segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Dia de Martin Luther King, posse de Trump e o pacto da branquitude

 


Hoje, 20 de janeiro, é celebrado, nos EUA, o Dia de Martin Luther King. Por uma infeliz ironia do destino, o dia que celebra o homem que se notabilizou pela luta contra o racismo e pelo sonho de convivência pacífica entre Negros e brancos é justamente a data da posse de Donald Trump, um dos mais notórios racistas do mundo pós-Segunda Guerra Mundial, que já chegou dizendo que vai acabar com qualquer coisa que faça referência a diversidade.

A própria formação do seu secretariado, com 11 bilionários brancos, donos dos principais conglomerados do país, já mostra que ele não estava brincando.

Tô lendo "O Pacto da Branquitude", de Cida Bento, e uma passagem me pareceu conveniente para o momento:

"Fala-se muito na herança da escravidão e nos impactos negativos para as populações Negras, mas quase nunca se fala na herança escravocrata e nos seus impactos positivos para as pessoas brancas."

Os bilionários (de lá, daqui ou de qualquer lugar do Ocidente) são descendentes diretos ou indiretos de quem saqueou, violentou e sequestrou milhões de pessoas na África, Ásia e América Latina ao longo de cinco séculos. E é por causa disso que o sonho de Luther King nunca esteve tão distante.

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