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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Be Strong!


2016 não foi um ano fácil. Levamos muita porrada, tanto no sentido denotativo quanto no conotativo da palavra. Encaramos vários desafios, mas ainda estamos aqui. Sobrevivemos!
Às vezes, nossa única alternativa é ser forte, nossa corrida nunca acaba. O que importa é manter a cabeça em pé e derrubar as adversidades, uma por uma!
Feliz 2017!

Amandla!
Ufanisi!
Ubuntu!
Uhuru!
Sankofa!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Sankofa


Hoje, depois de meses pensando, finalmente tomei coragem e tatuei o Sankofa.

Sankofa deriva de um provérbio tradicional dos povos Akan da África Ocidental, em regiões como Costa do Marfim, Gana e Togo, por exemplo. Significa “se wo were fi na wosan kofa a yenki” , ou "nunca é tarde para voltar e pegar o que ficou pra trás", cabendo também sua forma resumida: "volte e pegue".

Sua representação vem dos ideogramas Adinkra, e pode ser um coração estilizado com contornos, como linhas que se encontram, ou pode ser um pássaro com os pés voltados para frente e a cabeça para trás, carregando um ovo no bico. 

Os pés para frente simbolizam nossa caminhada, nossa trajetória pelo mundo, mas, ao olhar para trás, o Sankofa simboliza, também, o aprendizado com os ancestrais. A necessidade de respeitar a sabedoria dos que vieram antes de nós, conceito recorrente na tradição africana. 
O ovo que o pássaro carrega representa o futuro, o ciclo da vida e as próximas gerações, pois o ovo é uma vida em potencial.

Os inúmeros ideogramas Adinkra derrubam mais uma tese de que o continente africano não possuía uma escrita organizada antes da colonização europeia.


Aprender com o passado. Entender o presente. Moldar o futuro!