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terça-feira, 7 de outubro de 2025

"Malês", um filme necessário

 

Fiquei feliz em ver que Antônio Pitanga finalmente conseguiu. Há anos, eu acompanhava as notícias sobre as dificuldades de financiamento que ele enfrentou pra realizar esse filme.

"Malês" conta a história da Revolta dos Malês, ocorrida entre 24 e 25 de janeiro de 1835, em Salvador. Foi o maior levante de escravizados da história do Brasil e um dos maiores da América, mesmo sem ter acontecido plenamente como planejado.

Os Malês eram Negros muçulmanos vindos, principalmente, da Nigéria e que tinham uma grande organização e sentimento próprio de identidade, a ponto de arrecadar dinheiro para comprar a alforria dos que ainda estavam escravizados. Eram alfabetizados, falavam árabe e o Islã era a base de tudo, apesar de recorrerem a outras nacionalidades africanas que também se encontravam por aqui.

Antônio Pitanga, diretor do filme, é Pacífico Licutan, um dos mentores intelectuais do movimento. Seus filhos Camila e Rocco também atuam e o historiador João José Reis, autor de "Rebelião Escrava no Brasil", o livro mais completo sobre o assunto, é creditado como responsável pela revisão histórica do filme.

"Malês" é forte e necessário como tem de ser. Ao assistir, você vai entender por que deu tanto trabalho pra que ele saísse.

O livro de João José Reis serviu como base teórica para o filme.


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Morre o ator James Earl Jones aos 93 anos

 


James Earl Jones, ator ganhador de todos os principais prêmios do entretenimento americano e conhecido como a voz de Darth Vader na franquia "Star Wars", morreu aos 93 anos nesta segunda-feira (9).

De acordo com o site Deadline, ele estava em sua casa, em Nova York, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por seus agentes. A causa da morte não foi divulgada.

Amado e respeitado por diferentes gerações de colegas e de fãs, o americano é um dos poucos atores ganhadores dos maiores prêmios da TV (Emmy), música (Grammy), teatro (Tony) e cinema (Oscar) — uma classe conhecida popularmente como EGOT.

Depois de servir no exército americano durante a Guerra da Coréia, nos anos 1950, Earl Jones começou uma carreira nos palcos. Sua estreia na Broadway, região de Nova York onde as peças mais prestigiadas são apresentadas, aconteceu em 1957.

Em 1968, ganhou seu primeiro Tony como o protagonista da peça "The great white hope". O papel lhe rendeu ainda uma indicação ao Oscar em 1970, pela adaptação da obra para o cinema, "A grande esperança branca".


Seu primeiro trabalho no cinema aconteceu alguns anos antes, em 1964, no clássico "Dr. Fantástico", de Stanley Kubrick. Mas o personagem mais marcante de sua carreira, ou o que o deixaria mais conhecido pelo mundo, levaria mais 13 anos.

Em 1977, ele participou de "Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança" (na época ainda "Guerra nas Estrelas", no Brasil) como a voz profunda do vilão sombrio Darth Vader.

Depois de repetir a atuação nos três filmes da trilogia principal, ele voltou à capa e ao capacete para "Rogue One: Uma História Star Wars" (2016).

A voz característica seria uma marca em sua carreira bem sucedida. O ator também conquistou o público infantil ao dublar Mufasa, o pai do protagonista de "O Rei Leão" (1994).

Sua interpretação (e timbre) foram tão marcantes que ele foi um dos poucos do elenco original a voltar para a nova versão computadorizada de 2019.

Seu último trabalho no cinema aconteceu em 2021, ao retornar a outro personagem da realiza como o rei Jaffe Joffer de "Um príncipe em Nova York 2", com Eddie Murphy.

Apesar de não receber uma estatueta por nenhum trabalho específico, o ator ganhou o Oscar honorário em 2012.

Já no Emmy ganhou duas vezes, ambas em 1991, por "Conflito em Los Angeles" e "Anjo Maldito", além de outras seis indicações.


Pelo teatro, ganhou dois Tony de melhor ator e um honorário. Seu Grammy veio na categoria de narração em audiolivro, por "Great American Documents", em 1977.


Fonte: G1


terça-feira, 27 de junho de 2023

Angela Basset vai receber Oscar honorário pelo conjunto da obra

 


Meses após concorrer ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2023, a atriz Angela Bassett, a Ramonda do Universo Cinematográfico da Marvel, finalmente levará uma estatueta dourada para casa. Isso porque a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta segunda-feira (26) sua tradicional lista de homenageados com um Oscar Honorário, prêmio entregue a atores por contribuições à sétima arte ao longo de suas carreiras.

