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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Museu em homenagem a primeira médica negra do Brasil será inaugurado em Salvador

 


A cidade de Salvador vai ganhar a implantação de um novo espaço de saúde. Trata-se de um museu que vai homenagear Maria Odília Teixeira, a primeira mulher negra formada em Medicina no Brasil. O anúncio da estrutura foi adiantado ao Bahia Notícias pela vice-prefeita de Salvador e secretária municipal de saúde, Ana Paula Matos, na última terça-feira (5), durante o 9º Congresso Norte/Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde.

O museu em homenagem à médica será construído dentro da Escola de Saúde Pública de Salvador (ESPS), que vai funcionar na antiga sede da Faculdade Dom Pedro II, no bairro do Comércio. As informações obtidas pelo Bahia Notícias apontaram que o espaço servirá como preservação da memória cultural e “buscando referenciar personagens importantes na história da saúde da Bahia e do Brasil”. 

Segundo a titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), uma empresa do setor imobiliário já foi contratada pelo órgão para construção do local, que deve ser inaugurado ainda neste segundo semestre do ano junto com a escola. 

"Vamos inaugurar no segundo semestre a nossa escola de saúde pública, já contratamos imobiliárias e vai ter um museu homenageando Maria Odília, primeira médica negra do Brasil. Então esse museu vai ser na própria escola de saúde pública”, contou. 

Ana Paula revelou ainda à reportagem do BN que o espaço será referência para o ensino de saúde pública e que contará com laboratórios de ponta.

“A secretaria passou por uma organização para se preparar para o estrutural. Nesse estrutural a gente criou uma Diretoria de Gestão de Pessoas e Processos em Saúde, que está fazendo a melhor integração entre vigilância e assistência para deixar legado”, indicou. 

Fonte: Bahia Notícias

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Moradores de rua retirados de Salvador estão sendo deixados em Simões Filho, Mata de São João e Candeias


Mulher dorme em cama improvisada em canteiro da estação do metrô, em Nazaré

A Defensoria Pública do Estado da Bahia propôs ação civil pública contra o município, por conta da retirada deliberada de moradores de rua do Centro da cidade e arredores da Arena Fonte Nova. O motivo para a "limpeza humana" seria a realização dos jogos da Copa do Mundo.

Nos relatos apresentados na ação, os moradores de rua afirmam que estariam sendo retirados à força de viadutos e marquises desde março deste ano. Para tanto, os agentes municipais estariam utilizando caminhões da Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb) para recolher papelões e pertences dos moradores de rua.

Em caso de resistência, estariam soltando jatos de água ou acionando agentes da Guarda Municipal para a retirada das ruas, dizem os relatos. Depois, seriam levados em veículos do tipo Kombi, com a marca da Prefeitura.

De acordo com a defensora pública Fabiana Miranda, responsável pela Equipe Multidisciplinar de Atendimento à População em Situação de Rua, o local onde essas pessoas são deixadas ainda é uma incógnita.

"Por meio dos relatos, conseguimos identificar que eles são levados para abrigos da prefeitura e, em alguns casos, são deixados em chácaras situadas em Simões Filho, Mata de São João e Candeias. Porém, não foi possível chegar a esses lugares, pois nem os denunciantes sabem ao certo a localização deles", afirmou.

Ainda de acordo com a defensora, há, também, histórias que envolvem falsas promessas: "Os moradores de rua relataram ter ouvido promessas de que, se entrassem no veículo, seriam aceitos em programas como o Programa Minha Casa, Minha Vida".

Represálias

A equipe de reportagem de A TARDE percorreu ruas do Centro e ouviu moradores de rua, que confirmaram a denúncia da Defensoria Pública. Único a aceitar se identificar, Ubiraci Alves Gomes, 30 anos, que dorme sob o viaduto dos Engenheiros - que dá acesso a Nazaré -, disse que já foi abordado de forma violenta por três vezes.

"Eles oferecem ajuda, consulta com médico. Quando neguei, vieram me agredir, mas consegui fugir. Não sei para onde querem me levar, tenho medo", contou. A presidente do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Maria Lúcia Pereira, confirma as denúncias.

