Mostrando postagens com marcador Beleza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Beleza. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Ankh e Wedjat - Símbolos de Kemet



O Ankh (ou Cruz Ansata) é um antigo hieróglifo em forma de cruz, com um laço oval no topo, significando a palavra "vida", e simbolizando a vida eterna e a chave para o pós-morte. Frequentemente segurado por deuses como Ísis e Osíris, representa seu poder de conceder a vida.. É um símbolo de proteção, fertilidade, e conexão entre o mundo físico e espiritual.
Significado e Simbolismo
  • Vida e Imortalidade: 
    A principal representação do Ankh é a própria "vida", simbolizando a existência terrena e a vida após a morte, oferecendo imortalidade. 
  • Chave: 
    Conhecido como "Chave da Vida" ou "Chave do Nilo", simboliza a abertura dos portais para o além. 
  • União de Elementos: 
    A parte oval pode representar o feminino (útero) e a haste o masculino, ou o mundo espiritual e material. 
  • Sustentação da Vida: 
    Deuses o oferecem aos faraós para simbolizar o poder de dar e sustentar a vida, o ar e a água. 



O Olho de Hórus (ou Wedjat) é um antigo símbolo kemético de proteção, poder, saúde e restauração, representando o olho do deus falcão Hórus. Usado como amuleto, ele afasta o mal, traz boa sorte, sabedoria, intuição e força interior, sendo associado à superação de adversidades e renovação, pois na mitologia foi restaurado após uma batalha entre Hórus e seu tio Set. 

Significado e origem
  • Origem Mitológica: Surgiu da batalha entre Hórus e Set. Hórus perdeu um olho, que foi restaurado pelo deus Thoth, simbolizando cura e totalidade.
  • Proteção: Acreditava-se que protegia contra doenças, inveja e o mau-olhado, servindo como um escudo protetor.
  • Saúde e Cura: Usado em rituais médicos e como amuleto para garantir a saúde e a restauração física e espiritual.

 E hoje, tatuei os dois símbolos, um em cada braço:





sábado, 25 de maio de 2024

25 de maio - Dia da África

 



Criado em 25 de maio de 1963, em Addis Abeba, Etiópia, pela Organização de Unidade Africana (OUA), e tendo o imperador Hailé Selassié como anfitrião, o dia tem um profundo significado na memória coletiva dos povos do continente africano. O ato da assinatura configurou-se no maior compromisso político de seus líderes, que visaram à aceleração do fim da colonização do continente e do regime segregacionista do Apartheid.

Instituído em carta assinada por 32 Estados africanos, o dia da África é a manifestação do desejo de aproximadamente 800 milhões de africanos de organizar, de maneira solidária, os múltiplos desafios na construção do futuro de uma África real, com seus governos e sonhos, além de desenvolvimento, democracia e progresso.

Apenas 5 países do continente africano adotaram o feriado público pela celebração, são eles: Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. No entanto, comemorações são realizadas de maneira geral pelos países africanos, bem como pelos africanos da diáspora e descendentes.

A carta foi assinada por todos os participantes no dia 26 de maio, com a exceção de Marrocos. Nessa reunião, O Dia da Liberdade de África foi renomeado Dia da Libertação de África. Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana. No entanto, a celebração, renomeada como Dia da África continuou a ser comemorada a 25 de Maio, por respeito à formação da OUA.


"Não sou africano porque nasci em África, mas porque a África nasceu em mim." 🍃🍂

(Kwame Nkrumah)


Fonte: Palmares Fundação Cultural/Wikipédia 


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Sugestão de filme: A Ponte


 A Ponte (2017) é um filme nigeriano dirigido por Kunle Afolayan.

 Fala sobre os desafios enfrentados pela médica Stella Maxwell (Chidinma Ekile), da etnia igbo, e pelo piloto Obadare Adeyemi (Ademola Adedoyin), que é um príncipe iorubá. Por serem de etnias diferentes, suas famílias não aprovam seu casamento.

 Como sempre, vale a pena assistir no idioma original, pra perceber a alternância entre o inglês e o iorubá nos diálogos dos personagens. Já temos familiaridade com algumas palavras do iorubá, devido à preservação do idioma nas religiões de matrizes africanas e na capoeira. Assim, "Kábíèsí" é traduzido por "vossa alteza" para se referir ao rei, e "Asè" para "assim seja", por exemplo.

Vale a pena perceber a importância que as pessoas dão à tradição e o respeito à cultura e à ancestralidade.

Os trajes também são impecáveis e eu sempre fico com vontade de ter todos!

sábado, 8 de agosto de 2020

Morre a atriz Chica Xavier, aos 88 anos

 

A atriz Francisca Xavier Queiroz de Jesus, a Chica Xavier, morreu, na manhã deste sábado (8), aos 88 anos, no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A artista morreu às 4h20 em consequência de um câncer. A morte foi confirmada pelo neto Ernesto Xavier.

Nascida na cidade de Salvador e ialorixá na Irmandade do Cercado do Boiadeiro, em Sepetiba, Rio de Janeiro, Chica se consagrou como atriz de teatro, cinema e televisão, em mais de 60 anos de carreira. A atriz era uma grande personalidade da representatividade Negra na arte do Brasil e deixa um imenso legado.

