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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Dia de Thomas Sankara

 


21 de Dezembro, aniversário do Revolucionário de Burkina Faso, Capitão Thomas Sankara.


"Poucas pessoas da esquerda conhecem Thomas Sankara. 


Ele, que é considerado o Che Africano por suas semelhanças com o guerrilheiro argentino (desde a boina até o fato de falar francês e a amizade com Fidel) comandou um pequeno país africano por menos de uma década, mas fez ele progredir de forma extremamente rápida.


Em 1983, ele – então um capitão de 33 anos – liderou um golpe popular contra o governo do Alto Volta(antiga colônia francesa) e mudou completamente a política daquele país empobrecido.


A primeira ação foi mudar o nome do país para Burkina Faso (‘’Terra dos Homens Justos’’ na língua local) para tornar o país independente e destruir o odiado passado colonial. Não só isso, mas ainda livrou o país das dívidas e da influência do FMI e do Banco Mundial.


Suas políticas domésticas focaram em evitar a fome com uma reforma agrária com ênfase na autossuficiência, priorização da educação com uma campanha nacional de alfabetização, e promoção da saúde pública ao vacinar milhões de crianças contra doenças como meningite e febre amarela. Ainda fez uma ambiciosa campanha de construção de estradas e trilhas.


Sankara também fez coisas maravilhosas para as mulheres. Mulheres conseguiram cargos em seu governo, que proibiu a mutilação genital, a poligamia e os casamentos forçados. Fez muito mais: encorajou-as a permanecer trabalhando e estudando mesmo se grávidas. Veja o discurso de Sankara sobre as mulheres em espanhol:


http://andaluciaproletaria.blogspot.com/2010/01/la-liberacion-de-la-mujer-una-exigencia.html


Para combater os corruptos, Sankara chegou a instituir tribunais revolucionários e mesmo Comitês de Defesa da Revolução (baseando-se na Revolução Cubana, que ele admirava).


Tais atitudes irritaram muito os imperialistas franceses. 4 anos depois de tomar o poder, foi deposto e assassinado em um golpe financiado por um cara que era seu companheiro, Blase Compaoré, pago pela França que foi presidente do país, e hoje está exilado na Costa do Marfim.


Uma semana antes de morrer, declarou: 


‘’Você pode matar um revolucionário, mas não pode matar idéias’’."

Sankara terminava sempre seus discursos com a frase: "A Pátria ou a morte! Venceremos!"

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Revolução Africana: Uma antologia do pensamento marxista

 


"O racismo se apresenta enquanto um elemento indispensável para o sistema da divisão da sociedade em classes. Ao mesmo tempo, uma luta abstratamente anticapitalista não será capaz de mobilizar o povo Negro trabalhador para a vitória contra a opressão. Para tanto, é necessário que a luta contra o racismo seja parte da luta contra o capitalismo ".

Revolução Africana é uma antologia de artigos escritos por alguns dos autores apontados como os representantes mais radicais do pensamento marxista africano, ao longo de 30 anos de luta pela independência e contra o imperialismo. Entre eles estão Frantz Fanon, Kwame Nkrumah, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane, Samora Machel, Agostinho Neto, Samir Amin e Thomas Sankara.

O livro trata de temas como o racismo na sociedade de classes, a mentalidade colonial, a idealização do passado africano e a opressão patriarcal no continente, entre outros temas. Essa coletânea oferece ao público algumas perspectivas teóricas que dizem respeito não apenas à Revolução Africana, mas também à própria luta contra o racismo no Brasil atual.