Segundo ela, a ação da prefeitura dá continuidade à "limpeza humana" iniciada em 2013, durante a Copa das Confederações. Na ocasião, a prefeitura foi acusada de usar o imóvel da antiga Casa de Saúde Ana Nery, no largo da Soledade, como "depósito" de pessoas em situação de rua.

A ação civil pública proposta pela Defensoria contesta, ainda, a utilização de antigos motéis, localizados nos bairros de Itapuã e Pau da Lima, como unidade de acolhimento da prefeitura.

De acordo com a defensora pública Fabiana Miranda, os abrigos não obedecem às normas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, sobretudo no que diz respeito ao número de abrigados, que deve ser de até 50 pessoas.

"Hoje, esses lugares contam com mais de 26 famílias. Os quartos têm ar condicionado, espelhos e conforto. No entanto, a equipe de assistentes sociais detectou que há pessoas além do limite aceitável", afirmou.

O secretário Henrique Trindade, no entanto, considera as unidades como adequadas e afirma que elas dispõem de todos os serviços exigidos pelas normas federais.

Fonte: Simões Filho Online

domingo, 5 de janeiro de 2014

Morre Eusébio, ídolo luso-moçambicano



Portugal amanheceu em luto. Eusébio, um dos maiores jogadores da história da seleção portuguesa, morreu na madrugada deste domingo. O ex-jogador, que completaria 72 anos no próximo dia 25, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.
De acordo com informações do jornal local Record, o antigo atacante do Benfica veio a óbito em Lisboa, capital do país, às 4h30 da manhã do horário local (2h30 de Brasília).
Conhecido como a "Pantera Negra" pelos portugueses, Eusébio já vinha tendo alguns outros problemas de saúde desde 2012, quando foi internado no Hospital da Luz, em Lisboa, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Apesar de ser um ídolo de Portugal, Eusébio nasceu em Moçambique, em Lourenço Marques (atual Maputo), quando o local ainda era uma colônia do país europeu.
Eusébio fez carreira no Benfica, um dos times mais tradicionais do país. O atacante defendeu as cores do time de Lisboa durante 15 anos e disputou mais de 600 jogos, tendo feito também mais de 600 gols.
É lembrado até hoje por ter levado a seleção portuguesa no terceiro lugar da Copa do Mundo de 1966, melhor colocação do país no torneio. Nessa mesma competição, ganhou a Bola de Ouro, por ter terminado como artilheiro, com 9 gols. Ele era conhecido pela velocidade, técnica apurada e pelos potentes chutes com a perna direita.

Fonte: UOL/Portal Geledés

sábado, 24 de agosto de 2013

Que venham mais médic@s!


Antes de começar este post, quero afirmar que não estou nem um pouco preocupado com questões partidárias. Não vejo muitas diferenças entre PT, PSDB, PMDB, PSOL, DEMO, PSTU, PPS, PDT ou sei lá mais o que. Dito isso, manifesto meu total apoio à chegada de médicos e médicas de outros países para trabalhar no Brasil. Não importa pra um paciente em estado grave, por exemplo, qual a nacionalidade do médico que o atenderá, contanto que ele esteja bem preparado e possua os recursos adequados.
Sei que o problema é muito maior que apenas a falta de profissionais qualificados. Falta material de trabalho, medicamentos, leitos, UTIs e outra série de coisas. Não se pode negar, entretanto, que as periferias das capitais e as cidades do interior sofrem ainda mais com isso. Os postos de saúde vivem sem médicos nesses lugares e as pessoas são obrigadas a viajar de um lado pra outro constantemente, até que alguém as atenda ou que morram no caminho, quando não estão pelos corredores. Não vejo nenhuma grande mobilização de médicos brasileiros pra resolver isso com a mesma agressividade que estão atacando os médicos estrangeiros, sobretudo os cubanos. 
Precisamos de saúde e educação de qualidade, e isso não é nenhum favor. Cada um de nós paga e sustenta uma das maiores cargas tributárias do planeta justamente sob a alegação de que os recursos serão utilizados para esse fim. Então, em vez de criticar quem está vindo resolver problemas emergenciais, vamos aproveitar pra pensar em soluções permanentes e cobrar dos governantes com rigor, independentemente do partido a que eles pertençam, para que tal medida não volte a ser necessária em breve.