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domingo, 4 de junho de 2023

Os X-Men e os direitos civis

 


Os X-Men foram criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1963, em meio a todo o caótico cenário de racismo e da luta pelos direitos civis dos Negros e Negras nos EUA, por isso, sempre foi uma bela simbologia. Sempre será meu grupo preferido de heróis de quadrinhos.

O Professor X já foi comparado ao líder pelos direitos civis dos afro-americanos Martin Luther King Jr. , e Magneto, ao militante mais agressivo, Malcolm X. Os X-Men se referem muitas vezes ao "sonho de Xavier", o que leva a crer em uma referência à famosa frase de Martin Luther King, "Eu tenho um sonho". As revistas X têm com frequência mostrado mutantes como vítimas de violência, evocando o linchamento de afro-americanos na época anterior ao movimento pelos direitos civis americano.

Outra metáfora aos direitos civis relacionada aos X-Men diz respeito aos direitos dos LGBTQIA+. Foram feitas comparações com a situação mutante (incluindo a descoberta de seus poderes e a idade em que eles aparecem), e a homossexualidade. Isso foi demonstrado em uma cena do segundo filme dos X-Men, do diretor assumidamente homossexual Bryan Singer, em que Bobby Drake (Homem de Gelo) revela a seus pais ser mutante. Foi essa abordagem que levou o ator e ativista Sir Ian McKellen, que interpreta Magneto, a aceitar o papel. Além disso, o primeiro filme mostra uma cena em que o senador Robert Kelly diz que os mutantes devem ser proibidos de lecionar para crianças em escolas.

A história em quadrinhos ainda se envolveu, no início dos anos 1980, com a epidemia de AIDS, com uma longa subtrama sobre o Vírus Legado, uma doença aparentemente incurável que, a princípio, só afetava mutantes.

E temos também os casos de Estrela Polar que é homossexual e Mística que é bissexual. Sem contar com a relação de Hulkling com Wiccano e do também assumido Anole.

Recentemente foi lançado também o primeiro casamento gay da Marvel entre Estrela Polar (citado acima) e Kyle Jinadu, que há tempos já namoravam. A revista em questão é a "Astonishing X-Men #50".

No mês de junho, é celebrado o Dia do Orgulho LGBTQIA+, como forma de celebrar a diversidade e se impor contra a violência e o preconceito a quem é visto como "diferente", como aconteceu com os X-Men.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

História Negra em Quadrinhos

 


Duas histórias importantíssimas escritas em quadrinhos. Vejo como uma grande porta de entrada pra atrair jovens e adultos que têm interesse em estudar estas questões, mas não sabem por onde começar.



Escrito por Marcelo D'Salete, Angola Janga significa “pequena Angola” ou, como dizem os livros de História, Palmares. Por mais de cem anos, foi como um reino africano dentro da América do Sul. Formada no fim do século XVI, em Pernambuco, a partir dos mocambos criados por fugitivos da escravidão, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Tornou-se o grande alvo do ódio dos colonizadores e um símbolo de liberdade para os escravizados. Seu maior líder, Zumbi, virou lenda e inspirou a criação do Dia da Consciência Negra.



"Miss Davis" é a biografia em HQ de Angela Davis, escrita por Sybille Titeux de la Croix ― acompanhada pelos brilhantes traços de Amazing Ameziane ― que refaz sua jornada desde a infância no Alabama, marcada pela segregação racial e pelos ataques da Ku Klux Klan, até sua saída da prisão em 1972, na Califórnia, após uma enorme mobilização mundial pela sua libertação.

domingo, 30 de agosto de 2020

Lewis e LeBron: As maiores vozes dos esportes na luta contra o racismo e o genocídio

 

Lewis Hamilton
ao vencer o GP da Bélgica hoje, prestando homenagens a
Chadwick Boseman.


O britânico Lewis Hamilton e o estadunidense LeBron James transcendem os limites físicos da área em que atuam e desafiam aqueles que repetem o erro absurdo de que "não se pode misturar esportes e política".
Hamilton carrega há quase 10 anos o fardo de ser "o primeiro (e único) piloto Negro de Fórmula 1". Bate todos os recordes possíveis a cada fim de semana, mas ainda é comum ver "especialistas" de internet questionando sua qualidade e colocando pilotos que não possuem nem a metade dos seus números à sua frente na lista dos "melhores de todos os tempos".
Sofre duras críticas dentro e fora dos paddocks pelo posicionamento firme contra o racismo e a falta de representatividade na Fórmula 1.
Seu constante engajamento possibilitou que sua equipe, a Mercedes, tivesse a primeira mulher Negra e africana a subir no pódio da Fórmula 1 em 70 anos de história, a engenheira do Zimbábue Stephanie Travers, no GP da Estíria. Também abriu o canal de diálogo para que outras ações mais concretas possam ser tomadas, para que este esporte tão elitista possa ser mais inclusivo.