Que o Orum a receba de braços abertos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Filmes e séries africanas pra ver na Netflix


Uso Netflix há alguns anos, mas nunca fui muito de pesquisar, só via os títulos que me apareciam ou que alguém me indicava. Só agora resolvi procurar no Google pra saber se existia uma lista organizada de produções africanas e me surpreendi com a quantidade de coisas que eu não sabia que existiam!
Então, resolvi fazer uma lista breve, só pra estimular vocês a procurarem por mais. Um filme te levará ao outro. Os gêneros dos filmes foram feitos pela própria Netflix, tanto que, às vezes, um mesmo filme aparece em mais de uma categoria.

SÉRIES
Queen Sono
Shadow
Tjovitjo
Agent
Na Vida Real
Crazy, Lovely, Cool
Sangue e Água

LANÇAMENTOS
Aprendiz de Mecânico
O Bebê do Elevador
Solteiramente
Devendo pra Máfia
O Roubo do Bem
Skin
Os Sedutores de Abuja 2

FILMES "BESTEIROL"
Lua de Mel à Jamaicana
Blitz Patrollie
The Accidental Spy

THRILLERS
93 Dias
Sylvia
Os Cinco CEOS
A Dívida de Andy
1 de Outubro
The Delivery Boy

COMÉDIAS ROMÂNTICAS
O Casamento de Nicole
The Royal Hibiscus Hotel
A Cozinha Incrível de Anesu
Casamento às Avessas (1 e 2)
A Lei de Okafor

FILMES ROMÂNTICOS
Os Elliots
The Perfect Picture: Ten Years Later
A Ponte
Kasanova
Trocando Celulares

DRAMAS POLICIAIS
Nimbe
Gangster's Paradise: Jerusalema
King of Boys
Uma Luz na Escuridão
Gbomo Gbomo Express

DRAMAS SOBRE QUESTÕES SOCIAIS
Atlantique
O Destino de Amina
Porto Seguro
A Quarta República
In My Country
O Garoto do Espelho


quarta-feira, 18 de março de 2020

Na CNN Brasil, Luciana Barreto não quer ser a “âncora negra”



