a rainha africana que liderou resistência aos portugueses e se tornou símbolo


Os livros a definem como uma guerreira valente e inteligente que se tornou uma das figuras-chave da resistência dos povos africanos ao colonialismo no século 17.
Mas há também aqueles que a descrevem como uma mulher cruel, que teria sido capaz de acabar com a vida de seu irmão para tomar o poder.
Ou até mesmo de matar os homens de seu harém depois de obter deles o prazer sexual que estava buscando.
As façanhas e lendas que cercam a vida da Rainha Njinga (também conhecida como Ginga ou Nzinga) de Angola são tão fascinantes quanto desconhecidas para muitos, especialmente fora do continente africano.
Embora sua figura divida opiniões, historiadores concordam que ela foi uma das mulheres africanas mais famosas por sua fervorosa luta contra a ocupação europeia e a escravidão de seu povo por quatro décadas.
Njinga Mbandi era líder do povo Mbundu e rainha de Ndongo e Matamba, no sudoeste da África.
Seu verdadeiro título em kimbundu, o idioma local, era 'Ngola'. E esse era o termo que os portugueses costumavam usar para chamar precisamente a região tal como a conhecemos hoje: Angola.

Cena do filme "Njinga, rainha da Angola"Direito de imagemIMDB
Image captionVida de Njinga inspirou livros e filmes

Exploração

Tal denominação passou ser difundida em 1575, quando os soldados de Portugal invadiram o Ndongo em busca de ouro e prata.
Quando não encontraram as minas que procuravam, decidiram mudar sua estratégia e começaram a capturar escravos para garantir mão de obra no Brasil, sua então nova colônia.
Nascida oito anos após a invasão, Njinga integrou a resistência contra os portugueses junto com seu pai, o rei Ngola Mbandi Kiluanji, desde que era muito jovem.
Quando Ngola morreu, em 1617, um de seus outros filhos, Ngola Mbandi, assumiu o poder. No entanto, ele não tinha o carisma de seu pai ou a inteligência de sua irmã Njinga.
Temendo um levante popular em favor dela, Ngola Mbandi ordenou a execução do filho único de sua irmã.
Mas quando ele se viu incapaz de lidar com os europeus, que estavam ganhando terreno e causando mais baixas entre a população local, Mbandi acabou aceitando a sugestão de seus conselheiros mais próximos.

História em quadrinhos da UnescoDireito de imagemUNESCO
Image captionNesta história em quadrinhos criada pela Unesco, Njinga descobre que Luanda se tornou um dos maiores centros de exportação de escravos da África

A negociação com Portugal

O rei cedeu e delegou o poder à irmã, grande estrategista e fluente em português graças à educação recebida pelos missionários, para negociar com Portugal e assinar um acordo de paz.
Quando Njinga chegou a Luanda para iniciar as negociações, encontrou uma cidade povoada por pessoas negras, brancas e mestiças que nunca tinha visto antes. Mas essa não foi a imagem que mais a surpreendeu.
Escravos enfileirados eram vendidos e colocados em grandes navios. Em apenas alguns anos, Luanda tornou-se um dos maiores pontos de venda e distribuição de escravos em toda a África.
Quando foi ao palácio do governador português João Correia de Sousa para iniciar as tratativas de paz, Njinga protagonizou uma cena carregada de simbolismo que mais tarde seria amplamente destacada pelos registros históricos.
Ela notou que, enquanto Correia de Souza estava sentado em uma confortável poltrona, não havia para ela nada mais do que um tapete no chão.
Sem falar uma palavra sequer e com apenas um olhar, uma de suas criadas ajoelhou-se e reclinou-se à frente do governador. Njinga sentou-se em suas costas, ficando na mesma altura que a autoridade portuguesa.

Reina NjingaDireito de imagemCAROLINA THWAITES (BBC)
Image captionNjinga foi uma das mulheres africanas mais famosas por sua fervorosa luta contra a ocupação européia e a escravidão de seu povo por quatro décadas

Era sua maneira clara e direta de expressar que falaria com ele em pé de igualdade.
Depois de árduas negociações, os dois lados concordaram com a retirada das tropas portuguesas do Ndongo e com o reconhecimento de sua soberania. Em troca, o território seria aberto aos portugueses para criar rotas comerciais.
Numa tentativa de melhorar as relações com Lisboa, Njinga até aceitou a conversão ao cristianismo e foi batizada de Ana de Souza. Ela tinha então 40 anos de idade.
Mas as relações cordiais não duraram muito e os confrontos recomeçaram.

Mulher, guerreira e rainha

Em 1624, seu irmão se recolheu a uma pequena ilha onde morreu em circunstâncias estranhas. Não se sabe se ele cometeu suicídio ou se foi envenenado por Njinga como vingança pelo assassinato de seu filho.
A única certeza é que, apesar da oposição de Portugal e de parte de seu próprio povo, Njinga fez algo impensável na época: tornou-se a nova rainha do Ndongo.
"Njinga Mbande serve como exemplo para contrariar o discurso de submissão das mulheres africanas ao longo do tempo", diz João Pedro Lourença, diretor da Biblioteca Nacional de Angola, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
Algumas fontes atribuem a Njinga uma atitude implacável para se tornar rainha. Ela teria recorrido, por exemplo, à ajuda de grupos de guerreiros de Imbangala, que viviam na fronteira do reino, para amedrontar rivais e fortalecer sua posição.
De uma liderança reafirmada ao longo dos anos, Njinga conquistou o reino vizinho de Mutamba e defendeu ativamente seus territórios.