LeBron James
 no triunfo do Lakers sobre o Blazers, também fez o "Wakanda Forever"


LeBron James é um dos maiores atletas da história da NBA e a principal voz na luta contra o racismo, o genocídio da população Negra nos EUA e, mais recentemente, pelo voto, que não é obrigatório por lá. Se manifesta nas partidas, nas redes sociais e nas entrevistas, além de já ter construído escolas em Cleveland, sua cidade natal, e manter diversos projetos sociais. Sua postura combativa incomoda o White Devil e a ala mais "conservadora" dos Republicanos, mas serve de exemplo aos atletas mais jovens e de pressão nas famosas ligas de esportes do país, que reconheceram sua apatia histórica e apoiaram os boicotes dessa semana.
Muitos chegaram a dizer que James fazia essas coisas para se promover, logo ele, um dos atletas mais bem pagos do mundo. Só mais uma tentativa de transformar a questão racial em uma coisa menor do que ela realmente é.
Menção honrosa a
Colin Kaepernick
, que começou um protesto solitário na NFL e pagou com a carreira. Sigo esperando que ele seja inserido novamente em alguma equipe e que a liga de futebol americano peça desculpas pela perseguição a que Kaepernick sofreu.

sábado, 29 de agosto de 2020

Aos 43 anos, morre o ator Chadwick Boseman, o Pantera Negra

 



É com tristeza incomensurável que confirmamos o falecimento de Chadwick Boseman.⁣
Chadwick foi diagnosticado com câncer de cólon em estágio III em 2016 e lutou contra ele nos últimos 4 anos, enquanto progredia para o estágio IV. ⁣
Um verdadeiro lutador, Chadwick perseverou em tudo e trouxe a você muitos dos filmes que você tanto ama. De Marshall a Da 5 Bloods, de August Wilson, Ma Rainey’s Black Bottom e vários outros, todos foram filmados durante e entre inúmeras cirurgias e quimioterapia. ⁣
⁣ Foi a honra de sua carreira dar vida ao Rei T’Challa no Pantera Negra. ⁣ ⁣ Ele morreu em sua casa, com sua esposa e família ao seu lado. ⁣ ⁣
A família agradece por seu amor e orações e pede que você continue respeitando a privacidade deles durante este momento difícil.

Fonte: Facebook de Chadwick Boseman

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Brasil vira inimigo dos X-Men em novo quadrinho da série

Mapa de nações inimigas dos mutantes do X-Men


Em uma nova série de quadrinhos dos X-Men, o Brasil aparece como um dos países que rejeitaram ter relações diplomáticas com os mutantes. Em "House of X", escrita por Jonathan Hickman, uma nação soberana para pessoas com super poderes é criada: a ilha de Krakoa. No entanto, nem todos os outros países aceitam o fato — um deles é o Brasil.
O assunto é abordado no quinto número da nova série, recém-lançado nos Estados Unidos. Uma das páginas da publicação traz a lista de nações que rejeitaram ter relações diplomáticas com o país mutante. No caso do Brasil, no campo do motivo alegado para a decisão consta apenas "política".Na história, esses países são considerados adversários:
"Mais de cem nações aceitaram o acordo comercial com Krakoa. E, enquanto as negociações continuam com o resto das nações do mundo, algumas rejeitaram a abertura de Krakoa. As nações que rejeitaram o tratado comercial são consideradas adversárias naturais".
Ao todo, a lista conta com 14 países de cinco continentes, Ásia, Europa, África, América do Sul e Central. Alguns dos listados são o Irã, Coréia do Norte, Rússia e Venezuela. Esses dois últimos também são apontados por não concordarem com Krakoa no âmbito político. Já com os estados asiáticos, as divergências são ideológicas.
Pra quem não sabe ou não lembra, os X-Men são uma raça de super-herois rejeitados, temidos e discriminados, devido a uma mutação genética que lhes confere poderes. A história dos X-Men é frequentemente utilizada como metáfora para a abordagem de temas como o racismo e a homofobia, por exemplo.
Fonte: Extra
Lista das nações que rejeitaram ter relações comerciais com Krakoa, em
"Mais de 100 nações aceitaram manter acordos comerciais com Krakoa. E, enquanto as negociações seguem em andamento com a maioria dos países, alguns rejeitaram as tratativas krakoanas. As nações que se recusaram a manter acordos comerciais com Krakoa serão consideradas naturalmente adversárias."

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Raio Negro e Representatividade


Pouco a pouco, nossas demandas por representatividade Negra nas diversas mídias e no cinema vão sendo atendidas da maneira que deve ser: com protagonismo e histórias densas, escritas, dirigidas e com trilha sonora de profissionais Negros. Se já tivemos recentemente Luke Cage, Defensores, Star Wars e Star Trek Discovery, além da participação do Pantera Negra em Capitão América: Guerra Civil, 2018 já começa com Raio Negro em janeiro e o filme solo do Pantera Negra em fevereiro, um ótimo indício da mudança de direção dos ventos. Cabe ressaltar, entretanto, que ainda falta um maior protagonismo entre as heroínas Negras (hey, Fox/Marvel/Disney, cadê o filme da Tempestade??).