Luciana Barreto não quer ser uma história única. Ela não deseja ser conhecida como a âncora negra da CNN, comparada à jornalista Maju Coutinho e muito menos ser tratada como uma super mulher que, por mérito próprio, chegou onde está hoje. “Quero apenas que esses espaços sejam democráticos para que todas acessem”, explica.
A opção pelo jornalismo nasceu da urgência de mostrar o que acontecia na Baixada Fluminense, região onde nasceu. “Eu e minha mãe vimos um barraco pegar fogo com duas crianças e isso não era notícia. As mazelas periféricas não eram notícia”, conta a apresentadora. “Fui crescendo com o sonho do jornalismo para denunciar os problemas sociais”. A partir daí, nem a rotina acordando às 3 horas da manhã para chegar às 8 horas na PUC-RJ, onde estudou como bolsista, a desanimaram.
Conforme crescia na carreira e ocupava cada vez mais espaços de poder, Luciana percebeu que precisava estudar a fundo as relações étnico-raciais no Brasil. Em seu mestrado, mergulhou numa pesquisa sobre o discurso de ódio contra negros nas redes sociais, tentando entender as raízes dessa violência para oferecer uma forma de combate.
Hoje, aos 43 anos, sua militância vai desde palestrar sobre diversidade para grandes CEOs do país até ensinar coisas básicas aos seus colegas de trabalho. “Brinco que quando entro em um lugar novo faço um trabalho gratuito de letramento racial. Vou falando, plantando uma semente para eles entenderem”, conta. “Quando você abre a mente da pessoa branca dentro das redações, é um mundo sem volta. É como se você tivesse tirado uma lente do rosto.”
Prestes a estrear na nova emissora, conversamos com Luciana sobre o avanço – ou retrocesso – do debate das questões étnico-raciais no Brasil, maternidade e o Visão CNN, programa em que ela quer continuar fazendo o que acredita ser sua missão de vida: representar diferentes olhares no jornalismo.
Tpm. Em vídeo produzido pela CNN, você se emocionou ao relembrar sua origem periférica. O que significa para você chegar ao posto de âncora de uma emissora internacional?
Luciana Barreto. Na festa de lançamento da CNN, quando estava falando e olhei para baixo vi o Vice-presidente, o Presidente da Câmara, o Presidente do Senado e um filme passou na minha cabeça. Um filme da minha origem, de toda essa história periférica, de tentar acessar muitas vezes esses locais de poder para falar sobre determinados assuntos. É um momento muito especial. Não digo mágico porque precisamos batalhar muito. O que eu queria frisar é a importância da gente parar de falar das histórias únicas, como a primeira pessoa a ocupar determinado cargo, porque isso leva muito ao discurso meritocrático, de que você conseguiu por esforço. Não queremos que essas histórias sejam únicas, mas sim que esses espaços sejam democráticos para que todas acessem.
Algumas chamadas de matérias falavam que, se a Globo tinha a Maju Coutinho, a CNN teria a Luciana Barreto
Isso reforça os perigos de uma história única, como diz a escritora Chimamanda Ngozi. Não temos que ser únicos em um espaço, até porque a gente reforça, como eu te digo, esse discurso do mérito. No meu caso é ainda um pouco pior porque tenho uma história de periferia, de pobreza, e muitas pessoas associam a uma questão quase de um ser especial, de uma super mulher, que não tem que existir.
Como foi sua infância na Baixada Fluminense e quando o jornalismo surgiu na sua vida? 
O jornalismo para mim é um desejo de infância e tem muito a ver com a Baixada Fluminense. Não era só sonho, era uma obstinação. Eu cresci em um lugar com muita desigualdade social, muita pobreza. Ninguém da minha família ou do meu bairro tinha acessado a universidade, fui a primeira. Eu via que a única forma de denunciar os problemas no entorno era através do jornalismo. Por exemplo: minha mãe era conselheira tutelar e vimos um barraco pegar fogo com duas crianças. E isso não era notícia, as mazelas periféricas não eram notícia. Então eu percebi ali que existia uma desigualdade no olhar para a notícia. Fui crescendo com o sonho do jornalismo para denunciar os problemas sociais. Depois de um tempo, pensei o quanto isso era desigual também no olhar das pessoas, das relações étnico-raciais. Meu jornalismo nasce como denúncia. Era um desejo de infância e foi se lapidando ao longo da minha carreira.
Você teve apoio da sua família quando escolheu sua profissão? 
Como toda família pobre, eles achavam que ao você ter um pouquinho mais de capacidade intelectual você devia fazer um concurso público, pensar em ganhar um bom salário. Quando você fala que vai ser jornalista, e vêem que o salário não é alto, eles começam a pensar se não era melhor ter um cargo militar ou tentar um concurso público. Porque muitas vezes o que acontece com a pobreza é tentar garantir a sobrevivência. Mas jornalismo para mim nunca foi só uma profissão e uma forma de ganhar dinheiro. Jornalismo sempre foi minha missão de vida.
Você sempre desejou trabalhar na televisão? 
Não, pelo contrário. Eu sempre quis trabalhar em jornal impresso, tinha o sonho de trabalhar no antigo Jornal do Brasil. Mas no ano em que entrei na faculdade, em 1997, ele abriu falência. Mesmo tendo bolsa de 100% na PUC, através de um projeto social, eu precisava me manter, pagar passagem. Meu trajeto era muito longo. Tinha que acordar por volta das três da madrugada porque pegava o ônibus das 4h15 para a aula das 8h. Então eu fazia vários bicos, como faxina, vender coisas, até conseguir o meu primeiro estágio, no Canal Cultura. Achava que a televisão era sempre uma transição e um dia ia chegar ao jornal. Mas fui passando de canal em canal, e em um belo momento me colocaram no vídeo. Já sabiam que era uma afeição minha, eu é que demorei a compreender. Até hoje gosto de escrever artigos, mas não foi possível manter a minha vida no impresso.
Lucina Barros em pé ao lado do logo da CNN
(Foto: Arquivo pessoal)
A rotina era realmente muito corrida.
 Muito. Ainda fiz história ao mesmo tempo que o jornalismo, só não me formei. Tinha a PUC de manhã, à tarde eu fazia o estágio e à noite eu ia para a faculdade de história. Era enlouquecedor. Chegava em casa meia noite para acordar às 3h. Foi uma rotina louca que eu não consegui levar por muito tempo.
E como surgiu a vontade de fazer um mestrado sobre relações étnico-raciais? 
Ao longo da minha carreira jornalística, por ser uma das poucas apresentadoras negras da TV, fui entendendo também um outro caminho de ativismo, que tinha a ver com mídia e racismo. Em uma viagem aos EUA, ainda no governo Barack Obama, conheci um projeto no Alabama, que tinha a ver com discurso de ódio, e me apaixonei. Era uma plataforma que ensinava aos professores e educadores de toda a rede pública de ensino do Alabama a combater o discurso de ódio, porque eles tinham uma diversidade muito grande lá. Percebi que no Brasil não tínhamos um estudo relacionado ao tema e resolvi pesquisar isso na minha dissertação de mestrado.
As questões étnico-raciais sempre foram presentes em sua vida? 