De acordo com o Entertainment Weekly, Bassett faz parte do grupo de artistas que serão homenageados em uma cerimônia especial que acontecerá no dia 18 de novembro deste ano, em Los Angeles (EUA), antes da edição de 2024 da premiação mais popular do cinema.

Angela Bassett concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2023 por sua performance em Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022), mas perdeu a estatueta para Jamie Lee Curtis (Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo). Essa não foi a primeira vez que Bassett foi indicada ao Oscar: em 1994, ela participou da disputa de Melhor Atriz por seu trabalho em Tina: A Verdadeira História de Tina Turner (1993).

Fonte: Legião dos Heróis 

domingo, 7 de maio de 2023

Curtas do Folclore Africano

 


Estreou na Netflix uma série que recria seis contos folclóricos africanos. São seis filmes curta-metragem independentes. Cada filme é falado num idioma diferente e explora o luto, o amor, o misticismo, a tradição e a ancestralidade. Os contos abordados nesta antologia são de Uganda, Nigéria, Quênia, Mauritânia, Tanzânia e África do Sul.

Espero que tenham outras temporadas porque as possibilidades são infinitas!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Rainhas Africanas: Nzinga



Estreou na Netflix a série Rainhas Africanas: Nzinga. Combinando dramatização e documentário, com depoimentos de especialistas, a série pretende explorar a ascensão e o legado de grandes rainhas do continente africano, como o nome sugere.

A primeira temporada da atração conta com quatro episódios, dedicados a Nzinga, uma rainha guerreira de Dongo e Matamba, na região onde atualmente se localiza Angola, no século XVII, em meio a traições familiares e rivalidades políticas.

Narrada por Jada Pinkett Smith, que também é a produtora, a série tem no elenco Adesuwa Oni, Chipo Kureya e Marilyn Nnadebe.

"Eu realmente queria representar as mulheres negras. Não costumamos ver ou ouvir histórias sobre rainhas negras, e era muito importante para mim, assim como para minha filha e para nossa comunidade em geral, poder contar essas histórias" — destacou a produtora no material de divulgação da série.

No fim, é isso: uma maneira de assumirmos o protagonismo da nossa própria história, na contra-mão do que a versão "oficial" dos fatos fez por séculos.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

30 anos do filme "Malcolm X", de Spike Lee

 



O cineasta Spike Lee postou em seu Instagram esta imagem acima, celebrando os 30 anos de lançamento da cinebiografia do líder Negro Malcolm X. Para celebrar a data, ele organizou uma exibição especial do filme na Academia de Música do Brooklyn.

Inspirado em sua autobiografia, escrita em parceria com Alex Haley, "Malcolm X" (interpretado maravilhosamente por Denzel Washington) conta a trajetória do homem que, quando era criança, teve o pai assassinado pela Ku Klux Klan, teve a mãe internada em um manicômio e acabou cometendo vários delitos durante a juventude. Já adulto, na prisão, conheceu o Islamismo, se tornando discípulo de Elijah Mohammed e, quando saiu, acabou se transformando no líder revolucionário que incendiou os EUA e o mundo com suas ideias contra a segregação racial, durante a década de 1960. 

O filme também aborda a mudança de tom no discurso, anteriormente considerado radical, quando Malcolm retornou da peregrinação a Meca, sua mudança de nome para Malik el-Shabazz, até a sua conclusão épica.

Spike Lee é um dos maiores diretores da história do cinema. Seus filmes tem uma "impressão digital" que os tornam únicos. Mesmo com todo reconhecimento que teve ao longo de sua carreira, ele nunca foi devidamente premiado, justamente pela mensagem direta contra o racismo, presente em todos os seus filmes. Seu primeiro Oscar foi honorário, pelo conjunto da obra, em 2006. O primeiro competindo de fato só veio em 2019, por "Infiltrado na Klan". E nem foi pela direção, e sim pelo roteiro adaptado.
A atuação de Denzel Washington também é marcante, principalmente se você leu alguma biografia de Malcolm. A sensação é de que ele está mesmo lá. Com tantas falas icônicas no decorrer de suas 3 horas de duração, você nem sente o tempo passar. Cada palavra dele continua fazendo sentido, 30 anos depois.

sábado, 12 de novembro de 2022

O Cavaleiro do Rei

 



O Cavaleiro do Rei é um filme nigeriano que estreou recentemente na Netflix. O filme é inspirado na peça de Wole Soyinka chamada "A Morte e o Cavaleiro do Rei" e em uma história real ocorrida em Oyó, Nigéria, em 1943 (ou seja, durante a II Guerra Mundial).