Na série que estreou ontem na Netflix e vai ter um episódio novo toda terça-feira, Raio Negro ("Black Lightning", no original) tem como alter ego o diretor do colégio Garfield High School, Jefferson Pierce (interpretado por Cress Williams), que se aposentou da carreira heroica nove anos atrás, e se dedica em tempo integral ao trabalho e à criação de suas duas filhas, Anissa e Jennifer Pierce. A primeira, bastante engajada em causas sociais, assim como o pai, e a outra ainda não demonstra o mesmo entusiasmo, mas as coisas têm potencial pra mudar nos próximos episódios. Seu retorno à ação acontece quando uma gangue, chamada de "Os 100", ameaça sua família e sua escola. Esta é outra característica marcante que difere Raio Negro das séries de heróis brancos convencionais: ele já é um herói estabelecido desde o primeiro episódio, mesmo estando aposentado, ao contrário das histórias em que o episódio piloto inteiro se dedica a contar a origem do herói, causada por algum acidente ou tragédia familiar. A origem dos seus poderes elétricos é mostrada num flashback rápido.


Sem dar muitos spoilers, já que a série estreou no Brasil há 24 horas atrás, é possível identificar vários elementos presentes em Luke Cage, por exemplo, e que são parte do cotidiano de várias comunidades Negras, tanto aqui quanto lá nos EUA: racismo, violência policial e um destaque para a trilha sonora repleta de Rap, Soul, R&B e outros elementos da musicalidade Negra. O próprio showrunner Salim Akil, que assina a série, revelou ao New York Times que alguns dos eventos retratados na série são autobiográficos: “Eu fui parado pela polícia, algumas vezes, mas minha raiva em ser parado quase me tirou a vida. Parei de tentar fingir. Em determinado momento, fechei meus olhos e pensei. Depois, me perguntei: ‘será que vale morrer por isso?’”
A cena em questão aparece logo nos primeiros minutos da série e é extremamente revoltante, até por saber que é daquele jeito que acontece. Eu mesmo já passei por isso também.

Assim como Luke Cage e Pantera Negra, Raio Negro não é um personagem qualquer. Ele mostra que o homem Negro precisa ser um herói e um exemplo para sua comunidade, com ou sem poderes; com ou sem máscaras. O inimigo nem sempre é um super-vilão com poderes cósmicos que quer dominar o mundo. Muitas vezes, ele acredita estar fazendo justiça e está mais perto do que se imagina.

Confira o trailer da série: 








terça-feira, 14 de novembro de 2017

As definições de Mulher-Maravilha foram atualizadas!


Auto-intitulada Josie Panterona , artista de Trinidad e Tobago é uma premiada cosplayer, modelo e designer de moda, com um vasto portfólio, que transita entre animes, quadrinhos, séries, desenhos animados e videogames, entre outros. Escolhi aqui o maior ícone entre as super-heroínas para mostrar que a mulher Negra pode se fantasiar e ficar linda, usando o personagem que quiser, mesmo que ela geralmente tenha sido retratada com uma etnia diferente. Num universo com pequena representatividade Negra na cultura pop, se comparada à representação branca, as criações de Josie são um reforço a mais na autoestima das meninas Negras de várias partes do mundo.
Fontes: panterona.com e facebook.com/PanteronaCosplay





sábado, 10 de junho de 2017

Pantera Negra - Liberado o primeiro trailer oficial do filme

Novo pôster do filme

Após ter liberado um pôster e um novo logo para Pantera Negra, a Marvel divulgou, durante as finais do NBA (um dos maiores eventos de basquetebol no mundo), o primeiro trailer do filme focado em T’Challa e a nação de Wakanda.
O personagem conquistou os fãs em Capitão América: Guerra Civil, filme no qual teve sua estreia cinematográfica, e agora o filme é um dos mais aguardados do estúdio, além de ser o primeiro filme do Universo Cinematográfico da Marvel com um protagonista africano. No elenco do filme, além de Chadwick Boseman como o herói titular, teremos Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira , Martin Freeman, Daniel Kaluuya, Angela Bassett, Forest Whitaker e Andy Serkis.
Junto do poster e trailer, a Marvel também liberou uma nova sinopse do filme:
“Pantera Negra, da Marvel Studios, segue T’Challa que, após a morte de seu pai, o rei de Wakanda, retorna para casa, para sua isolada e tecnologicamente avançada nação africana para dar sucessão ao trono e tomar seu lugar como rei. Porém, quando um poderoso e antigo inimigo reaparece, o valor de T’Challa como rei – e Pantera Negra – é testado quando ele é levado para um grande conflito que coloca o destino de Wakanda, e de todo o mundo, em risco. Enfrentando traições e perigo, o jovem rei deve unir seus aliados e liberar todo o poder do Pantera Negra para derrotar seus inimigos e proteger suas pessoas e seu modo de vida”.
O trailer começa com o retorno de  Ulysses Klaue e Everett Ross, enquanto o vilão apareceu em Vingadores: Era de Ultron, Ross esteve em Capitão América: Guerra Civil. Klaue fala sobre como Wakanda não é um local de fazendeiros e um pais de terceiro mundo, dizendo que lá é conhecido como “El Dourado” e que ele é o único que a viu e saiu vivo. Temos então várias cenas incríveis de ação com o Pantera Negra e suas Dora Milaje, a guarda especializada do rei. Na narração, é dito que T’Challa é um bom homem, mas que “é difícil para um bom homem ser um rei”. 
Pantera Negra estreia nos cinemas dia 15 de fevereiro de 2018.
Confira o trailer abaixo:

Fontes: Legião dos Heróis/YouTube

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A importância de Pantera Negra para o cinema


O elenco do filme Pantera Negra, que tem data de estreia no Brasil prevista para o dia 15 de fevereiro de 2018, dá uma lição ao mundo inteiro: é possível fazer uma grande produção cinematográfica, com um elenco majoritariamente Negro, sem ter a escravidão ou o racismo como foco principal. 

 Segundo a sinopse oficial liberada pela Marvel Studios:
"Pantera Negra acompanha T'Challa que, após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil, decide voltar para casa - a isolada e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda - e assumir sua função como Rei. Porém, quando um antigo inimigo reaparece, sua coragem é testada quando ele é levado para um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo em risco."

Deve-se ressaltar também a excelente escolha do diretor Negro Ryan Coogler (de Creed, Nascido Para Lutar) para o filme, que tem uma ligação direta com a escolha do elenco. A equipe por trás das câmeras (direção, roteiro, produção, entre outras) é tão ou MAIS importante para a variedade de temas do que a própria escolha dos atores e atrizes. A quantidade insuficiente de diretores/as e roteiristas Negros/as pode ser apontada como uma das inúmeras causas para a falta de representatividade e diversidade no cinema, bem como em outras mídias, ao longo da história, fato que finalmente está mudando no século XXI.

Esperamos que o filme trate questões como ancestralidade e respeito às tradições africanas, já que está na própria composição do personagem nos quadrinhos, em que o manto do Pantera Negra é passado hereditariamente, junto com a Coroa de Wakanda. Também contamos com uma visão fora do senso comum em relação à África, pois a terra do Rei T'Challa é uma das nações mais ricas e desenvolvidas do mundo. 


A responsabilidade de Pantera Negra para o cinema é do tamanho das expectativas!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Marvel anuncia nova HQ com Pantera Negra, Tempestade, Luke Cage e Misty Knight


Pantera Negra continua a crescer dentro do Universo Marvel. Além de “Pantera Negra” e “Pantera Negra: Mundo de Wakanda”, a Marvel anunciou uma nova revista do herói: Pantera Negra e The Crew.
O anuncio, feito pela Time diz que o novo título começará a partir de uma história nas edições 7 e 8 da atual revista do Pantera Negra, que terá T’Challa junto de um grupo de heróis composto por Tempestade, Luke Cage, Misty Knight e o Dobra. A revista será escrita por Ta-Nehisi Coates e Yona Harvey com arte de Butch Guice.
A revista ressuscita a The Crew, uma equipe com vários heróis que se uniram para lutar contra o crime. A revista da equipe foi lançada em 2003 e teve apenas sete edições e contava com heróis famosos como o Máquina de Combate e o Tigre Branco. Como ela não foi publicada no Brasil, não possui um título oficial, mas pode ser traduzida como “A Equipe”.
Agora, Coates ressuscita a equipe e lhe dá mais visibilidade política dentro da Marvel. A primeira história irá se focar nos eventos desencadeados após a morte de um ativista que estava sob custódia da polícia. Coates falou sobre a relevância da história ressoar com as noticias atuais, dizendo que “Isso é algo que está no ar. Não é como se eu tivesse olhado para os protestos do Black Lives Matter e ficado ‘Hey, quero escrever um quadrinho sobre isso’. Mas você é confrontado por isso todo dia, então quando eu sentei para pensar no que essa história com quatro protagonistas negros seria sobre e comecei a escrever, isso surgiu. Os eventos atuais estão comigo. Pareceu a oportunidade de fazer algo. Fica claro na primeira edição que o ativista não é apenas um ativista. Tem algo mais acontecendo”. 
Coates também fala sobre como ele pretende colocar heróis grandes e globais como o Pantera Negra e a Tempestade no nível das ruas. “O que significa proteger as ruas e proteger o mundo? Como essas coisas estão ligadas? O que acontece quando o T’Challa está andando na rua sem seu uniforme e as pessoas não o reconhecem, ele é apenas uma pessoa negra? A mesma coisa com a Tempestade”. 

