Mostrando postagens com marcador Mãe Stella de Oxóssi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mãe Stella de Oxóssi. Mostrar todas as postagens
sábado, 28 de dezembro de 2019
Mãe Ana de Xangô é a nova Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá
Hoje, 28 de dezembro de 2019, 7° dia das obrigações fúnebres de um ano de Mãe Stella de Oxossi, aproximadamente 08:30 da manhã, no barracão de festas do Opô Afonjá, deu-se início ao jogo sucessório da nova Iyalorixá deste Axé.
A imprensa televisiva e as mídias eletrônicas, já fizeram às vezes de informar ao público a nova Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, portanto, acredito que a maioria já saiba o resultado. Mas, ainda que muito cansado das seis noites anteriores, eu não poderia deixar de escrever estas linhas e ressaltar algumas informações vistas aos meus olhos e entendimento da existência enérgica de Xangô.
A sexta Iyalorixá da casa (6. Número de Xangô); Afonjá. Qualidade do Xangô da nova mãe de santo, e por fim, Ana, primeiro nome de Ana Verônica Bispo dos Santos, ou seja, Afonjá de Eugênia Anna dos Santos, Iyá Obá Biyi, ou Mãe Anninha, fundadora desta casa, se faz presente materializado em nossa nova mãe. Mãe Ana (Anninha) de Xangô, Obá Gerè/ Guêrê*.
A cosmologia mais uma vez em exercício.
Salve Afonjá... Vida longa a Mãe Ana de Xangô.
Kabiêsi!
Obá Abiodun, Adriano de Azevedo Santos Filho.
Fonte: Facebook do Ilê Axé Opô Afonjá
Marcadores:
Ações Afirmativas,
África,
Ancestralidade,
Educação,
Ícones Negros,
Mãe Ana de Xangô,
Mãe Stella de Oxóssi,
Orixás,
Prosperidade,
Religiosidade
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Mãe Stella de Oxóssi partiu para o Orum
Principal ialorixá do Brasil, autora de vários livros, doutora honoris causa das duas principais universidades da Bahia (UFBA e UNEB) e membro da Academia de Letras da Bahia, Mãe Stella de Oxóssi faleceu justamente no dia consagrado ao seu orixá, a última quinta-feira de 2018.
Em momentos como esse, convém sempre lembrar da frase de Amadou Hampaté Bâ, que dizia que "cada ancião que morre é uma biblioteca inteira que se queima".
Ao mesmo tempo, também é conveniente ressaltar que, na tradição do Candomblé e de grande parte das religiões ancestrais africanas, a morte é só uma passagem para uma nova vida. Nosso corpo físico é efêmero, mas o Axé, energia sagrada que propicia a vida, é eterno.
Grande guardiã das tradições, Mãe Stella já causou "polêmica" diversas vezes, por se mostrar veementemente contrária ao sincretismo religioso, tão forte na Bahia: "Santo é santo; Orixá é Orixá!"
Vá em paz, Mãe! Aproveite a viagem!
Kolofé!
Okê Arô!
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Agradecer
Hoje, 20 de Novembro de 2014, eu só quero agradecer. Costumamos reclamar, protestar e reivindicar, mas, no calor da batalha, muitas vezes, esquecemos de agradecer às pessoas que possibilitaram que chegássemos até aqui.
Em primeiro lugar, sempre agradeço à minha mãe Maristela e ao meu pai Gilson, por nunca terem nos deixado faltar nada, apesar das grandes dificuldades que enfrentamos várias vezes. Por eu nunca ter passado um ano sequer fora da escola, ou deixado de estudar pra ajudar em casa, como eles tiveram de fazer. Eles me ensinaram que eu devia me esforçar pra ser sempre o melhor que eu pudesse, pois a vida é ainda mais difícil pra nós Negros. Me disseram que eu não podia sair de casa sem camisa ou sem identidade, nem ficar na rua até muito tarde. Que eu deveria evitar entrar em lojas, se não tivesse intenção de comprar, pois os olhares dos seguranças são bastante seletivos.
Agradeço aos que se foram e aos que ainda estão aqui:
Zumbi, Dandara, Ganga Zumba, e por extensão, a todos os quilombos brasileiros. Pessoas que não se submeteram ao poder patriarcal da colonização e resistiram enquanto puderam por uma vida justa e digna. Contra o jugo da escravidão, que transformava reis em prisioneiros.
Malcolm X, Martin Luther King Jr. e todo o Partido dos Panteras Negras, que, mesmo por meios diferentes, muitas vezes, até mesmo antagônicos, denunciaram a violenta segregação racial dos Estados Unidos e buscaram alternativas para que isso não mais ocorresse.
Luísa Mahin, ex-escravizada africana, mãe do abolicionista Luiz Gama e que participou ativamente de vários levantes de escravizados no Brasil do século XIX, como a Revolta dos Malês e a Sabinada, ambas em Salvador, e Maria Felipa, que lutou pela independência do Brasil na Bahia.
Nelson Mandela, uma das minhas maiores referências. O homem que sacrificou a juventude pelo ideal de ver uma África do Sul unida contra o Apartheid.
Abdias do Nascimento, Stuart Hall, Frantz Fanon, William DuBois, Amadou Hampaté Bâ, Elisa Lucinda, Bell Hooks, Angela Davis e toda a intelectualidade Negra mundial, que nos serve de ponto de partida para que tenhamos os elementos teóricos necessários.
Bob Marley, Tupac Shakur, Racionais MC's, Ilê Aiyê e todas as pessoas que usam a música como manifesto político contra o racismo e as desigualdades sociais.
Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi, Tia Ciata e todas as Ialorixás do Brasil, mulheres de muita força e coragem, que sustentam a tradição das religiões de matrizes africanas, apesar de todo o racismo travestido de Cristianismo.
Finalmente, a todos os espíritos ancestrais, por permitirem que nos encontremos com nossa própria história todos os dias, e por nos motivar a sair da cama, mesmo sabendo das adversidades que encontraremos pelo caminho.
Se não fosse pela luta de cada um(a) de vocês, eu não sei se estaria aqui pra escrever isso.
Gill Nguni
Marcadores:
Abdias do Nascimento,
África,
Ancestralidade,
Bob Marley,
Calendário Negro,
Filsofia,
Gill Nguni,
Ícones Negros,
Mãe Stella de Oxóssi,
Malcolm X,
Mandela,
Maria Felipa,
Prosperidade,
Racionais MC's
sábado, 7 de junho de 2014
Oxóssi aprende com Ogum a arte da caça
![]() |
| Oxóssi é o Orixá da caça no panteão iorubano, símbolo de fartura e prosperidade. |
Oxóssi é irmão de Ogum.
Ogum tem pelo irmão um afeto especial.
Num dia em que voltava da batalha, Ogum encontrou o irmão temeroso e sem reação, cercado de inimigos que já tinham destruído quase toda a aldeia e que estavam prestes a atingir sua família e tomar suas terras.
Ogum vinha cansado da guerra, mas ficou irado e sedento de vingança.
Procurou dentro de si mais forças para continuar lutando, e partiu na direção dos inimigos.
Com sua espada de ferro, pelejou até o amanhecer.
Quando, por fim, venceu os invasores, sentou-se com o irmão e o tranquilizou com sua proteção.
Sempre que houvesse necessidade, ele iria até seu encontro auxiliá-lo.
Ogum, então, ensinou Oxóssi a caçar, a abrir caminho pela floresta e matas cerradas.
Oxóssi aprendeu com o irmão a nobre arte da caça, sem a qual a vida é muito mais difícil.
Ogum ensinou a Oxóssi a defender-se por si próprio, e ensinou Oxóssi a cuidar de sua gente.
Agora, Ogum podia voltar tranquilo pra guerra.
Ogum fez de Oxóssi o provedor.
Oxóssi é irmão de Ogum.
Ogum é o grande guerreiro.
Oxóssi é o grande caçador.
(PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. Cia das Letras, 2001, p. 112-133)
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Respeito mútuo é a chave
Se "Deus é amor", por que boa parte dos seus fiéis semeiam o ódio e a discórdia? A quem interessa a perseguição sistemática às religiões de matrizes africanas em vários estados do Brasil?
Imagine se o povo-de-santo tocasse fogo em igrejas, do mesmo modo que evangélicos já destruíram, em diversas oportunidades os templos de Candomblé? Se os babalorisás e iyalorisás unissem o terreiro pra expulsar evangélicos dos morros cariocas e os ameaçassem de morte, como traficantes que se autodeclararam evangélicos estão fazendo no Rio de Janeiro?
"Olho por olho, e o mundo acabará cego". Respeitar alguém que pensa ou sente o mundo de maneira diferente da sua não significa que você comungue de suas ideias ou que você vai perder sua fé no que quer que seja.
Marcadores:
Ações Afirmativas,
África,
Ancestralidade,
Educação,
Filsofia,
Gilberto Gil,
Mãe Stella de Oxóssi,
Racismo,
Religiosidade,
Violência
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Òké Aro!
Uma homenagem à Mãe Stella de Oxóssi, Iyalorixá baiana, escritora de diversos livros e que, desde ontem, quinta-feira, 11 de setembro de 2013, ocupou uma vaga na Academia de Letras da Bahia.
Marcadores:
Ações Afirmativas,
África,
Ancestralidade,
Calendário Negro,
Educação,
Filsofia,
Ícones Negros,
Mãe Stella de Oxóssi,
Orixás,
Religiosidade,
Salvador
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Mãe Stella é eleita para a Academia de Letras da Bahia
| Mãe Stella de Oxóssi é mais uma representante do empoderamento Negro na sociedade brasileira. |
Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, foi eleita na tarde desta quinta-feira, 25, a mais nova imortal da Academia de Letras da Bahia. Vai ocupar a cadeira 33 (Poltrona Castro Alves) que era do professor e historiador Ubiratan Castro, falecido em janeiro de 2013.
Stella de Azevedo dos Santos tem 87 anos e é graduada em Farmácia pela Escola Bahiana de Medicina. É a primeira vez que uma mãe-de-santo vai ocupar uma cadeira da entidade máxima da literatura baiana. Mãe Stella é autora de seis livros, como "E daí aconteceu o encanto", "Meu tempo é agora" e "Opiniões".
Integrantes do movimento afro e intelectuais acreditam que a eleição da ialorixá foi benéfica a academia, pelo trabalho que ela realiza junto à comunidade e sua importância para a literatura baiana.
"É um reconhecimento da importância da nossa matriz. Mãe Stella é uma líder comunitária e tem conhecimento para honrar a posição que agora vai ocupar", comentou Myriam Fraga, poetisa e diretora da Fundação Jorge Amado.
Mãe Stella é articulista do jornal A TARDE e escreve quinzenalmente na página de Opinião. Também é atuante no blog Mundo Afro. Em 2009 recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
Fonte: Portal A Tarde
Fonte: Portal A Tarde
Assinar:
Postagens (Atom)