Eu acho que não existe um negro no Brasil que não é atingido por essas questões, por mais que ele fale que ele não presta atenção nos problemas sociais. Na minha casa não tinha essa discussão mas, como uma família miscigenada, havia todos os elementos das relações étnico-raciais. O tio, o primo, a tia que brinca de falar palavras racistas. Todos os elementos são postos à mesa, mas ninguém discute.
E o que você pensa sobre isso hoje em dia? 
A nossa racialidade é muito mal resolvida. Estudamos pouco sobre isso e agora quanto mais você trata essa questão como um tabu, quanto mais você tenta minimizar dizendo que ela não existe, mais ela se agrava. Hoje palestro para grandes empresas no Brasil e percebo que muitos CEOs estão querendo discutir e resolver o problema da diversidade, a forma de contratação dentro da sua própria empresa. Não falar sobre é a pior solução. O Brasil ainda precisa sentar à mesa para discutir as relações étnico-raciais, que são resultado de 350 anos de escravidão.
No podcast do Trip Com Ciência você fala da importância da inclusão de pessoas diversas no jornalismo. O que se ganha com essa diferença de olhares? 
A pauta ganha porque a redação está sempre cheia de olhares únicos. Uma pessoa com outro olhar abre um mundo totalmente novo, que outras sequer pensaram. O jornal ganha porque ele não é mais do mesmo. Outro dia, estava vendo uma editora grande discutindo questões de tiroteios no Rio de Janeiro e todos os comentaristas tinham o mesmo olhar. Provavelmente vieram de uma mesma raiz, um mesmo tipo de educação. Eles falavam coisas que não condiziam com as ideias de muita gente igual a mim. Faltava uma visão de mundo, uma vivência. O público precisa de fatos para formular a análise na cabeça dele. Se tudo é dado com uma única visão, fica muito pobre.
Segundo dados da Énois, os cursos de jornalismo do país têm quase 40% de negros (pretos e pardos), mas esse número cai quase pela metade nas redações. Você percebeu isso onde trabalhou
Desde o primeiro momento. O tempo inteiro isso me incomodou e me incomoda. Onde eu entro faço um trabalho gratuito de letramento racial. Vou falando, plantando uma semente para eles entenderem. Você já percebeu que aqui não tem um estagiário negro? Você já percebeu que aqui não tem um profissional negro? E por aí vai. Esse trabalho, que eu brinco chamando de letramento racial, é o beabá mesmo, o básico. Quando você abre a mente dessa pessoa branca dentro das redações é um mundo sem volta. É como se você tivesse tirado uma lente do rosto, ela começa a observar o mundo de outra maneira. Já vi isso em muitos chefes. Eu brinco que faz parte constranger o branco, tirar a pessoa daquela zona de conforto. Isso serve para aquecer o nosso debate.
(Foto: Divulgação/ CNN)
Como mudar essa situação? 
Temos que mudar os critérios da sociedade, porque muitas vezes eles são racistas. Por exemplo: se você quer contratar alguém e quer que ela chegue 5 da manhã no trabalho, você já exclui uma pessoa periférica que não tem um ônibus que comece a rodar tão cedo. É um exemplo bobo para entender como temos que pensar nos critérios que a gente utiliza para dar oportunidades na sociedade.
Temos visto muitos casos de jornalistas tendo comportamentos racistas. Um dos mais emblemáticos ocorreu com o William Waack, um dos principais nomes da CNN. Isso foi uma questão para você ao aceitar o convite?
 Olha, eu não falo sobre isso. Porque, além de ser uma questão um pouco mais delicada, diz respeito a um colega de trabalho e a um contrato que não foi feito por mim. Tenho questionado muito as pessoas em relação a isso porque nas redes sociais tenho sido cobrada por algo que eu não preciso responder. Para você ver como é um sistema louco, os meus pares brancos não são cobrados. É uma inversão de valores. A gente vive o tempo inteiro em uma sociedade que te exige dia e noite. Exige inclusive que você responda pelo ato de alguém, por uma contratação que não é sua, enquanto os pares seus ficam todos na zona de conforto. E eu fui questionada. Isso não é insano? Eu te pediria que a gente não tratasse desse assunto.
Além de ver poucos negros na redação, poucas mulheres estão em cargos de poder. Vimos recentemente, por exemplo, Patrícia Campos Mello sendo diminuída como jornalista. Você já passou por alguma situação parecida? 
Além de estar atenta a todas essas questões de equidade, eu sou uma mulher negra, então estou com a antena ligada o tempo inteiro. Você percebe, por exemplo, que o entrevistado continua falando em cima da tua fala e, quando seu par homem questiona, ele se cala e espera terminar a pergunta. Isso não passa despercebido para mim e acho que não vai passar despercebido para muitas pessoas. Esses dias eu me impressionei com uma jornalista grande, que eu admiro, falando que nunca tinha pensado sobre essas questões. Porque elas são muito presentes nas nossas vidas, no dia a dia.
Como você reage nessas situações? 
Eu sou uma pessoa que avança. Eu não sou uma pessoa que fico presa nas redes sociais, que volta para ficar respondendo perguntas. Eu estou sempre pensando em como posso trabalhar uma política pública para isso, o que seria bom para termos mais inclusão nesse espaço. Nós somos muitos, e existem aqueles pares que estão preparados para a contenção. Tem gente que está sempre ali voltando, discutindo, debatendo. Eu admiro demais, mas gosto de tratar direto com o CEO de uma empresa, por exemplo, e explicar a ele a necessidade da diversidade. Articular é meu dom, atacar o cerne daquele problema.
Você é mãe. Já foi questionada em algum momento no campo profissional por conta disso? 
Eu fui para o Rio de Janeiro trabalhar na TV Brasil e tive vontade de ser mãe lá. Era uma empresa um pouco menor, não tinha a pressão que temos em outros espaços, mas seria leviano da minha parte falar que foi fácil conciliar tudo isso. Se você tem uma responsabilidade, acorda de madrugada e volta para cada de madrugada, não é a mesma coisa. Eu fui para o Rio de Janeiro, em um jornal que me deixava em uma posição muito confortável, e lá eu vivenciei a maternidade. Ficava muito fora de casa, mas tive todo um espaço para cuidar da minha filha, foi muito bom. A minha força triplicou depois que fui mãe e não consigo hoje imaginar a minha profissão sem a maternidade. Ela me trouxe uma outra visão do mundo e é muito positiva para mim e para as empresas que me contratam porque ela me fez uma profissional ainda mais dedicada.
Como será o Visão CNN, programa que você vai apresentar na nova emissora?
 O Visão CNN é um jornal de notícias com muita análise, com foco em economia, internacional e política. Temos análises de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de jornalistas espalhados pelo Brasil inteiro, dando um panorama desses focos. A nossa ideia é sempre ser uma notícia mais trabalhada analiticamente, onde o telespectador vai poder degustar de vários ângulos. Essa é a ideia: trazer um produto com muita análise e aprofundamento.
Fonte: Portal Geledés/ Revista Trip