Fonte: Legião dos Heróis

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Luke Cage, um Herói Necessário


Acabei minha maratona Luke Cage há menos de uma hora atrás. 13 episódios em 3 dias! Vou tentar ser o mais espontâneo possível, sem dar spoiler pra quem ainda não assistiu.

 "Marvel's Luke Cage" é uma série da Netflix criada por Cheo Hodari Coker, estrelada por Mike Colter, e que ainda tem Alfre Woodard (Mariah Dillard), Mahershala Ali (Cornell Stokes/"Boca de Algodão"), Simone Simmick (Misty Knight) e Rosario Dawson (Claire Temple), entre outros. Tem também a participação da atriz brasileira Sônia Braga, interpretando a mãe de Claire.

Luke Cage é um ex-presidiário que foi condenado por um crime que não cometeu. Ainda na prisão, ele torna-se cobaia de um experimento científico que acaba tornando sua pele impenetrável e a prova de balas. Desde que sai da prisão de Seagate, uma série de acontecimentos faz com que ele se dedique a proteger sua comunidade (o Harlem, em Nova York), ao mesmo tempo em que tenta limpar seu nome.
Comparando o personagem da HQ com sua representação em live-action, podemos dizer que Mike Colter foi uma excelente escolha pra viver o Herói do Harlem.

Mais do que sobre a sinopse da série, o que quero falar mesmo é sobre o que ela representa. Luke Cage é um herói necessário, por diversos motivos: por mostrar um dos raros heróis Negros, em um panteão de brancos, por todas as referências e citações a diversos ícones Negros (Frederick Douglass, Malcolm X, Martin Luther King, Marcus Garvey, Michael Jordan, Notorious B.I.G., Beyoncé, Duke Ellignton, Prince, Michael Jackson, Angela Davis etc.) e por ser uma obra de ficção que conta com vários elementos reais. Não há vilões caindo do céu com poderes extraordinários. No Harlem, os principais inimigos são a corrupção, a violência policial, o tráfico e outros problemas comuns à maioria dos bairros periféricos de maioria Negra, seja nos EUA, no Brasil ou em qualquer lugar.

A série também se destaca por abordar indiretamente as recentes tensões raciais que se intensificaram nos Estados Unidos, após a morte de vários jovens Negros pela polícia, principalmente Trayvor Martin, assassinado em 2012, na Flórida e Michael Brown, morto em 2014, em Ferguson (motivo pelo qual Luke usa um capuz a maior parte do tempo, fato declarado pelo próprio Mike Colter) além do movimento Black Lives Matter ("Vidas Negras Importam").

A trilha sonora é um dos pontos mais altos da série, com muito Soul, Jazz, R&B e Hip-Hop, a exemplo de Nina Simone, Wu Tang Clan (com o prórpio Method Man fazendo participação especial em Bulletproof  Love, rap exclusivo pra série), Charles Bradley, The Delfonics, The Stylics e muitos outros.
Luke Cage foi uma das séries mais emocionantes e representativas que já vi. É muito bom saber que a geração atual pode se ver melhor representada, pode ter referências, alguém em quem se inspirar e que se pareça com ela, mesmo que o cenário atual não pareça favorável. 

"Toda essa gente falando mal do Luke Cage... A maioria dessa gente usa malha! Quem pensaria que um Negro de capuz poderia ser um herói?"

Plain Gold Ring (Nina Simone)


Bulletproof Love (Method Man)



sábado, 5 de março de 2016

O Despertar das Forças!

Finn no topo do mundo!

"Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante..."

Por alguma razão que desconheço, as fábricas de brinquedos ignoram o fato de que as crianças Negras também brincam, também sonham em ser seus personagens favoritos e também gostariam de se sentir representadas. Também ligam a TV em determinado horário ou vão ao cinema pra ver alguém com quem elas possam criar um vínculo qualquer que as aproximem de seus heróis.

As coisas vêm mudando positivamente nas últimas décadas, com a introdução cada vez maior de personagens diferentes do padrão hegemônico (homem, branco, heterossexual, cristão, bilionário etc.) nas histórias em quadrinhos, nos filmes, nas séries e na publicidade, de maneira geral. Lógico que ainda estamos a anos-luz do nosso objetivo, mas é melhor andar devagar do que passar a vida inteira parado. Quando eu era criança, isso não era tão frequente. Tive dezenas de bonecos de super heróis, quase todos brancos. Minha infância não foi ruim por isso, mas é lógico que poderia ter sido melhor, me ajudaria a me conhecer melhor e me aceitar desde cedo. Não importa o que digam, é gratificante ser associado a uma coisa boa, isso fortalece a autoestima.

