domingo, 30 de junho de 2024

Talento e empoderamento Negro ao longo dos anos

 


Três dos maiores e mais prolíficos artistas brasileiros juntos para uma entrevista ao Fantástico. É impossível contar a história do teatro, televisão, música ou cinema do Brasil sem mencionar Tony Tornado (95 anos), Zezé Motta (80 anos) e Antônio Pitanga (85 anos).

Além da importância pro país como um todo, eles também são figuras históricas na luta pelo empoderamento Negro e contra o racismo. 

Seja interpretando personagens fortes, como Ganga Zumba (Pitanga) e Xica da Silva (Zezé Motta na versão original, que, depois, foi interpretada por Taís Araújo) ou na música, como Tony Tornado, a questão racial sempre esteve presente em seus trabalhos, buscando sair do lugar-comum que sempre nos foi relegado, mesmo em momentos menos favoráveis. 

Não que isso seja muito mais fácil agora, mas ver tudo que eles construíram ao longo dos anos segue inspirando várias gerações de Negras e Negros orgulhosos.

terça-feira, 18 de junho de 2024

Boston Celtics é campeão da NBA!

 


O Boston Celtics conquistou o 18° título de campeão da NBA, ao derrotar o Dallas Mavericks por 4x1, e voltou a se isolar como o maior campeão da história da NBA! ☘️

domingo, 2 de junho de 2024

Real no topo mais uma vez

 


Não gosto do Real Madrid por vários motivos, mas torço sempre pra que Vini Jr. vença tudo que disputar, inclusive a Bola de Ouro, que já deveria ter conquistado. Por ele, por Endrick e Mbappé que estão chegando, por Bellingham, Camavinga, Rüdiger, Rodrygo, Alaba e muitos outros jogadores Negros naquela Espanha racista. Não só por serem Negros, mas por serem os melhores no que fazem, mesmo que alguém sempre tente colocar um asterisco no talento deles.

Sim, eu sei do passado sujo do Real Madrid, inclusive, é um dos motivos de eu não gostar dele. Mas, por ironia do destino, hoje, ele é um dos times de "primeira prateleira" com maior quantidade de jogadores que fazem muita gente na Europa morrer de raiva. Só precisa se engajar melhor na luta contra o racismo de verdade, para além de cartazes e hashtags.

sábado, 25 de maio de 2024

25 de maio - Dia da África

 



Criado em 25 de maio de 1963, em Addis Abeba, Etiópia, pela Organização de Unidade Africana (OUA), e tendo o imperador Hailé Selassié como anfitrião, o dia tem um profundo significado na memória coletiva dos povos do continente africano. O ato da assinatura configurou-se no maior compromisso político de seus líderes, que visaram à aceleração do fim da colonização do continente e do regime segregacionista do Apartheid.

Instituído em carta assinada por 32 Estados africanos, o dia da África é a manifestação do desejo de aproximadamente 800 milhões de africanos de organizar, de maneira solidária, os múltiplos desafios na construção do futuro de uma África real, com seus governos e sonhos, além de desenvolvimento, democracia e progresso.

Apenas 5 países do continente africano adotaram o feriado público pela celebração, são eles: Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. No entanto, comemorações são realizadas de maneira geral pelos países africanos, bem como pelos africanos da diáspora e descendentes.

A carta foi assinada por todos os participantes no dia 26 de maio, com a exceção de Marrocos. Nessa reunião, O Dia da Liberdade de África foi renomeado Dia da Libertação de África. Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana. No entanto, a celebração, renomeada como Dia da África continuou a ser comemorada a 25 de Maio, por respeito à formação da OUA.


"Não sou africano porque nasci em África, mas porque a África nasceu em mim." 🍃🍂

(Kwame Nkrumah)


Fonte: Palmares Fundação Cultural/Wikipédia 


terça-feira, 14 de maio de 2024

14 de maio, o dia seguinte

 

O 14 de maio é um dia simbólico pra mim. Toda a minha pesquisa, toda a minha vida acadêmica, tudo que culminou com o meu livro Águas, Flores & Perfumes foi movido pela pergunta: o que aconteceu com as populações Negras depois da "abolição"? 

Percebemos que pouca coisa mudou, mesmo tantos anos depois. O racismo, a violência policial, as arbitrariedades jurídicas e a intolerância religiosa só se metamorfosearam e mudaram de nome de 1888 pra cá.

Ainda estamos por nossa própria conta.

sábado, 27 de abril de 2024

"FEMINISMOS EM DEBATE: Reflexões sobre a Organização do Movimento de Mulheres Negras em Salvador", de Silvana Bispo

 


Finalmente saiu o livro da minha amiga/irmã Silvana Bispo! Segue o resumo e o link pra quem quiser adquirir no site da editora Dialética (a mesma que publicou o meu livro):

"FEMINISMOS EM DEBATE: Reflexões sobre a Organização do Movimento de Mulheres Negras em Salvador" é uma obra inspiradora que mergulha nas experiências do ativismo das mulheres negras no Brasil, com foco especial na vibrante cena de Salvador.

 Através de uma cuidadosa pesquisa e análise acadêmica, esta obra destaca as formas de (re)existências, trajetórias e lutas promovidas por cinco ativistas negras na capital baiana. As experiências dentro do Movimento Negro Unificado – MNU (sessão Bahia) são refletidas, ao passo do Grupo de Mulheres (GM). 

A autora, uma voz afirmativa e inspirada no movimento, oferece uma visão única das experiências vividas por mulheres negras, compartilhando narrativas pessoais e histórias de vida que refletem o cotidiano e a luta por pertencimento e reconhecimento dos feminismos negros. 

Este livro é uma homenagem ao movimento de mulheres negras brasileiras, uma celebração de suas vozes e um tributo às suas (re)existências. A obra apresenta as estratégias forjadas pelas ativistas negras no processo de afirmação de suas lutas e localizações político-sociais. A partir de uma perspectiva interseccional e valendo-se da história oral, vozes, histórias e memórias são registradas. Trata-se de uma obra fundamental para a compreensão da história das mulheres negras na Bahia e no Brasil e para o fortalecimento de múltiplas formas de luta pelo bem viver com igualdade e solidariedade racial, de classe e de gênero.


Link para o site da Editora Dialética

sábado, 13 de abril de 2024

Frederick Douglass: Em cinco discursos


 No Max (antigo HBO Max) e no Amazon Prime Video tem esse documentário sobre Frederick Douglass, ex-escravizado, escritor que acabou se tornando um dos maiores nomes na luta abolicionista e antirracista nos EUA, durante o século XIX. Sua autobiografia narrando os horrores do regime escravista, bem como sua fuga para o Norte, pouco antes da Guerra Civil, se tornou um best-seller, mas também o tornou um alvo.

O filme seleciona cinco, entre os inúmeros discursos que Douglass fez ao longo de sua trajetória, como pano de fundo pra contar um pouco sobre sua vida e sobre as últimas décadas de escravidão nos EUA. Jonathan Majors, Colman Domingo, Nicole Beharie, Bisa Butler, entre outros, se revezam na performance destes discursos, intercalados pelos depoimentos de professores e especialistas.

Dirigido por Julia Marchesi, o documentário tem 58 minutos e estreou em fevereiro de 2022.