domingo, 15 de dezembro de 2019

Maju Coutinho é a primeira Negra a vencer o prêmio de Jornalista do Ano



A jornalista Maria Julia Coutinho se tornou a primeira mulher negra a vencer o prêmio de melhor jornalista no ‘Troféu Melhores do Ano’, da TV Globo, neste domingo (15). A premiação foi entregue pelo apresentador Fausto Silva durante o ‘Domigão do Faustão’ e foi bastante comemorada nas redes sociais por criticar o autoritarismo e destacar a importância de estar onde ela está.
Depois de se tornar a primeira pessoa negra a concorrer na categoria de jornalistas do ‘Melhores do Ano’, em 2015, Maju quebrou outra escrita em 2019 e levou para casa o troféu em 2019. Ao receber o prêmio ela destacou o quanto é significativo ela ocupar o espaço que ela ocupa. “Quanto mais levo porrada, mais se faz necessária minha presença”, afirmou.
Nas redes foi lembrado também o episódio em que um site chegou a contabilizar o número de falhas da apresentadora, atitude denunciada pela direção de jornalismo da Globo e profissionais da área como  racismo. “Merece… Tapão na cara de quem conta cada gaguejada dela, algo absolutamente normal para quem assumiu um dos principais telejornais do país, em meio à mudança de formato”, comentou o jornalista Duh Secco, do portal RD1 Audiência.
Pouco mais de um mês depois desse caso, viralizou nas redes um vídeo de uma menina negra se comparando à apresentadora em razão do cabelo cacheado.
Além da reafirmação da representatividade, Maju ainda mandou um recado ao governo. “Estou lá representando uma galera, quase 40 pessoas do ‘Jornal Hoje’, em um momento que alguns governantes flertam com autoritarismo”, declarou.
A apresentados competia com Sandra Annenberg, vencedora nas três últimas edições do prêmio, e Renata Vasconcellos, que levou o troféu em 2015.

Fonte: Revista Fórum

Para que a data não passe "em branco" (jamais!), queria lembrar que o Ufanisi! completou 9 anos ontem. Muito obrigado por me aturarem durante tanto tempo!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Miss África do Sul é eleita a Miss Universo 2019




A sul-africana Zozibini Tunzi desbancou outras 89 candidatas e se tornou a Miss Universo 2019. A disputa da 68ª edição, transmitida ao vivo no mundo inteiro, aconteceu na noite deste domingo, 8, em Atlanta, nos Estados Unidos, e contou com apresentação de Steven Harvey. Madison Anderson, de Porto Rico, e Sofía Aragón, do México, ficaram em segundo e terceiro lugar respectivamente.
Zozibini Tunzi chamou atenção do júri, composto apenas por mulheres, em sua última fala. A relações-públicas disse que gostaria de ver a sua beleza inspirando as novas gerações. "Eu cresci em um mundo em que uma mulher com a minha pele, a minha aparência e o meu cabelo não era considerada bonita. Isso acaba hoje. Quero que as crianças enxerguem o reflexo dos seus rostos no meu", disse a representante sul-africana ao público.
A nova Miss Universo também falou sobre a questão ambiental, na fase de perguntas e respostas. "Acho que os líderes do futuro podem fazer mais, mas acho que nós como indivíduos também podemos fazer mais. Desde a sexta série eu aprendo que o nosso planeta está morrendo. Depende de nós mantermos a nossa segurança. Vemos crianças protestando e nós, adultos, podemos cooperar", afirmou.

domingo, 3 de novembro de 2019

Lewis Hamilton Hexacampeão Mundial de Fórmula 1



Homenagem do Ufanisi! ao primeiro (e até agora, único) piloto Negro da Fórmula Um, Lewis Hamilton, pelo seu sexto título mundial. Apenas Michael Schumacher conseguiu tal feito. O ex-piloto alemão possui 7 títulos e conquistar o sétimo título é o último degrau que falta para que Hamilton torne-se o maior piloto da história!

sexta-feira, 28 de junho de 2019

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Jay-Z se torna o primeiro rapper bilionário e o quinto bilionário Negro dos EUA



Jay-Z, o rapper norte-americano de 49 anos casado com a cantora Beyoncé, é mais conhecido por suas músicas. O que poucos sabem é que, entre outras coisas, ele é um homem de negócios e se tornou o primeiro cantor de hip-hop bilionário da história segundo a revista Forbes.
Seus negócios em música não são os únicos responsáveis pela sua fortuna. Além de ser compositor e empresário, o cantor é um dos responsáveis pela plataforma musical Tidal, concorrente do Spotify, fundou duas empresas de bebida e coleciona arte, imóveis e cerca de 70 milhões de dólares em ações na Uber. Esses fatores, entre outros, deram origem ao primeiro bilhão do rapper.
Em 2018 ele e Beyoncé tinham uma fortuna conjunta estimada de 1,25 bilhão de dólares. A fortuna da compositora era estimada em 355 milhões de dólares e a do Jay-Z, em 900 milhões de dólares. Enquanto ela consegue boa parte de sua receita através da música e de seus shows que atraem milhares de fãs, seu marido tem uma veia mais empreendedora.
Também no ano passado, ele se tornou o artista de hip-hop mais rico do mundo graças aos seus negócios de bebidas, como a marca de champanhe Armand de Brignac, que cresce quase 80% anualmente, e ao conhaque D’Usse, que ele comanda ao lado da Barcadi, fabricante de bebidas famosa pelo rum. Cada garrafa de champanhe pode custar até 2.800 reais.
Antes de se tornar músico, Jay-Z era traficante de drogas. Depois começou a gravadora Roc-A-Fella até chegar ao seu álbum de estreia, o Reasonable Doubt, de 1996. Do passado problemático até os dias de hoje, o rapper teve 14 álbuns posicionados em primeiro lugar, ganhou 22 Grammys e foi indicado 77 vezes e teve um lucro antes de impostos de 500 milhões de dólares em uma década.
Para estimar a fortuna individual do rapper em 2019, a revista analisou todos os negócios e ações de Jay-Z e subtraiu alguns custos de vida do rockstar. Confira:

Os negócios de Jay-Z

Armand de Brignac — US$ 310 milhões
Investimentos (principalmente no Uber) — US$ 220 milhões
D’Ussé — US$ 100 milhões
Tidal — US$ 100 milhões
Roc Nation — US$ 75 milhões
Catálogo musical — US$ 75 milhões
Coleção de arte — US$ 70 milhões
Imobiliária — US$ 50 milhões
Os outros quatro bilionários Negros da lista:
Robert F. Smith - Fundador, presidente e diretor-executivo da Vista Equity Partners.
Oprah Winfrey - Apresentadora, atriz, produtora.
Michael Jordan - Ex-jogador da NBA, considerado o melhor jogador de basquete de todos os tempos.
David Steward - Fundador da World Wide Technology (WWT)
Fontes: G1, Exame, Forbes e Black Enterprise 


Taís Araújo é convidada para homenagem a Denzel Washington em Los Angeles


Taís Araújo foi convidada para representar a classe artística brasileira na entrega do 41º AFI Life Achievemente Award ao ator, diretor e produtor Denzel Washington, que acontece na primeira semana de junho, em Los Angeles.
O convite oficial foi feito pela Gerente Geral da NBC Universal International Networks Latin America, Klaudia Bermudez-Key. Em comunicado enviado à imprensa, Marcello Coltro, Vice-Presidente Sênior de Conteúdo e Criativo da companhia e membro da AFI desde 2005, ressaltou a importância da atriz para a diversidade nas artes.
“A trajetória de Tais Araújo transformando-se em um ícone da dramaturgia transcendeu as fronteiras e representa um importante marco para o fortalecimento da diversidade no cinema, teatro e televisão em nossa indústria. É com grande orgulho que contamos com sua presença neste evento que celebra os melhores do cinema mundial”, disse.
A premiação faz parte de uma parceria entre a American Film Institute e a Plataforma E! Entertainmente da NBC Universal International Networks Amperica Latina. Assim como Taís, personalidades brasileiras já estiveram em edições passadas como Juliana Paes, Sonia Braga, Betty Faria, Marília Pera, Hebe Camargo e Giselle Büundchen, entre outras.
A brasileira chega à Los Angeles na próxima segunda-feira (3) para marcar presença em inúmeros eventos que acontecem durante a semana. Incluindo, uma recepção com a presença do homenageado.
Na agenda da atriz há inúmeros eventos como coquetel, jantar de gala e tributo seguido de um after-party ao lado de atores, diretores e produtores de Hollywood. Na lista, nomes como Julia Roberts, Morgan Freeman, Jodie Foster, Jamie Foxx, Michael B. Jordan, Issa Era, Cicely Tyson e Chadwick Boseman.
Eleita pela revista “Vogue” uma das mulheres mais corajosas e estilosas da TV Brasileira, Taís Araújo hoje é um dos nomes mais importantes da arte aqui no Brasil. Jornalista, atriz e apresentadora, além de uma bela mulher, a esposa do ator Lázaro Ramos é também reconhecida como militante no combate ao preconceito racial no país.
Fonte: Portal Geledés

domingo, 5 de maio de 2019

Pela primeira vez, EUA elege 3 mulheres Negras ao mesmo tempo para os postos de Miss USA, Miss America e Miss Teen USA

Cheslie Cryst foi coroada Miss USA 2019 nesta quinta-feira (2); Kaliegh Garris recebeu a faixa de Miss Teen USA no domingo (28); Nia Imani Franklin é a atual Miss America.

Quando Cheslie Kryst foi coroada Miss Estados Unidos na última quinta-feira (2), a advogada estava ajudando a comunidade afro-americana a ganhar um lugar de destaque na história dos concursos de beleza. Pela primeira vez na trajetória das competições nos EUA, os três principais concursos do país, Miss USA, Miss America e Miss Teen USA, elegeram mulheres negras como as mais bonitas. Kryst representou o estado da Carolina do Norte na final do Miss USA. Ela faz trabalho pro-bono para presidiários que não têm condições de pagar um advogado para defender seus casos. Ela ganhou a coroa após responder uma pergunta sobre se os movimentos MeToo e Time's Up, que denunciou casos de assédio sexual e moral no ambiente corporativo, foram longe demais. "Eu não acho que eles tenham ido além", respondeu a candidata. "O que o MeToo e o Time's Up estão fazendo é garantir que estaremos seguras inclusive nos nossos ambientes de trabalho. Como advogada, isto é exatamente o que quero para o meu país."

A vitória de Cheslie fechou a tríplice de coroas que começou a ser formada no domingo (28), quando a estudante do ensino médio Kaliegh Garris levou a faixa de Miss Teen USA 2019. A garota já havia sido elogiada por usar o cabelo natural no palco. "Algumas pessoas disseram: 'Você fica melhor com o cabelo liso' ou 'Você deveria colocar extensões e alisar o seu cabelo'", contou a jovem para o site "Refinery 29". "Eu me sinto mais confiante e confortável com o meu cabelo natural".