A franquia Star Wars não aborda a temática racial, até porque as histórias se passam em outra galáxia, com seres alienígenas de todas as espécies, e alguém ser tratado diferente apenas por causa da cor da pele seria absurdo. O que torna ainda mais estranha a violenta reação de algumas pessoas, quando o ator Negro John Boyega foi anunciado como um dos protagonistas da nova série de filmes. Chegou-se a criar uma tentativa (fracassada) de boicote ao filme e aos seus produtos. As reações também foram violentas à mudança de etnia do Johnny Storm, o Tocha Humana, no Quarteto Fantástico, antes mesmo de saber que o resto do filme seria realmente ruim (não por causa da atuação de Michael B. Jordan, é bom frisar).

Como eu adoro contrariar essa gente, já estava decidido a comprar o boneco oficial do Finn, personagem de Boyega em Star Wars: O Despertar da Força (2015) e colocá-lo na minha sala, ao lado das esculturas dos deuses africanos Xangô e Ísis, e continuo esperando o lançamento do Pantera Negra, um dos personagens da Marvel que eu mais admiro, por ser o rei de uma nação africana muito poderosa, que desafia toda a lógica eurocêntrica e colonial. Previsto para ser lançado em 2018, Pantera Negra, que será protagonizado por Chadwick Boseman, já teve sua primeira "polêmica" devido à decisão da Marvel de escalar um diretor Negro (Ryan Coogler foi o escolhido) e um roteiro que enfoque questões geopolíticas e, claro, questões raciais.

É preciso lembrar, no entanto, que ainda se faz necessária uma inclusão maior de personagens femininas Negras no mundo dos heróis, e outros brinquedos voltados para as meninas que não se apeguem apenas ao lar. Por que bonecos "para meninos" são heróis e as bonecas "para meninas" são bebês, cada vez mais parecidos com pessoas reais? Os brinquedos devem ter uma função lúdica, interativa e até mesmo educativa, não um treinamento para a maternidade. Com todas as discussões que ganham força ultimamente, é bem provável que as crianças de um futuro não tão distante sejam melhores que grande parte dos adultos do presente.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Marvel anuncia filme solo e ator que interpretará o Pantera Negra nos cinemas


O ator Chadwick Boseman vai interpretar o herói Pantera Negra nos cinemas no filme produzido pela Marvel Studios. O anúncio foi feito durante um evento para promover os próximos lançamentos da chamada Fase 3 do Universo Cinematográfico da Marvel, onde também foram anunciadas as datas de estreia de Capitão América 3: Guerra CivilDoutor EstranhoGuardiões da Galáxia 2Thor: RagnarokOs Vingadores: Guerra Infinita - Parte 1Captain MarvelInumanos e Os Vingadores: Guerra Infinita - Parte 2.


O filme solo do Pantera Negra estreia dia 3 de novembro de 2017. Entretanto, a primeira aparição do personagem em um longa-metragem da Marvel será em Capitão América 3: Guerra Civil, que terá o embate entre o Capitão América e o Homem de Ferro e será lançado dia 5 de maio de 2016. 
Com Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, Robert Downey Jr.Chris Evans e Boseman presentes no evento, o ator que interpreta Tony Stark fez uma brincadeira e pediu para o novato escolher um lado na Guerra Civil. Em resposta, Boseman disse que "o Pantera Negra é auto-suficiente".
Os principais trabalhos de Boseman nos cinemas foram na cinebiografia James Brown, onde sua atuação como o lendário cantor de funk music tem rendido elogios e apostas para o Oscar 2015, e em 42: A História de uma Lenda, onde interpretou o jogador de baseball Jackie Robinson.



Criado por Stan Lee e Jack Kirby, o personagem Pantera Negra fez sua primeira aparição na revista "Fantastic Four #52", de 1966. Ele foi o primeiro super-herói negro a alcançar notoriedade entre os fãs de quadrinhos. O Pantera Negra é o alter-ego de T'Challa, príncipe do país africano fictício de Wakanda. Quando criança, tomou uma poção sagrada que lhe conferiu poderes como força, agilidade e sentidos sobre-humanos. Entretanto, quando seu pai, o rei T'Chaka, foi assassinado por exploradores de Vibranium (metal de propriedades únicas do universo Marvel) que usurparam seu trono, o Pantera Negra iniciou uma jornada de vingança e redenção para recobrar o lugar que era seu por direito.

Fonte: Adorocinema

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Novo Capitão América é Negro