No filme, o rei de Oyó morreu há 30 dias e o Elesin Oba, o homem de confiança dele, deve seguir a tradição e cometer um suicídio ritualístico, para ajudar o rei no seu caminho entre os mundos.

Situações alheias à sua vontade o impedem de completar o ritual e toda a comunidade se prepara para lidar com as consequências.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Sugestão de filme: Aníkúlápó



Estreou recentemente na Netflix o filme nigeriano Aníkúlápó.

Depois de ser assassinado por ter um caso com a rainha Arolake (Bimbo Ademoye),  o viajante Saro (Kunle Remi) encontra um pássaro místico com o poder de lhe conceder uma segunda chance. Além de o reviver, o Akala ainda lhe concede o dom de trazer outras pessoas de volta à vida.

Situado a maior parte do tempo em Oyó, na atual Nigéria, o filme explora muitos elementos da tradição Yorubá, principalmente a relação dos africanos com a morte enquanto rito de passagem. Inclusive, Yorubá é o idioma predominante nele. Por mais que a morte tenha um significado diferente para nós no Ocidente, isso não significa que as pessoas não sofrem quando um ente querido parte.

Muitos elementos são familiares aos afrobrasileiros, principalmente aos adeptos das religiões de matrizes africanas, já que boa parte da nossa ancestralidade vem daquela região da África. A exuberância dos trajes e colares sempre me chamam a atenção, dá vontade de ter todos!

Aníkúlápó é dirigido por Kunle Afolayan 

sábado, 24 de setembro de 2022

Sugestão de filme: A Mulher Rei

 


Sem dúvida, um dos melhores filmes que já assisti na vida! 

A Mulher Rei consegue ser ainda mais importante pra mim do que o filme do Pantera Negra, porque Wakanda é uma nação fictícia, enquanto que o Daomé (atual Benim) e Oyó (o reino de Xangô), na atual Nigéria, são lugares reais, mesmo que seja uma obra de ficção.

Cerca de 80% da minha ancestralidade vem da África Ocidental, lugar onde o filme se passa, e as ligações com o Brasil são inevitáveis. Me senti em casa.

 Viola Davis é uma das maiores atrizes do mundo! E o elenco todo é muito bom.  Valeu a pena cada minuto.

sábado, 18 de junho de 2022

O ódio que você semeia



 "Starr vive entre dois mundos: o bairro pobre onde mora e o colégio particular em que estuda. Ainda assim, ela é como tantas outras meninas de 16 anos. Tem amigos, problemas com os irmãos, vai a festas e também ajuda o pai no trabalho. 

Até que esse delicado equilíbrio é quebrado: Starr presencia a morte de seu melhor amigo de infância, Khalil, por um policial. Khalil estava desarmado. Starr é a única testemunha."


Conheci "O ódio que você semeia" em filme primeiro, protagonizado por Amandla Stenberg. O título faz referência a uma frase de Tupac Shakur, que dizia que "o ódio que você semeia para as crianças ferra com todo mundo". Em outras palavras, nada vai mudar de verdade enquanto a necropolítica prevalecer nas comunidades Negras. A violência não deveria fazer parte do cotidiano de ninguém. Quantos jovens Negros como Khalil continuam sendo assassinados desarmados e "confundidos" com criminosos aqui, lá ou em qualquer lugar?


domingo, 22 de maio de 2022

Bel-Air, uma nova coroa para Will Smith

 


Bel-Air é uma releitura dramática da famosa série de comédia protagonizada por Will Smith, Fresh Prince of Bel-Air (batizada de "Um Maluco no Pedaço" no Brasil, título que tirou boa parte da essência do personagem).

Confesso que via com muita desconfiança uma série nova inspirada em algo que fez tanto sucesso e marcou gerações. Eu assisti todos os episódios do programa original algumas vezes, entre SBT, Netflix e HBO Max ao longo dos anos e sempre a achei intocável, mas agora percebi que Bel-Air também vale a pena.

A nova série aborda de maneira mais direta questões como racismo, violência, drogas, conflitos entre gerações e classes sociais, entre outros temas que a original também tratava, mas de um jeito mais sutil. Tudo sempre esteve lá, mas em Bel-Air, é muito mais evidente. Os outros personagens também são mais desenvolvidos, possuem suas próprias tramas. Nem tudo gira em torno da vida de Will, como ocorria antes

Desenvolvida por Morgan Cooper (que já tinha feito um curta de mesmo nome antes), produzida por Will Smith e com Jabari Banks no papel principal, Bel-Air está disponível no Star+.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Sugestão de filme: A Ponte


 A Ponte (2017) é um filme nigeriano dirigido por Kunle Afolayan.