Antes disso, as mulheres negras tinham ganhado coroas de concursos de beleza simultaneamente em 2012, quando Nana Merjweather levou a faixa de Miss USA e Logan West ficou com o título de Miss Teen USA. O cargo de Miss America naquele ano foi, no entanto, para Laura Kaeppeler.

Fonte: Universa

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Beyoncé abandona reunião com Reebok por falta de diversidade: ‘Ninguém me representa aqui’


Beyoncé oficializou parceria com a Adidas. Mas antes, a cantora de 37 anos recebeu diversas ofertas, inclusive da Reebok, que não conseguiu atrair o interesse de uma das celebridades mais importantes do mundo pela falta de representatividade.
De acordo com o jornalista da ESPN Nick DePaula, Bey, antes de deixar uma reunião de planejamento, deu um sermão nos executivos da companhia norte-americana.
“Ninguém nessa sala reflete minha história, a cor da minha pele, de onde eu sou e o que faço”alertou.
Beyoncé, segundo o jornalista, ficou irritadíssima com a ausência de negros. A norte-americana se tornou referência mundial na promoção do empoderamento negro. No festival Coachella, com plateia majoritariamente branca, ela apareceu representando a rainha egípcia de Nefertiti.
“Ela tinha uma reunião marcada com a Reebok para debater os rumos de um novo projeto, passando inclusive por questões de representatividade. A cantora de 37 anos olhou ao redor e questionou: ‘é esse o time que trabalhará no meu produto?’”, diz o jornalista.
Nick conta que alguém respondeu “sim” e Beyoncé deu uma aula sobre representatividade efetiva. Eis que na quinta-feira (4), a autora do hit Lemonade oficializou parceria com a Adidas para o desenvolvimento de uma linha de roupas e tênis.

“Essa parceria é a concretização de um objetivo. Adidas é referência em criatividade. Nós dividimos uma filosofia que alia criatividade e responsabilidade social”, declarou a vencedora do Grammy em nota.

Beyoncé pretende levar sua marca de roupas esportivas, Ivy Park, para a Adidas. “A decisão grandiosa faz dela uma das primeiras mulheres negras a comandar uma marca esportiva”, completa o comunicado.  
Fonte: Hypeness

terça-feira, 19 de março de 2019

Morre em Salvador a educadora e líder religiosa Makota Valdina


Enterro será às 15h30, no Cemitério Jardim da Saudade

A educadora, líder religiosa e militante da causa negra, Makota Valdina, 75 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (19), em Salvador. Segundo a família, Makota estava hospitalizada há um mês, no Hospital Teresa de Lisieux. Ela teria dado entrada na unidade com dores causadas por pedras no rim,  mas, durante a internação foi constatada um abcesso no fígado e, no domingo, Makota sofreu uma parada cardio-respiratória. Ela entrou em coma e não resistiu.
O corpo será velado no Cemitério Jardim da Saudade e o enterro está previsto para ocorrer às 15h30. Makota não deixa filhos biológicos, mas ficam muitos sobrinhos que ela considerava como filhos. "Ela era a mãe de todo mundo aqui. O que ela sempre pediu foi que a gente perpetuasse o legado e os ensinamentos que ela deixou perante a religião e a luta dos negros", disse o sobrinho Júnior Pakapym. 
Professora aposentada da rede pública municipal de Salvador, ela foi membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Nasceu e cresceu no bairro Engenho Velho da Federação. "Tenho orgulho de ser do Engenho Velho. Meu umbigo está, literalmente, enterrado aqui”, disse, em entrevista ao CORREIO, em 2013.
Ambientada na religião de matriz africana desde pequena – sua mãe era do candomblé – Makota só aderiu ao candomblé nos anos 70, quando tomou consciência do racismo. Coincidentemente, era o mesmo ano de surgimento do Movimento Negro Unificado e do Ilê Aiyê. Makota é o cargo religioso ocupado por ela no terreiro de candomblé Tanuri Junsara, de Nação Angola, espécie de conselheira da mãe de santo e responsável por cuidar da casa. “Makota é porque eu resolvi, conscientemente, empunhar a bandeira da militância, não como educadora que eu era, mas como religiosa do candomblé”, disse, em entrevista ao CORREIO, em 2013
Sua vida é retratada no documentário Makota Valdina - Um jeito Negro de Ser e Viver, que recebeu o primeiro Prêmio Palmares de Comunicação, da Fundação Cultural Palmares, na categoria Programas de Rádio e Vídeo. Em 2013, Makota Valdina publicou o livro de memórias intitulado "Meu caminhar, meu viver".  Ela foi referência na luta contra o racismo e intolerância religiosa e na valorização da cultura afro-brasileira. 
Ao longo de sua trajetória, Makota recebeu muitas homenagens. Entre elas os prêmios Troféu Clementina de Jesus, da União de Negros Pela Igualdade (UNEGRO), Troféu Ujaama, do Grupo Cultural Olodum, Medalha Maria Quitéria, da Câmara Municipal de Salvador, e Mestra Popular do Saber, pela Fundação Gregório de Mattos.
Ativismo
Em entrevista ao CORREIO no ano de 2015, Makota Valdina falou sobre sua preocupação com a natureza. Seu ativismo com o meio ambiente se fortaleceu em defesa do Parque São Bartolomeu, local que já foi importante para o culto das religiões afro-brasileiras. 

Ela cobrou conscientização dos terreiros para a preservação da natureza, inclusive evitando o uso de velas e de materiais não biodegradáveis nos rituais. "Orixá nenhum vai querer viver na sujeira. Nem os donos do mato querem sujeira. É preciso usar a natureza com responsabilidade. O verde é vida e não é só para quem é da religião de matriz afro-brasileira não, todos precisamos dele", afirmou.

