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sábado, 7 de maio de 2016

O Rappa - Todo camburão tem um pouco de navio negreiro


Tudo começou quando a gente conversava
Naquela esquina ali
De frente àquela praça
Veio os homens
E nos pararam
Documento, por favor
Então a gente apresentou
Mas eles não paravam


Qual é, negão? Qual é, negão?
O que que tá pegando?
Qual é, negão? Qual é negão?

Então...

É mole de ver
Que em qualquer dura
O tempo passa mais lento pro negão


Quem segurava com força a chibata
Agora usa farda
Engatilha a macaca


Escolhe sempre o primeiro
Negro pra passar na revista
Pra passar na revista


Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro


É mole de ver
Que para o negro
Mesmo a AIDS possui hierarquia
Na África, a doença corre solta
E a imprensa mundial
Dispensa poucas linhas


Comparado, comparado
Ao que faz com qualquer
Comparado, comparado
Figurinha do cinema


Comparado, comparado
Ao que faz com qualquer
Figurinha do cinema
Ou das colunas sociais


Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Contra nós, ninguém será!



"Desde os tempos do nosso tatatataravô
Que eles vêm disseminando a discórdia entre os irmãos
Técnica avançada de colonizador,
Colocar um contra o outro, pra depois tocar o terror..."


Abrem-se os caminhos, de Edi Rock (Racionais MC's), Alexandre Carlo (Natiruts) e Marcelo Falcão (O Rappa)




segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 de maio, absolutamente nada a comemorar!


Pensei em várias músicas, mas poucas que conheço sintetizam tão bem o que penso sobre a tal "abolição" cantada em verso e prosa por aí...


Todo camburão tem um pouco de navio negreiro (O Rappa)

Tudo começou quando a gente conversava
Naquela esquina alí
De frente àquela praça
Veio os homens
E nos pararam
Documento por favor
Então a gente apresentou
Mas eles não paravam
Qual é negão? qual é negão?
O que que tá pegando?
Qual é negão? qual é negão?

É mole de ver
Que em qualquer dura
O tempo passa mais lento pro negão
Quem segurava com força a chibata
Agora usa farda
Engatilha a macaca
Escolhe sempre o primeiro
Negro pra passar na revista
Pra passar na revista

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

É mole de ver
Que para o negro
Mesmo a AIDS possui hierarquia
Na África a doença corre solta
E a imprensa mundial
Dispensa poucas linhas
Comparado, comparado
Ao que faz com qualquer
Figurinha do cinema

Comparado, comparado
Ao que faz com qualquer
Figurinha do cinema
Ou das colunas sociais

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cada um na sua...



Ninguém deveria se posicionar "a favor" ou "contra" nada que não lhe interesse ou influencie diretamente, em relação às escolhas que as pessoas fazem.
O que eu ganho em saber com quem os outros namoram/casam? 
O que vai mudar na minha vida saber em que religião os outros acreditam (ou duvidam)? 
Pra que eu quero saber pra que time você torce? Em quem você vota?
A vida seria muito mais fácil
e existiriam menos guerras se cada um cuidasse da sua própria vida.

"Cada qual com seu James Brown
Salve o samba, hip-hop, reggae ou carnaval.
Cada qual com seu Jorge Ben
Salve o jazz, baião e os toques da macumba também!" (O Rappa)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Navegar é preciso, se não, a rotina te cansa!



"Voltar com a maré sem se distrair
 Tristeza e pesar sem se entregar
 Mal, mal vai passar
 Mal vou me abalar...


 Mal, mal vai passar
 Mal vou me abalar..."

(Trecho de Mar de Gente, do Rappa, livremente inspirado no blog de minha amiga Aline  Diniz Warken, Mundo Bicho Grilo )

sábado, 17 de dezembro de 2011

Outras linguagens...



A poesia não se perde,
Ela apenas se converte
pelas mãos no tambor.
Que desabafam histórias ritmadas
Como único socorro promissor...

(Trecho da música Brixton, Bronx ou Baixada d' O Rappa)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tribunal de Rua - O Rappa




A viatura foi chegando devagar
E de repente, de repente resolveu me parar
Um dos caras saiu de lá de dentro
Já dizendo, ai compadre, cê perdeu
Se eu tiver que procurar cê ta fodido
Acho melhor cê ir deixando esse flagrante comigo
No início eram três, depois vieram mais quatro
Agora eram sete os samurais da extorsão
Vasculhando meu carro, metendo a mão no meu bolso
Cheirando a minha mão
De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição
E eu ainda tentei argumentar
Mas, tapa na cara pra me desmoralizar
Tapa, tapa na cara pra mostra quem é que manda
Porque os cavalos corredores ainda estão na banca
Nesta cruzada de noite, encruzilhada
Arriscando a palavra democrata
Como um Santo Graal
Na mão errada dos hômi
Carregada em devoção
De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição
O cano do fuzil
Refletiu o lado ruim do Brasil
Nos olhos de quem quer
E quem me viu, único civil
Rodeado de soldados
Como seu eu fosse o culpado
No fundo querendo estar
A margem do seu pesadelo
Estar acima do biótipo suspeito
Nem que seja dentro de um carro importado
Com um salário suspeito
Endossando a impunidade
A procura de respeito
(Mas nesta hora) só tem (sangue quente)
Quem tem (costa quente, quente, quente)
Só costa quente, pois nem sempre é inteligente
(Peitar) peitar, peitar (um fardado alucinado)
Que te agride e ofende (pa te levar, levar, levar)
Pra te levar alguns trocados
Pra te levar, levar, levar
Pra te levar alguns trocados 
Era só mais uma dura
Resquício de ditadura
Mostrando a mentalidade
De quem se sente autoridade
Nesse tribunal de rua
Nesse tribunal
Nesse tribunal de rua...


Dedicado a todos @s Negr@s que já sofreram racismo ou violência policial em algum momento de sua vida.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Rappa - Brixton, Bronx ou Baixada

Uma das músicas que mais gosto do Rappa. Letra fantástica, como a maioria de suas composições...






O que as paredes pichadas têm pra me dizer?
O que os muros sociais têm pra me contar?
Por que aprendemos tão cedo a rezar?
Porque tantas seitas têm, aqui, seu lugar?

É só regar os lírios do gueto
Que o Beethoven Negro vêm pra se mostrar
Mas o leite suado é tão ingrato
Que as gangues vão ganhando cada dia mais espaço

Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,tudo igual
Brixton, Bronx ou Baixada

A poesia não se perde, ela apenas se converte
Pelas mãos no tambor
Que desabafam histórias ritmadas como único
Socorro promissor

Cada qual com seu James Brown
Salve o samba, hip-hop, reggae ou carnaval
Cada qual com seu Jorge Ben
Salve o jazz, baião, e os toques da macumba
Também
Da macumba também...