 Fala sobre os desafios enfrentados pela médica Stella Maxwell (Chidinma Ekile), da etnia igbo, e pelo piloto Obadare Adeyemi (Ademola Adedoyin), que é um príncipe iorubá. Por serem de etnias diferentes, suas famílias não aprovam seu casamento.

 Como sempre, vale a pena assistir no idioma original, pra perceber a alternância entre o inglês e o iorubá nos diálogos dos personagens. Já temos familiaridade com algumas palavras do iorubá, devido à preservação do idioma nas religiões de matrizes africanas e na capoeira. Assim, "Kábíèsí" é traduzido por "vossa alteza" para se referir ao rei, e "Asè" para "assim seja", por exemplo.

Vale a pena perceber a importância que as pessoas dão à tradição e o respeito à cultura e à ancestralidade.

Os trajes também são impecáveis e eu sempre fico com vontade de ter todos!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Sugestão de filme - King Richard: Criando Campeãs

 


King Richard: Criando Campeãs é um filme inspirado na história de Richard Williams (interpretado por Will Smith), o pai de Venus e Serena Williams (Saniyya Sidney e Demi Singleton, respectivamente). 

Duas meninas de uma família de cinco irmãs, saídas de Compton, uma das cidades mais violentas e discriminadas dos EUA, mas que se tornaram as duas maiores tenistas de todos os tempos.


 Richard Williams é visto como controverso em várias de suas atitudes, mas fez o que tinha de fazer pra se impor e conquistar o respeito devido para si mesmo e para as filhas Negras em um dos esportes mais elitistas do mundo.


Mais uma vez fiquei impressionado (porém não surpreso) por um filme como esse ter tido tão pouco espaço nos cinemas. Há alguns anos, notei que os cinemas de Salvador não são muito chegados a protagonistas Negros que não são submissos. Graças ao streaming e aos torrents, não dependemos mais exclusivamente deles.

King Richard: Criando Campeãs está disponível na HBO Max.



sábado, 13 de novembro de 2021

Sugestão de filme: Amina



 Já foi ver Amina?

Filme nigeriano que estreou este mês na Netflix, inspirado em uma história real, sobre uma guerreira, herdeira do trono de Zazzau, na atual Nigéria, durante o século XVI. 

Desde criança, Amina enfrenta traições, disputas familiares, crises diplomáticas e o machismo pra liderar seu povo e expandir os seus territórios.

Dirigido por Izu Okukwu e com Lucy Ameh no papel principal, Amina está disponível na Netflix.

sábado, 2 de outubro de 2021

SESC Digital exibe mostra de filmes africanos

 

Juju Stories é o primeiro filme da mostra de cinema africano do SESC Digital

A plataforma SESC Digital está promovendo até o dia 09/10 uma mostra de filmes africanos gratuitamente, muitos deles são inéditos no Brasil. Para acessar, clique no link: https://sesc.digital/conteudo/cinema-e-video/cinemas-africanos/juju-stories

Programação:

20h – Juju Stories (disponível até 08/10 às 23h59)


Dia 2 de outubro (sábado)


00h – Para Maria, Knuckle City, O Último Refúgio, Rua do Saara, 143 (disponíveis até 08/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas FIFF – parte 01 (disponível até dia 10/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas Cinema Árabe Africano Feminino – parte 01 (disponível até 10/10 às 23h59)


Dia 3 de outubro (domingo)


00h – Flatland, A Garota do Moletom Amarelo, Meu Primo Inglês (disponíveis até 09/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas FIFF – parte 02 (disponível até dia 10/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas Cinema Árabe Africano Feminino – parte 02 (disponível até 10/10 às 23h59)


Dia 08 de outubro (sexta-feira)


20h – Você Morrerá aos 20 (limite de 500 visualizações)


Dia 09 de outubro (sábado)


18h – Edifício Gagarine (disponível por 24h)

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Irmãos de Sangue: Muhammad Ali e Malcolm X

 



Estreou na Netflix o documentário "Irmãos de Sangue: Muhammad Ali e Malcolm X". Inspirado no livro de Randy Roberts e Johnny Smith, de 2016, o filme aborda a relativamente curta, porém intensa relação entre estes dois dos maiores ícones Negros de todos os tempos.
Nas palavras do ativista Dr. Cornel West:

"Você não é amado. Isso é ser negro em um mundo de supremacia branca. Não é amado, não é cuidado, é abandonado. É visto como menos bonito, menos moral, menos inteligente... e ainda dizem para sempre ter medo. Malcolm X? Muhammad Ali? Sem chance!

