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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O emotivo discurso de despedida Barack Obama em 7 frases

Confira sete frases simbólicas do último discurso de Barack Obama, compiladas pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC:
1."Vocês foram a mudança": Obama deu crédito aos cidadãos pelas várias realizações de seu governo, como o descongelamento das relações com Cuba, o fim da recessão econômica, a queda da taxa de desemprego e o acordo nuclear com o Irã.
2."O futuro está em boas mãos": foi a forma otimista do líder de dirigir-se às novas gerações que, segundo ele, "em breve serão maioria".
3."No entanto, não estamos onde precisamos estar. Todos nós temos muito trabalho para fazer", refletiu Obama frente ao racismo existente nos Estados Unidos.
4."A democracia pode cambalear quando entregue ao medo", foi o que disse o presidente americano sobre a crescente intolerância frente a minorias, principalmente em relação à discriminação contra a comunidade muçulmana nos Estados Unidos.
5."Assumam o desafio das mudanças climáticas": Obama destacou que, em oito anos, conseguiu reduzir a dependência de seu país por combustíveis fósseis e dobrou as reservas de energias renováveis. Ele pediu aos americanos para não abandonar essa agenda. "Nossos filhos não terão tempo para debater a existência das mudanças climáticas. Estarão ocupados lidando com seus efeitos", concluiu.
6."Peço a vocês que criem": o "último pedido como presidente" de Obama foi um apelo para que os americanos usem suas habilidades para mudar as coisas.
7."Sim podemos": assim concluiu o presidente dos Estados Unidos em seu discurso. Ele afirmou que ter servido a seu país foi a maior honra de sua vida. Depois agradeceu à plateia, pediu a Deus que "continue abençoando os Estados Unidos" e terminou a fala.
A matéria completa pode ser vista no link:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Onde estão os candidatos Negros na política brasileira?

Em 2013, somente 55 (10,7%) dos 513 deputados federais eram Negros. Já no Senado, o número era ainda menor. Apenas três (3,7%) em 81 parlamentares
Já vinha pensando em escrever sobre isso há alguns dias e hoje, coincidentemente, vi esse gráfico e um artigo sobre o assunto no Portal Geledés. São perguntas recorrentes: onde estão os Negros e Negras na política brasileira? Por que nossa representatividade é tão pequena, se somos maioria da população no país?

O Brasil do século XXI ainda carrega o fétido ranço do colonialismo. Mesmo que a Constituição assegure direitos iguais a todos os cidadãos, na prática, ainda é extremamente difícil ver Negros e Negras ocupando cargos de chefia em grandes empresas, times de futebol ou em cargos políticos. A eterna "Sombra do Véu", metáfora utilizada brilhantemente por DuBois para representar o racismo, em The Souls of Black Folk ("As Almas da Gente Negra"), ainda impede a ascensão de pessoas Negras aos cargos majoritários, relegando-as ao papel de coadjuvantes. Há dois anos atrás, por exemplo, entre todos os candidatos à prefeitura de Salvador, Hamilton Assis, do PSOL, era o único Negro encabeçando a chapa. Todas as demais candidaturas, oportunamente, tinham um branco como titular e um (a) Negro(a) como vice. Por que não o contrário?

Estamos há poucas semanas das eleições e o mesmo pode ser observado nas campanhas ao Governo, Senado, Presidência e Câmara. Faltam candidatos Negros, assim, com N maiúsculo, que comprem a briga e defendam a nossa causa na luta contra o racismo e contra a falta de oportunidade das populações Negras em diversos aspectos da sociedade.

Desde que comecei a votar, sempre optei pelos candidatos e candidatas Negr@s que tivessem propostas neste sentido, pelo menos para vereador e deputado. Ainda espero poder fazer isso nas eleições pro Executivo, mas, infelizmente, não será nessas eleições. Não tem nenhum candidato Negro a presidente nem a governador da Bahia, meu Estado. Para o Senado, novamente, só Hamilton Assis, do PSOL. 

Os Estados Unidos da Ku Klux Klan e da Jim Crow já elegeram Barack Obama duas vezes. Até quando vão falar por nós aqui no Brasil?

Veja também: Parlamento branco comprova que mentira cívica' não foi desfeita

sábado, 20 de julho de 2013

Pra quem vive dizendo que racismo não existe.


