domingo, 26 de abril de 2015

Obrigado, Alemanha!

"Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Ghiggia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera" (Armando Nogueira)

Neste 26 de abril, em que é celebrado o Dia do Goleiro, presto homenagem a Moacir Barbosa, o goleiro mais injustiçado do futebol brasileiro. Campeão Sul Americano invicto com o Vasco um ano antes, foi "escolhido" pela imprensa como o único culpado da derrota para o Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950, o famoso "Maracanazo", como se alguém ganhasse ou perdesse uma copa sozinho. 
Se não é fácil ser Negro em 2015, mesmo com todas as políticas de Ações Afirmativas e com a criminalização do racismo, tente imaginar quão difícil devia ser Negro entre as décadas de 1940/50.
Barbosa costumava dizer que a pena máxima no Brasil era de 30 anos, mas ele já parecia estar cumprindo prisão perpétua, e acabou carregando essa "culpa" até o dia de sua morte, 7 de abril de 2000.
Que bom que a Alemanha meteu esses 7x1 no Brasil na última copa! Assim, finalmente, Barbosa pode descansar em paz.

domingo, 12 de abril de 2015

Mantenha sua cabeça erguida!



"Alguns dizem: 'quanto mais escura a fruta, mais doce o suco.'
Eu digo: quanto mais escura a carne, então, mais profundas as raízes." 
(Keep ya head up, Tupac Shakur)

sábado, 11 de abril de 2015

Nós por nós


A cada sangue Negro derramado nas calçadas, a cada "auto de resistência" ou "troca de tiros", a cada "bala perdida" que apenas nos encontra em qualquer lugar, até mesmo dentro de casa, percebo que estamos por nossa própria conta. 
Em qualquer parte do planeta, a vida Negra sempre parece valer menos. Aqui no Brasil, as coisas parecem ainda piores. As pessoas morrem por quase nada, e quase não há repercussão nenhuma. Não há justiça, não há punição, só os inquéritos arquivados em alguma gaveta empoeirada por aí, enquanto os bandidos, sejam eles armados, fardados ou engravatados seguem suas vidas, como se nada jamais tivesse acontecido.
Não espere nada de Partido A ou Partido B, eles entram e saem do poder com as mesmas práticas. Nos dão migalhas e nos mantém na periferia do poder, sempre na varanda ou na cozinha, nunca do lado de dentro da casa.
Ah, mas isso vai mudar. Oh, se vai...
Somos nós por nós, precisamos entender isso.