terça-feira, 18 de julho de 2017

#MandelaDay - 99 anos de Nelson Mandela



Líder. Guerrilheiro. Revolucionário.

Muito antes da imagem "paz e amor" que as pessoas costumam associar a Rolihlahla Mandela, existiu um homem que lutou, no sentido literal da palavra, pela libertação da África do Sul frente ao Apartheid, ao racismo e às injustiças sociais, primeiro em seu país, depois, em todo o continente africano, com seus ecos espalhando-se pelo mundo inteiro.

Na primeira página de sua autobiografia, Mandela diz:

"Fora a vida, um temperamento forte e uma conexão permanente com a casa real de Thembu, o único presente que meu pai me deu quando nasci foi um nome, Rolihlahla. Em Xhosa, Rolihlahla significa literalmente "arrancando o galho de uma árvore", mas coloquialmente, o significado mais preciso seria "encrenqueiro" [...]. Anos mais tarde, amigos e parentes atribuíram ao meu nome de nascença as muitas tempestades que tenho, ao mesmo tempo, causado e enfrentado. Meu nome mais conhecido em inglês [Nelson] não me foi dado até o meu primeiro dia de aula."


Hoje seria o 99º aniversário de Nelson Mandela. Um dia de celebração e reflexões. Viva Mandela!






"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.

Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".

(Nelson Mandela, em seu discurso de posse da Presidência da República da África do Sul, em 1994)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Angela Davis fará conferência na Universidade Federal da Bahia

Angela Davis discursando na Marcha das Mulheres, em janeiro deste ano.

Se depender do ânimo de vários grupos da comunidade universitária, a conferência da filósofa e ativista norte-americana Angela Davis, no salão nobre da Reitoria da UFBA, às 18 horas do dia 25 de julho, uma terça-feira, cumprirá o que anuncia em seu título: atravessará o tempo e entrará para a história.
Intitulada precisamente “Atravessando o tempo e construindo o futuro da luta contra o racismo”, a palestra resulta de uma parceria entre o Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM/UFBA), com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), instituição que propôs a vinda da filósofa para ministrar um curso a um grupo de sua comunidade universitária, e a organização feminista Odara – Instituto da Mulher Negra.
A grande expectativa em torno da conferencista se dá, segundo a coordenadora do NEIM, professora Maíra Kubik, porque Angela Davis é referência mundial no enfrentamento antirracista e do pensamento crítico feminista na atualidade, ao mesmo tempo em que segue profundamente valorizada nos meios acadêmicos.
A professora Rosângela Araújo, também do NEIM, informa que, para atender à grande demanda prevista de público em Salvador, a UFBA  está providenciando transmissão direta da conferência pela TV UFBA, além de telões em três auditórios de unidades vizinhas à reitoria, no campus do Canela. O curso de Davis na UFRB, não aberto ao público, acontecerá dias antes da realização da palestra em Salvador – atividade que integra a programação do “Julho das Pretas”, cujo foco são as lutas das mulheres afro, latina, americana e caribenha.

Angela Davis: vida dedicada à defesa dos direitos da população negra e das mulheres.
A professora, filósofa, escritora e feminista, Angela Yvonne Davis, traçou uma trajetória de contribuição política nos Estados Unidos marcada pela luta em defesa dos direitos civis das pessoas negras e das mulheres, contra o encarceramento em massa do povo negro e pelo mundo sustentável.
Nasceu em 1944, no estado do Alabama, localizado no Sul dos Estados Unidos, onde havia forte segregação racial. Nos anos de 1970 destacou-se como militante comunista, membro do Panteras Negras e ganhou notoriedade ao ser ré de um dos mais controversos julgamentos criminais da história de seu país. Em consequência, no ano de 1978, recebeu o Prêmio Lênin da Paz. Já na década de 1980, ela candidatou-se a vice-presidente dos Estados Unidos, mas não obteve êxito e continuou a carreira de ativista política, escrevendo diversos livros, principalmente, sobre as condições carcerárias no país.
Nos últimos anos, ela continua a realizar discursos e palestras, principalmente em ambientes universitários e se mantém como uma figura proeminente na luta pela abolição da pena de morte na Califórnia. Atualmente, Davis defende a “democracia da abolição, que apenas será possível se dermos continuidade aos grandes movimentos em oposição à escravidão, ao linchamento e à segregação”. Para ela, “o desafio do século XXI não é reivindicar oportunidades iguais para participar da maquinaria da opressão, e sim identificar e desmantelar aquelas estruturas nas quais o racismo continua a ser firmado. Este é o único modo pelo qual a promessa de liberdade pode ser estendida às grandes massas”.
Recentemente, Angela proferiu um discurso na Marcha das Mulheres [Women’s March] contra Donald Trump, realizada no último dia 21 de janeiro de 2017, em Washington (EUA).
A tradução deste discurso pode ser lida AQUI.