Fonte: Correio 24 Horas

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O poderoso discurso de Spike Lee no Oscar 2019


Não deu Spike Lee para o Oscar de Melhor Diretor, mas ele venceu o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, por Infiltrado na Klan. Ao receber a estatueta, Spike Lee fez o discurso mais forte da noite:
“Hoje é 24 de fevereiro, o mês mais curto do ano. Também é o mês do ano da História Negra. 1619… Há 400 anos, nós fomos roubados da África e trazidos para a Virginia, escravizados. 
A minha avó, que viveu até 100 anos de idade, apesar de sua mãe ter sido escrava, conseguiu se formar. Ela viveu anos com seu seguro social, e conseguiu me levar para a universidade NYU. Diante do mundo, eu gostaria de reverenciar os ancestrais que construíram esse país, e também os que sofreram genocídios. Os ancestrais que vão nos ajudar a recuperar nossa humanidade”, declarou.
Por fim, Spike Lee fez um pedido ao público, em tom de protesto: “As eleições de 2020 estão chegando, vamos pensar nisso. Vamos nos mobilizar, estar do lado certo da história. É uma escolha moral. Do amor sobre ódio. Vamos fazer a coisa certa”.

Pantera Negra se consagra como o primeiro filme da Marvel a vencer 3 Oscars!


"Pantera Negra não é um filme de super-herói qualquer". Essa frase se tornou quase um mantra pra mim, desde quando as notícias sobre a produção do filme eram divulgadas, passando pelos trailers e se confirmando quando o filme estreou. Isso ficou evidente ontem à noite, na festa de premiação do Oscar.

O filme dirigido por Ryan Coogler recebeu seis indicações, inclusive ao prêmio máximo (Melhor Filme) e venceu em três categorias: Melhor Figurino (Ruth E. Carter), Melhor Direção de Arte (Hannah Beachler, que, inclusive, foi a primeira mulher Negra a vencer este prêmio) e Melhor Trilha Sonora Original (Ludwig Göransson).

Com isso, Pantera Negra tornou-se o primeiro filme do chamado MCU, o universo compartilhado da Marvel, a conquistar o troféu mais cobiçado do cinema americano, e o fez em grande estilo, conquistando 3 estatuetas de uma vez.

Eu poderia mencionar o tsunami de "white tears" dos setores mais racistas da "comunidade nerd" pelos triunfos do Rei T'Challa, mas eles são insignificantes e previsíveis. O mais importante é celebrar as conquistas e ter a certeza de que o Pantera Negra mudou a cara do cinema de super-heróis para sempre.

Wakanda Forever!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

7 anos sem Whitney Houston


Havia mais uma festa do Grammy à vista e o executivo Clive Davis, ex-presidente da Columbia, fundador da Arista Records e então diretor-executivo do RCA Music Group, fazia os preparos para mais uma festa de aquecimento antes da premiação. Até que uma assistente da principal atração musical da festa foi procurá-la na suíte 434 do Beverly Hilton Hotel, sem resposta. Quando conseguiu abrir a porta, correu para o banheiro, onde a encontrou de bruços e desacordada na banheira. A ambulância chegou logo depois, mas não havia muito a ser feito   e assim, no dia 11 de fevereiro de 2012, Whitney Houston foi encontrada morta em um quarto de hotel em Los Angeles.
Uma das maiores cantoras da história do entretenimento, Whitney vendeu mais de 200 milhões de discos e é a mulher que mais ganhou prêmios na indústria, principalmente devido ao estrondoso sucesso da trilha sonora de sua estreia no cinema. "O Guarda Costas", de 1992, carregava a arrebatadora balada "I Will Always Love You", mas a lista de sucessos emplacados por Whitney é interminável: "I Wanna Dance with Somebody", "I Have Nothing", "I'm Every Woman", "One Moment in Time", "When You Believe", "The Greatest Love of All", "How Will I Know"... E de tirar o fôlego.
Whitney trilhou o caminho aberto por Aretha Franklin e Diana Rosspara abrir passagem para Beyoncé Rihanna, mostrando que uma cantora de soul music poderia atingir o topo do mundo e ser tratada como rainha da música pop. Descoberta pelo próprio Clive Davis no início dos anos 1980, Whitney conquistou a façanha de que todos os seus álbuns tenham sido disco de ouro, sempre na lista de mais vendidos, primeiro nos Estados Unidos e depois no resto do mundo. A relação com Hollywood foi para além do flerte do filme com Kevin Costner e Whitney esteve de outras produções, como "Falando de Amor", de 1995, e "Um Anjo em Minha Vida", de 1996, atuando e participando da trilha sonora.
Pouco antes de morrer, ensaiava uma volta   inclusive ao cinema. Havia acabado de gravar sua participação no filme "Sparkle", inspirado nas Supremes lideradas por Diana Ross, e dois dias antes de ser encontrada morta ensaiou um dueto com as cantoras Brandy e Monica, que iria apresentar na festa de aquecimento pro Grammy. Festa que o próprio organizador manteve em homenagem à cantora, bem como o próprio Grammy reverenciou sua passagem, com o rapper LL Cool Jabrindo a cerimônia com uma prece e a cantora Jennifer Hudsoncantando a imortal "I Will Always Love You" em sua homenagem.

Fonte: Reverb.com