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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Morre Assata Shakur aos 78 anos


 A ativista política, ex-Pantera Negra, escritora, uma das principais referências na luta pelos direitos civis e contra o racismo, além de tia e madrinha de Tupac Shakur, faleceu hoje em Cuba.

Seu legado permanecerá vivo para sempre!

Rest In Power, sister!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Tupac Shakur - A Biografia Autorizada

 


Minha especialidade é biografia, não tem jeito... Principalmente quando é de alguém que eu admiro tanto.

Tupac Shakur foi uma das maiores lendas do rap, um dos nomes que contribuíram para a consolidação do estilo nos anos 90 e que conseguiram transcender a música. Além de rapper, foi ator, poeta e veio de uma longa linhagem de ativistas pelos direitos civis e antirracistas dos EUA dos anos 1960 (a exemplo de sua tia e madrinha Assata Shakur, já mencionada neste blog). Isso se refletiu em suas letras e posicionamentos, como seu lema "Thug Life", que buscava expor (e se impor contra) o sistema racista estadunidense. Teve uma carreira bastante prolífica, mesmo morrendo tão jovem, aos 25 anos, em 1996.

A historiadora, escritora e roteirista Staci Robinson, que o conheceu desde a adolescência, foi escolhida pela mãe dele, Afeni Shakur, para escrever este livro, utilizando um vasto material exclusivo e pessoal de Tupac, bem como entrevistas com as pessoas que o conheciam.

Stay true!

domingo, 31 de dezembro de 2023

Nunca se acostume com a opressão


 "As pessoas se habituam a tudo. Quanto menos você pensar na opressão em que vive, maior será sua tolerância a ela. Depois de um tempo, as pessoas pensam que a opressão é o estado natural das coisas."

(Assata Shakur)

Gosto de ler biografias das pessoas que admiro porque, ao ver tudo que elas passaram, em tempos até piores que o nosso, isso dá esperança de que a gente pode superar também. Que mulher foda!

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Assata Shakur - Uma Autobiografia

 


A vida de Assata Shakur, nascida Joanne Chesimard, em 16 de julho de 1947,  é um poderoso testemunho da luta por liberdade. Natural de Nova York, Assata, além de tia e madrinha do rapper Tupac Shakur, militou nos Panteras Negras, no Exército de Libertação Negra, foi alvo do programa de contrainteligência do governo norte-americano contra os movimentos radicais negros, foi presa, fugiu da prisão, entrou na lista de “terroristas mais procurados” do FBI, e hoje vive em Cuba – acolhida como exilada política há cerca de quatro décadas. Sua história de vida e seus poemas – com frequência declamados nas recentes manifestações organizadas por militantes do Black Lives Matter – inspiram agora uma nova geração na luta contra o racismo e o capitalismo.

A recusa ao nome de batismo, e a adoção de outro que representasse seu espírito subversivo, foi expressão, em meio aos conturbados acontecimentos do final dos anos 60, de sua escolha política em se definir militante, em antagonismo contra um sistema que perpetuava desigualdades e opressões – não lhe cabia o nome que lhe fora legado pela escravidão. A liberdade que Assata buscava, no entanto, não poderia ser apenas uma conquista individual, mas necessariamente uma prática coletiva: a emancipação de todo o povo oprimido.

Em sua autobiografia, Assata Shakur entrelaça duas narrativas. Em uma, fala de sua infância e juventude como menina e mulher dentro da comunidade negra estadunidense entre as décadas de 1940 e 1970. Na outra, conta sua trajetória como ativista antirracista, sua passagem pelo Partido dos Panteras Negras e pelo Exército de Libertação Negra, e as estratégias do FBI que a levaram a ser injustamente condenada pela morte de um policial ocorrida durante a emboscada cinematográfica em que foi presa. 

O livro conta com prefácios de Angela Davis e Lennox Hinds, além de apresentação da historiadora Ynaê Lopes dos Santos.