Fonte: ufba.br

terça-feira, 27 de junho de 2017

Russell Westbrook é eleito o MVP da temporada 2016/2017 da NBA


Com 42 triplos-duplos, e média com dois dígitos em três estatísticas, Russell Westbrook levou para casa o prêmio de MVP da temporada 2016-2017 da NBA.
Para ficar com o prêmio de melhor jogador da temporada regular, Westbrook bateu o recorde de Oscar Robertson, que teve 41 triplos-duplos em 1961-62, e acabou como o terceiro melhor na eleição daquela temporada, atrás de Bill Russell e Wilt Chamberlain.
Apesar da atuação impecável de Westbrook, o Oklahoma City Thunder terminou em sexto na Conferência Oeste. Assim, o camisa 0 tornou-se o MVP que teve a pior classificação da história da liga.
Westbrook foi seguido por James Harden, que foi o primeiro a terminar uma temporada com 2 mil pontos, 900 assistências e 600 rebotes. Em terceiro, veio Kawhi Leonard, do San Antonio Spurs, que recebeu o prêmio pelo bloqueio do ano, mas perdeu também a disputa para defensor da temporada.
O melhor jogador defensivo foi Draymond Green, primeiro atleta do Golden State Warriors a conquistar este prêmio, após ser superado duas vezes pelo jogador dos Spurs.
Ex-parceiro de Westbrook, Kevin Durant sagrou-se campeão pela primeira vez, ao se mudar para o Golden State Warriors.
Veja a lista completa dos premiados da temporada 2016-17 da NBA:
Rookie do Ano: Malcolm Brogdon, Milwaukee Bucks
Técnico do Ano: 
Mike D'Antoni, Houston Rockets
Melhor sexto homem: 
Eric Gordon, Houston Rockets
Jogador que mais evoluiu: 
Giannis Antetokounmpo, Milwaukee Bucks
Defensor do ano: 
Draymond Green, Golden State Warriors
MVP: 
Russell Westbrook, Oklahoma City Thunder

Prêmios adicionais:
Sager Strong: Monty Williams, San Antonio Spurs
Assistência à comunidade (votado por fãs e um painel de juízes):
 Isaiah Thomas, Boston Celtics
Companheiro do ano (votado por atletas):
 Dirk Nowitzki, Dallas Mavericks
Prêmio do espírito esportivo (votado por atletas): Kemba Walker, Charlotte Hornets
Jogador "mais intenso": Patrick Beverley, Houston Rockets
Prêmio por conquistas da carreira: Bill Russell, Boston Celtics
Executivo do ano (votado só por executivos): Bob Myers, Golden State Warriors
Prêmios em votos apenas de torcedores:
Jogada da vitória do Ano: Russell Westbrook, Oklahoma City Thunder
Fonte: ESPN

sábado, 10 de junho de 2017

Educação vai além de boas notas

Segundo a direção do Anchieta, "jovens podem se equivocar".

Sou professor da Educação Básica e a frase-título deste post é algo que falo a meus alunos e alunas frequentemente. Educação é muito mais que tirar notas altas nas avaliações. Notas são apenas rabiscos de caneta em pedaços de papel, não definem caráter, personalidade, as complexidades da cada indivíduo e nem mesmo o aprendizado.Tanto o Colégio Anchieta, de Salvador, quanto a Instituição Evangélica de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul me deram elementos suficientes para comprovar isso. Ambas são escolas "tradicionais" (leia-se brancas, de classe média/alta) e religiosas, a julgar pelos nomes, que afirmam "formar pessoas que vão mudar o mundo", mas provaram que sua única preocupação é a quantidade de pontos colecionados.

A instituição gaúcha realizou uma festa intitulada "Se nada der certo", em que os estudantes do 3º ano do Ensino Médio se "fantasiaram" de profissões consideradas "inferiores" às carreiras que eles desejavam seguir, como faxineiros, atendentes de fast food, mecânicos, porteiros etc.
Já a baiana, justamente na cidade mais Negra da América, com cerca de 80% da população, realizou o "Dia do Mico", evento em que os alunos poderiam escolher sua fantasia, e alguns deles tiveram a escolha infeliz de se vestir como a Ku Klux Klan, instituição racista estadunidense do século XIX que matou, torturou, estuprou e perseguiu um número incontável de Negrxs. Na foto acima, pode-se ver que há até uma saudação nazista. Em plena Salvador, Bahia, a "terra do branco mulato e do preto doutor".