Sam Wilson sob o manto do Capitão América. Fonte: Marvel/Legião dos Heróis

Sou um grande admirador de HQs, mas não tenho grande simpatia pelo Capitão América, justamente por tudo que ele representa, a ideologia "perfeita" do American Way of Life. Contudo, a partir de setembro, o "Sentinela da Liberdade" passa a contar com a minha admiração.
Sam Wilson, o Falcão, um dos poucos heróis Negros das HQs (e sem muito destaque, como de praxe), será o herdeiro do uniforme Vermelho, Azul e Branco nos quadrinhos. O personagem manterá suas asas originais e será escrito por Rick Remender e desenhado por Stuart Immonem na revista All-New Capitain America.
A história para que isso aconteça será a seguinte: Steve Rogers, o Capitão original, terá envelhecido cerca de 65 anos em pouco tempo, por estar sem o Soro do Supersoldado, responsável por mantê-lo vivo, jovem e saudável por tantos anos. Como Sam era um dos seus melhores e mais competentes amigos, foi a escolha óbvia para sucedê-lo.
Normalmente, não gosto muito de mudanças extremas nos personagens das HQs, mas entendo o quanto as editoras principais, Marvel e DC Comics, precisam se atualizar e abraçar os novos tempos (recentemente foi anunciado que Thor será uma mulher. Antes disso, o Lanterna Verde já foi repaginado como um super-herói homossexual, o Homem-Aranha já teve sua versão Negra etc.), pois o perfil do consumidor de suas revistas mudou, ou simplesmente, se tornou mais exigente. As crianças e adolescentes nem sempre se identificam com os heróis originais, e isso, logicamente, interfere nas vendas.
Não são poucos os debates - inclusive acadêmicos - sobre o arquétipo do super-herói: o homem branco que salva as mocinhas inocentes e indefesas. Poucas exceções existem no caso das mulheres, como Mulher-Maravilha, Mulher-Gato e Tempestade, por exemplo. E é ainda mais difícil encontrar heróis Negros de relevância nas HQs (Pantera Negra, Luke Cage, Falcão etc.).
Não podemos afirmar com certeza se estas mudanças serão definitivas ou temporárias. O importante é que os quadrinhos estão começando a perceber a pluralidade do mundo e das suas fontes de renda. O lema "não me vejo, não compro", pelo menos nos EUA, começa a dar os primeiros frutos.


domingo, 25 de setembro de 2011

Os X-Men e a questão racial

Os X-Men são um grupo de mutantes que juraram defender a humanidade que os teme e os odeia por serem diferentes.

Há muito tempo penso em escrever sobre o assunto e finalmente resolvi fazê-lo. Pra quem curte quadrinhos isso talvez não seja novidade nenhuma, então me perdoem se por acaso eu soar repetitivo. 
Enfim, assistindo X-Men: First Class (X-Men: Primeira Classe, em português), filme que mostra a origem do grupo de mutantes, pessoas com alguma mutação genética que lhes confere poderes extraordinários, mas que, ao mesmo tempo, provoca o ódio e o temor das pessoas "comuns", é bem mais fácil perceber os embates ideológicos entre o professor Charles Xavier, líder do que viria a ser os X-Men, e Eric Lensherr, o Magneto, que seria o antagonista da história. 
As ideias de Xavier são semelhantes às do pastor evangélico e líder dos movimentos por igualdade de direitos civis nos Estados Unidos durante a década de 1960, Martin Luther King Jr. Ambos defendiam o princípio da coexistência pacífica, seja entre humanos e mutantes na ficção, seja entre brancos e Negros na vida real. Xavier e Luther King acreditavam que não se poderia alcançar a igualdade de direitos e a paz, se usássemos a mesma tática daqueles que nos oprimiam: a violência. 
Já Magneto se assemelha muito a Malcolm X, ainda que de maneira meio caricatural. Magneto é mal compreendido por muita gente, que o lê como vilão. O pequeno Eric Lensherr teve seus pais assassinados pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, o que o levou a ter ódio pela humanidade e jurar vingança a todos que o fizeram sofrer, pregando a união dos mutantes contra a humanidade, pois, em sua visão, todos os humanos, independentemente de sua nacionalidade ou posicionamento político, sempre desejaram dominar ou exterminar os mutantes. 
Enquanto Xavier (esq.) desejava a coexistência pacífica entre humanos e mutantes, Magneto pregava a  luta pelos direitos mutantes através do uso da força.


O pai de Malcolm X foi brutalmente assassinado quando ele tinha 6 anos de idade. Passou a juventude em orfanatos ou cometendo pequenos delitos, até que teve sua vida mudada após ser preso. Ao sair da prisão e  ter contato com o islamismo, ele se tornou um dos principais líderes pelos direitos das populações negras. Mas, ao contrário de Martin Luther King, Malcolm X pregava a separação total entre Negros e brancos, a resistência armada e o famoso "combater fogo com fogo", pois não seria possível uma convivência interracial sem conflitos, depois de tantos séculos de opressão racista contra os Negros em diversas partes do mundo.
X-Men: Primeira Classe é o filme mais maduro da franquia, o que mais se aproxima dos quadrinhos e da ideia original de Stan Lee e Steve Ditko, que criaram os X-Men em 1963 e aprimoraram durante a década de 1970, época em que estes e outros movimentos sociais estavam eclodindo. É onde Magneto e Xavier expõem pela primeira vez seus pontos de vista, que os farão seguir por caminhos opostos, apesar de, no fundo, ambos desejarem a mesma coisa: acabar com as diferenças de condições entre humanos e mutantes, na metáfora perfeita para se pensar os vários caminhos que nos levam a lutar pela igualdade étnicorracial. Com qual dos dois você se identifica?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Marvel anuncia que novo Homem-Aranha é negro e tem origem hispânica

