domingo, 15 de março de 2026

Coleção África e os africanos

 


A Editora Vozes lançou uma coleção em 12 volumes de livros que abordam as mais diversas temáticas referentes ao continente africano, sua cultura, filosofia, religião, entre outros aspectos. Comprei três deles: África Bantu, Filosofia Bantu e Religiões Africanas.



Filosofia Bantu é uma referência fundamental para o debate so­bre a filosofia africana e é am­plamente reconhecido como o texto fundador da etnofilosofia. Placide Tempels demonstra a existência de um pensamento metafísico entre os povos ban­tu, baseado na ideia de que a realidade é dinâmica e que ser é força. Contrastando essa visão com a concepção ocidental do ser, ele revela como as rela­ções entre indivíduos, ances­trais e o universo se estrutu­ram por meio de forças que se influenciam mutuamente.

África Bantu introduz, em cinco capítulos temáticos, os leitores a diversos métodos e abordagens de coleta e análise de dados para escrever as histórias de povos e sociedades cujo passado remoto não foi, muitas vezes, preservado em documentos escritos. Assim, a reconstrução da história antiga Bantu deve apoiar-se no uso de múltiplas metodologias e abordagens. Evidências foram retiradas da linguística, da genética, da arqueologia, das tradições orais, da história da arte e da etnografia comparada. O objetivo desta obra é oferecer aos alunos uma compreensão da história do mundo Bantu, no longo prazo, em áreas que os leitores podem identificar como cultural, política, religiosa, econômica e social.




Religiões Africanas oferece um panorama das tradições religiosas do continente africano, assim como do cristianismo e do islamismo ali presentes. Concentra-se na diversidade de grupos étnicos, línguas, culturas e visões de mundo, enfatizando a diversidade regional do continente. O autor examina uma ampla gama de tradições religiosas africanas em seus próprios termos e em seus contextos sociais, culturais e políticos. Assim, o livro vai além das descrições etnográficas e interpretações de crenças e práticas centrais para observar como a religião africana tem engajado questões de desenvolvimento socioeconômico e relações de poder.