Depois dessa, já deu tudo errado!


Não tenho o desprazer de conhecer nenhum deles, mas, a julgar pelo contexto que os cerca, pode-se depreender que seriam considerados "bem educados", por serem alfabetizados, tirarem boas notas e almejarem as primeiras vagas nas principais universidades do país e nos melhores postos de trabalho. Contudo, todos que participaram dessa patifaria mostraram que não estão prontos pra nada. Não conhecem o mundo real, para além dos seus muros e cercas elétricas. Não sabem o que é trabalho de verdade, pois sua renda vem de mesadas e, o que é pior, não veem nada de errado com a repercussão negativa, justamente por não enxergarem um palmo além do seu nariz.

Ambas as instituições de ensino têm a sua grande parcela de culpa. Como é que ninguém viu as "fantasias"? Como é que nenhum(a) professor(a), coordenador(a) ou diretor(a) acompanhou o processo nem verificou o tipo de material que seus estudantes levaram à escola? E se fosse uma arma, o que aconteceria? As escolas pecaram pela omissão, em nome da "imagem", e só se pronunciaram após a ampla repercussão dos fatos, caso contrário, permaneceriam em silêncio.
A família também está cada vez mais distante da vida dos estudantes. Muitos pais e mães "compram" o afeto dos filhos com celulares e tênis caros, e deixam que a TV e a internet os eduquem, se eximindo de sua obrigação.
"Fantasiado" de ambulante.


Educar vai além de treinar os estudantes para que façam boas provas no ENEM. As escolas devem se preocupar com a formação do indivíduo para a vida em sociedade, facilitar o desenvolvimento do senso crítico. É inaceitável que atitudes preconceituosas se perpetuem dentro do âmbito escolar, sem que haja uma intervenção rápida.

A naturalização do racismo e de todas as formas de preconceito, cada vez mais amparadas por projetos esdrúxulos, como o famigerado "escola sem partido", pela ausência da família na vida escolar e alimentada por "youtubers", apresentadores de TV, políticos e "intelectuais" vai comprometendo o senso de moral e de respeito às diferenças, criando pessoas que sabem encontrar o valor de X, sabem calcular a massa do Sol, mas são incapazes de compreender que elas não são superiores a ninguém.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Pantera Negra - Liberado o primeiro trailer oficial do filme

Novo pôster do filme

Após ter liberado um pôster e um novo logo para Pantera Negra, a Marvel divulgou, durante as finais do NBA (um dos maiores eventos de basquetebol no mundo), o primeiro trailer do filme focado em T’Challa e a nação de Wakanda.
O personagem conquistou os fãs em Capitão América: Guerra Civil, filme no qual teve sua estreia cinematográfica, e agora o filme é um dos mais aguardados do estúdio, além de ser o primeiro filme do Universo Cinematográfico da Marvel com um protagonista africano. No elenco do filme, além de Chadwick Boseman como o herói titular, teremos Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira , Martin Freeman, Daniel Kaluuya, Angela Bassett, Forest Whitaker e Andy Serkis.
Junto do poster e trailer, a Marvel também liberou uma nova sinopse do filme:
“Pantera Negra, da Marvel Studios, segue T’Challa que, após a morte de seu pai, o rei de Wakanda, retorna para casa, para sua isolada e tecnologicamente avançada nação africana para dar sucessão ao trono e tomar seu lugar como rei. Porém, quando um poderoso e antigo inimigo reaparece, o valor de T’Challa como rei – e Pantera Negra – é testado quando ele é levado para um grande conflito que coloca o destino de Wakanda, e de todo o mundo, em risco. Enfrentando traições e perigo, o jovem rei deve unir seus aliados e liberar todo o poder do Pantera Negra para derrotar seus inimigos e proteger suas pessoas e seu modo de vida”.
O trailer começa com o retorno de  Ulysses Klaue e Everett Ross, enquanto o vilão apareceu em Vingadores: Era de Ultron, Ross esteve em Capitão América: Guerra Civil. Klaue fala sobre como Wakanda não é um local de fazendeiros e um pais de terceiro mundo, dizendo que lá é conhecido como “El Dourado” e que ele é o único que a viu e saiu vivo. Temos então várias cenas incríveis de ação com o Pantera Negra e suas Dora Milaje, a guarda especializada do rei. Na narração, é dito que T’Challa é um bom homem, mas que “é difícil para um bom homem ser um rei”. 
Pantera Negra estreia nos cinemas dia 15 de fevereiro de 2018.
Confira o trailer abaixo:

Fontes: Legião dos Heróis/YouTube