Como um fã quase "nerd" de HQs, não costumo aprovar mudanças radicais em meus personagens favoritos (como o Homem-Aranha, por exemplo), mas tenho que reconhecer que essa polêmica mudança é muito bem-vinda! O mundo mudou, e os engravatados da Marvel finalmente perceberam isso. Negro também lê quadrinhos. Negro também é consumidor. A regra básica da publicidade é conquistar o consumidor pela afinidade entre ele e o produto a ser vendido. "Não me vejo, não compro!"
Depois dessa minha breve divagação, vamos à matéria:



Nova York, 2 ago (EFE).- A Marvel anunciou nesta terça-feira que o herdeiro do uniforme de Homem-Aranha após a morte de Peter Parker será Miles Morales, um jovem negro de origem hispânica que protegerá Nova York de vilões a partir desta quarta-feira, data que o quarto número da série 'Ultimate Comics Fallout' chegará às bancas.
'Quando apareceu a oportunidade de criar um novo Homem-Aranha, sabíamos que tinha que ser um personagem que representasse a diversidade, tanto pela origem como pela experiência, do século XXI', disse em comunicado o editor-chefe da Marvel, Axel
Assim, pela primeira vez na história será possível ver um novo Homem-Aranha que não está vivido pelo fotógrafo Peter Parker, que morreu em junho pelas mãos do vilão Duende Verde na saga 'Ultimate', embora Parker continue vivo na série de histórias em quadrinhos original, 'O Incrível Homem-Aranha'.
Agora, o encarregado de proteger a cidade dos vilões nesta saga será Morales, que a Marvel qualifica de 'novo personagem mais importante do século' e que em breve descobrirá 'que junto com seus grandes poderes também vêm grandes responsabilidades... e grandes perigos', afirma a editora.
A história do novo Homem-Aranha foi escrita por Brian Michael Bendis, Jonathan Hickman e Nick Spencer, desenhada por Sara Pichelli, Salvador Larroca e Clayton Crain, e a capa ficou por conta de Mark Bagley.
A série 'Ultimate' começou em 2000 com o objetivo de atrair jovens leitores com histórias alternativas e atualizadas dos super-heróis mais populares de Marvel, como Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico e os X-Men.

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

'Rampage' Jackson pode interpretar Luke Cage no filme dos Vingadores


Ídolo do MMA e ator nas horas vagas revela negociações com editora para atuar em adaptação cinematográfica de famosa série dos quadrinhos


Por SporTV.com
Mission Viejo, EUA
Rampage Jackson   Luke Cage (Foto: Getty Images)
Para Rampage (esq.), ninguém faria Luke Cage
melhor do que ele (Foto: Getty Images)
O popular lutador americano Quinton "Rampage" Jackson pode retornar às telas de cinema como um personagem de histórias em quadrinhos. O astro do MMA revelou nesta semana que está em negociação para interpretar o herói Luke Cage, da Marvel Comics, na adaptação da série "Vingadores".
Jackson participou do podcast americano "Down The Road Show" nesta semana e, ao responder uma pergunta se estaria disposto a interpretar Cage no cinema, deixou escapar que estava em negociação com a editora americana.
- Eu tive uma reunião com a Marvel... Não sei se posso falar disso! Mas adoraria interpretar o Luke Cage, acho que seria perfeito. Seria um Luke Cage muito crível, ninguém seria mais crível do que eu - disse Rampage, que considera o Super-Homem, da rival DC Comics, como seu herói favorito.
Rampage tem 12 créditos como ator em sua carreira, embora na maioria interprete a si mesmo. Sua atuação mais famosa foi como B.A. Baracus no filme "Esquadrão Classe A", adaptação de uma famosa série televisiva, lançado no ano passado. O lutador reafirmou no programa seu desejo de investir na carreira como ator e revelou que terminou de filmar sua participação no longa-metragem "Fire With Fire", estrelando Josh Duhamell, 50 Cent e Bruce Willis, previsto para lançamento em 2012. Jackson, que derrotou Matt Hamill no UFC 130, em 28 de maio, desafia o atual campeão dos meio-pesados, Jon Jones, no UFC 135, em Denver, no dia 24 de setembro.
Nas histórias em quadrinhos, Luke Cage é um ex-membro de gangues do Harlem, preso por um crime que não cometeu. Na cadeia, ele se voluntaria para uma experiência científica, mas é vítima de sabotagem de um carcereiro e ganha superforça e pele invulnerável. Ao sair da prisão, passa a trabalhar como "herói de aluguel" e mais tarde, convidado pelo Capitão América e pelo Homem de Ferro, passa a integrar os Vingadores. Luke Cage foi um dos primeiros super-heróis afro-americanos a estrelar uma revista em quadrinhos e foi criado na década de 1970, inspirado nos filmes de blaxploitation da época. Como Rampage, o personagem usa correntes em volta do pescoço.

Fonte: Sportv