Muhammad Ali e Malcolm X foram os dois Negros mais livres do século XX. Por outro lado, há um outro fardo. Há um custo tremendo em ser uma pessoa livre e amorosa."
Cada minuto desse filme vale a pena!

quarta-feira, 12 de maio de 2021

100 Anos de Ruth de Souza

 



Se ainda estivesse viva, Ruth de Souza completaria um século de vida hoje. Nascida em 12 de maio de 1921, Ruth de Souza foi uma das artistas mais importantes do Brasil. Foi a primeira atriz Negra a atuar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda integrou o Teatro Experimental do Negro, grupo criado por Abdias Nascimento.

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Além de se destacar no Teatro, Ruth de Souza foi uma das pioneiras da televisão no Brasil e destaque no cinema, com mais de 30 filmes no currículo e indicações a prêmios internacionais.

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Seu último trabalho na TV Globo foi a minissérie "Se eu fechar os olhos agora", de 2019, mesmo ano em que ela foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Faleceu em 28 de julho de 2019.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Dica de Filme: Uma Noite em Miami

 


"Uma Noite em Miami" é sobre um encontro fictício entre Muhammad Ali (que ainda se chamava Cassius Clay na época), Malcolm X, o cantor Sam Cooke e o ator e jogador da NFL Jim Brown, após mais uma luta vitoriosa de Ali. Nesta noite, os amigos discutem a importância de cada um na luta pelos direitos civis e na revolução cultural dos anos 1960.

Inspirado na peça de mesmo nome escrita por Kemp Powers (que é o roteirista do filme) e dirigido por Regina King, Uma Noite em Miami estreou esta semana no Amazon Prime Vídeo.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Dica de Filme: A Voz Suprema do Blues

 


"A Voz Suprema do Blues" é marcante por ser o último filme de Chadwick Boseman, nosso eterno Pantera Negra, mas é muito mais que isso.


Inspirado em uma peça de teatro de August Wilson, produzido por Denzel Washington e protagonizado por Viola Davis no papel de Ma Rainey,  e Chad como o trompetista Levee, o filme se passa durante as gravações de um disco da "Mãe do Blues",  durante uma tarde quente de Chicago, em 1927.


Questões como racismo, machismo e a exploração dos músicos Negros pelos brancos estão presentes. O diretor  do filme, George C. Wolfe, conseguiu captar o calor claustrofóbico do estúdio e explorou bastante o aspecto teatral do material de origem, inclusive com monólogos sensacionais. A banda também é maravilhosa e, no documentário extra, é dito que todos os atores estão tocando de verdade. Aprenderam do zero!


Sem exagero, considero esta a melhor atuação de Chadwick Boseman, principalmente se lembrar que ele já estava em estágio avançado de câncer. Vocês vão entender o que quero dizer quando assistirem. As falas dele soam quase como uma despedida. Minha admiração por ele ficou ainda maior!

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Dica de filme: Harriet

 



"Libertei mil escravos. Teria libertado outros mil, se eles soubessem que eram escravos".

Harriet Tubman era uma mulher escravizada que, em 1849, conseguiu fugir para a Filadélfia, onde arrumou emprego e moradia. Harriet trocaria a segurança da liberdade no Norte para voltar a Maryland uma dezena de vezes para libertar outros escravizados. 


Operando na Underground Railroad (Rota Subterrânea) – como ficou conhecido o conjunto de estradas, caminhos e esconderijos secretos usados por escravos e abolicionistas para libertação de pessoas – Harriet comandou missões a seu estado natal para libertar cerca de 70 escravos, entre parentes e amigos. Ela disse que “nunca perdeu nenhum passageiro”, o que lhe rendeu o título de “a mais hábil condutora” das Rotas Subterrâneas. 


  Nos Estados Unidos, ela se tornou mais conhecida por sua participação durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), atuando  como professora, cozinheira e espiã, conectando as tropas da União com redes de informações de escravos. Harriet contribuiu diretamente para a libertação de mais de 700 pessoas, além de ajudar na derrota dos Confederados, o que fez a escravidão ser abolida no país. 


Por meio de votação popular, durante o governo Obama, Harriet Tubman foi escolhida pra estampar as notas de 20 dólares, em substituição ao ex-presidente racista Andrew Jackson, mas sua execução não ocorreu em tempo hábil e Donald Trump, grande admirador dele (zero surpresas), adiou a decisão até 2028.

 "Harriet" está em cartaz no Telecine e também é possível achar pra download.