O RACISMO NÃO ACABOU, foi com esta frase que Obama finalizou seu discurso em relação ao caso da morte do jovem negro Trayvon Martin.
O presidente , Barack Obama, entrou nesta sexta-feira no debate aberto após a absolvição de George Zimmerman pela morte do jovem negro Trayvon Martin. Ele falou de sua própria experiência como afro-americano no discurso mais sincero e pessoal sobre o racismo desde que assumiu a Casa Branca.

"Quando Trayvon Martin morreu, eu disse que ele poderia ter sido meu filho. Outra forma de dizê-lo é que Trayvon Martin poderia ter sido eu há 35 anos", afirmou Obama após aparecer de surpresa para os jornalistas na sala de imprensa da Casa Branca. O presidente emitiu um comunicado após saber do veredicto de um júri de Sanford (Flórida) que declarou Zimmerman, ex-vigilante branco, inocente de assassinar Martin com um tiro em 2012.
Ele qualificou de "compreensível" que tenha havido manifestações e protestos pela absolvição de Zimmerman.
"Há muito poucos homens afro-americanos que não tenham tido a experiência de ser perseguidos quando estavam comprando em uma loja. Isso inclui a mim. Caminhar por uma rua e escutar como se fecham as portas dos carros. Isso me aconteceu, pelo menos antes de ser senador", confessou o presidente. Para Obama, tudo isso contribui para criar a sensação que, se no lugar de Martin fosse um adolescente branco "o resultado e as consequências poderiam ter sido diferentes".
Obama se comprometeu a realizar "um trabalho melhor" para que os jovens afro-americanos "sintam que são uma parte integrante da sociedade, e que têm meios e condições para alcançar o sucesso". Para Obama, além disso, é importante fazer "um exame de consciência", mas não através de um diálogo racial impulsionado pelos políticos, mas com conversas "nas famílias, igrejas e lugares de trabalho".
O presidente concluiu seu discurso com um convite a não esquecermos "que as coisas estão melhorando" e que cada geração "parece estar fazendo progressos em quanto à mudança de atitudes em relação à raça". "Isto não quer dizer que estejamos em uma sociedade pós-racial. Não quer dizer que o racismo tenha acabado", advertiu.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ícones Negros: Barack Obama



Barack Hussein Obama II, filho do economista queniano Barack Obama, Sr. e da antropóloga americana Ann Dunham, (que era branca), nasceu em Honolulu, Havaí, em 4 de agosto de 1961. 
O atual presidente reeleito dos Estados Unidos da América é formado em Direito pela Universidade de Harvard. Obama quebrou diversos paradigmas, demonstrando suas capacidades para além da cor da pele e do preconceito racial que sempre foi latente em seu país. Foi o primeiro Negro a assumir a presidência da revista Harvard Law Review, a ser Senador, pelo estado do Ilinois e, finalmente, a chegar à Presidência da República.
Os pais de Barack Obama se conheceram na universidade do Havaí e se casaram em 1960 lá, onde era permitido o casamento interracial, fato que poderia até mesmo causar a morte de seu pai se tivesse acontecido em grande parte dos estados sulistas americanos.
Em 1992, casa-se com Michelle Lavaughn Robinson, com quem tem duas filhas: Malia Ann e Natasha.
Em 1996, torna-se Senador Estadual, por Illinois e em 2004, é eleito Senador da República.
Em 2008, nas prévias do Partido Democrata, protagonizou, junto com a ex-primeira-dama e postulante à candidatura à presidência Hillary Clinton, uma campanha acirrada e bastante agressiva, mas que lhe rendeu a candidatura oficial por seu partido para concorrer contra o republicano John McCain.
Obama recebeu maciça adesão de diversas celebridades americanas, como a cantora Alicia Keys e  Will.I.Am, do Black Eye Peas.
Em 4 de novembro de 2008, Barack Obama foi eleito o primeiro Negro dentre os 44 presidentes dos Estados Unidos. No ano seguinte, venceu o Prêmio Nobel da Paz por representar um novo rumo na política internacional e pelos esforços às negociações contra as armas nucleares. Contraditoriamente, o prêmio é recebido em meio à manutenção das tropas no Iraque e no Afeganistão, iniciada pelo seu antecessor, George W. Bush.
Em 6 de novembro deste ano, Barack Obama vence o republicano Mitt Romney e se reelege por mais 4 anos à frente da Casa Branca, em meio a uma grave crise econômica e elevado índice de desemprego. Apesar destes dados, a reeleição de Obama é uma demonstração  de apoio e confiança do povo estadunidense. Ele não assumiu o cargo público mais importante do mundo por ser um simplesmente um homem Negro. Se conseguiu repetir o feito, é por sua competência.