Njinga e governador portuguêsDireito de imagemCAROLINA THWAITES (BBC)
Image captionQuando foi negociar paz com autoridade portuguesa, Njinga sentou-se sobre as costas de sua criada para falar com ele em pé de igualdade

"A rainha Njinga não era apenas uma grande guerreira no campo de batalha, mas também um grande estrategista e diplomata", diz à BBC José Eduardo Agualusa, escritor de ascendência luso-brasileira e autor do romance A Rainha Ginga.
Nascido em Angola quando o país ainda estava sob domínio português, Agualusa assinala que Njinga "lutou contra Portugal, aliando-se com os holandeses quando achava conveniente e buscando apoio dos portugueses para lutar contra outros reinos da região sempre que serviam a seus interesses".

O combate de seus escravos sexuais

O fascínio pela personagem de Njinga chegou a cativar o próprio Marquês de Sade, embora não por suas habilidades como guerreira, mas porque ele a considerava um modelo de luxúria selvagem.
Sade se referiu a Njinga em A Filosofia na Alcova, baseado nas histórias do missionário italiano Giovanni Cavazzi, que alegou que a rainha "imolava seus amantes" depois das relações sexuais.
Isso acontecia com aqueles homens que faziam parte do grande harém da rainha, conhecido como "chibados" e forçados a se vestir com roupas femininas.
Quando a rainha queria ter relações sexuais, seus homens tinham de lutar entre si até a morte. Mas o sobrevivente não tinha um futuro promissor: depois de passar a noite com ela, era assassinado violentamente na manhã seguinte.
Lourenço diz que a publicação de Cavazzi é importante, mas lembra que todas suas histórias antes da chegada a Angola, em 1640, são baseadas em testemunhos de outras pessoas.
"É importante lembrar que essas histórias foram contadas por inimigos de Njinga, ou seja, os portugueses, criando uma imagem negativa dela, como parte da guerra psicológica", diz.
Nas histórias sobre seus amantes, o historiador lembra que existem outras versões.
"Na obra Monumenta Missionaria Africana, do Padre Brásio, há uma carta de Njinga em que afirma que tais 'amantes' eram simbólicos e que ela só tinha um marido, então, temos que continuar investigando e discutindo", diz o pesquisador.

Estátua de NjingaDireito de imagemMARCOS GONZÁLEZ DÍAZ
Image captionConsiderada uma personalidade única na história da África, Njinga é uma figura eminente e reconhecida na Angola até hoje

Personalidade única

Seu reinado foi longo. Por 40 anos, Njinga liderou pessoalmente uma forte oposição às tentativas de conquista portuguesas por meio de operações militares.
Depois de chegar à conclusão de que nada poderia ser feito contra a força de uma rainha já idosa, Portugal acabou renunciando ao desejo de conquistar Ndongo em um tratado ratificado em Lisboa no ano de 1657. O documento permitia que Njinga permanecesse comandando, desde que cedesse boa parte de seu poder.
Njinga morreu em 17 de dezembro de 1663. Ela tinha 82 anos e havia passado metade de sua vida liderando a resistência contra projetos coloniais que os europeus queriam impor à região.
Com sua morte, Portugal perdeu seu principal adversário e passou a acelerar a ocupação da área.
Considerada uma personalidade única na história da África, Njinga é uma figura eminente e reconhecida em Angola até hoje.
Seu nome batiza de ruas a escolas pelo país. Já seu rosto estampa a moeda de 20 kwanzas. Njinga também inspirou filmes, livros e fez parte de uma série de publicações de ilustrações da Unesco sobre mulheres africanas históricas.
Segundo Lourenço, "Njinga Mbande é um exemplo de luta para manter a soberania do povo de Ndongo e dos que compõem a República de Angola (...). Hoje, seu exemplo serve para promover a dignidade do povo angolano, o compromisso com a nação e a defesa da integridade territorial ".

Reina NjingaDireito de imagemUNESCO
Image captionHistória de Njinga serve para "contradizer discurso de submissão da mulher africana", segundo diretor da Biblioteca Nacional de Angola, João Pedro Lourenço

Questionado sobre a veracidade de algumas das lendas mais marcantes sobre a vida da rainha, Agualusa lembra que o maior erro é tentar analisar uma era histórica baseada em nossas crenças atuais.
"A crueldade era global, os europeus queimavam pessoas vivas, escravizavam não só os africanos, mas também outros europeus; os africanos eram igualmente cruéis", reflete o escritor.
"À luz do nosso tempo, a rainha Njinga era uma déspota, mas qual rei europeu daquela época não era?", conclui.
Fonte: BBC Brasil