sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Tupac Shakur - A Biografia Autorizada

 


Minha especialidade é biografia, não tem jeito... Principalmente quando é de alguém que eu admiro tanto.

Tupac Shakur foi uma das maiores lendas do rap, um dos nomes que contribuíram para a consolidação do estilo nos anos 90 e que conseguiram transcender a música. Além de rapper, foi ator, poeta e veio de uma longa linhagem de ativistas pelos direitos civis e antirracistas dos EUA dos anos 1960 (a exemplo de sua tia e madrinha Assata Shakur, já mencionada neste blog). Isso se refletiu em suas letras e posicionamentos, como seu lema "Thug Life", que buscava expor (e se impor contra) o sistema racista estadunidense. Teve uma carreira bastante prolífica, mesmo morrendo tão jovem, aos 25 anos, em 1996.

A historiadora, escritora e roteirista Staci Robinson, que o conheceu desde a adolescência, foi escolhida pela mãe dele, Afeni Shakur, para escrever este livro, utilizando um vasto material exclusivo e pessoal de Tupac, bem como entrevistas com as pessoas que o conheciam.

Stay true!

domingo, 7 de janeiro de 2024

Band transmitirá Copa Africana de Nações

 


A partir do dia 13 de janeiro, além da TV aberta, os canais digitais da Band transmitirão todos os 52 jogos da Copa Africana de Nações, a ser realizada na Costa do Marfim e com final prevista para o dia 11 de fevereiro. Você pode acompanhar tudo pelo Band Play, pelo site band.com.br ou pelo canal Esporte na Band No YouTube.

Está será a terceira edição no atual formato, com 24 seleções divididas em seis grupos:


Grupo A:
Costa do Marfim
Guiné-Bissau
Guiné Equatorial
Nigéria

Grupo B: 
Cabo Verde
Egito
Gana
Moçambique

Grupo C: 
Camarões
Gâmbia
Guiné
Senegal

Grupo D:
Argélia
Angola
Burkina Faso
Mauritânia

Grupo E:
África do Sul
Mali
Namíbia
Tunísia

Grupo F
RD Congo
Marrocos
Tanzânia
Zâmbia 


domingo, 31 de dezembro de 2023

Nunca se acostume com a opressão


 "As pessoas se habituam a tudo. Quanto menos você pensar na opressão em que vive, maior será sua tolerância a ela. Depois de um tempo, as pessoas pensam que a opressão é o estado natural das coisas."

(Assata Shakur)

Gosto de ler biografias das pessoas que admiro porque, ao ver tudo que elas passaram, em tempos até piores que o nosso, isso dá esperança de que a gente pode superar também. Que mulher foda!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Dia de Thomas Sankara

 


21 de Dezembro, aniversário do Revolucionário de Burkina Faso, Capitão Thomas Sankara.


"Poucas pessoas da esquerda conhecem Thomas Sankara. 


Ele, que é considerado o Che Africano por suas semelhanças com o guerrilheiro argentino (desde a boina até o fato de falar francês e a amizade com Fidel) comandou um pequeno país africano por menos de uma década, mas fez ele progredir de forma extremamente rápida.


Em 1983, ele – então um capitão de 33 anos – liderou um golpe popular contra o governo do Alto Volta(antiga colônia francesa) e mudou completamente a política daquele país empobrecido.


A primeira ação foi mudar o nome do país para Burkina Faso (‘’Terra dos Homens Justos’’ na língua local) para tornar o país independente e destruir o odiado passado colonial. Não só isso, mas ainda livrou o país das dívidas e da influência do FMI e do Banco Mundial.


Suas políticas domésticas focaram em evitar a fome com uma reforma agrária com ênfase na autossuficiência, priorização da educação com uma campanha nacional de alfabetização, e promoção da saúde pública ao vacinar milhões de crianças contra doenças como meningite e febre amarela. Ainda fez uma ambiciosa campanha de construção de estradas e trilhas.


Sankara também fez coisas maravilhosas para as mulheres. Mulheres conseguiram cargos em seu governo, que proibiu a mutilação genital, a poligamia e os casamentos forçados. Fez muito mais: encorajou-as a permanecer trabalhando e estudando mesmo se grávidas. Veja o discurso de Sankara sobre as mulheres em espanhol:


http://andaluciaproletaria.blogspot.com/2010/01/la-liberacion-de-la-mujer-una-exigencia.html


Para combater os corruptos, Sankara chegou a instituir tribunais revolucionários e mesmo Comitês de Defesa da Revolução (baseando-se na Revolução Cubana, que ele admirava).


Tais atitudes irritaram muito os imperialistas franceses. 4 anos depois de tomar o poder, foi deposto e assassinado em um golpe financiado por um cara que era seu companheiro, Blase Compaoré, pago pela França que foi presidente do país, e hoje está exilado na Costa do Marfim.


Uma semana antes de morrer, declarou: 


‘’Você pode matar um revolucionário, mas não pode matar idéias’’."

Sankara terminava sempre seus discursos com a frase: "A Pátria ou a morte! Venceremos!"

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

20 de Novembro passará a ser feriado nacional

 


Nesta quarta-feira, no apagar das luzes do Novembro Negro, por 286 votos a favor e 121 contrários (sabemos bem quem são...), a Câmara dos Deputados aprovou a proposta que torna o Dia da Consciência Negra feriado nacional. O Projeto de Lei 3268/21 já havia sido aprovado pelo Senado.

A data já era feriado em seis estados e 1200 cidades, mas, após a sanção presidencial, passará a vigorar no Brasil inteiro.

Cabe ressaltar que, em Salvador, considerada a cidade mais Negra do mundo fora geograficamente da África, bem como no estado da Bahia, a data nunca foi feriado, uma contradição que atesta quem é que detém o poder nesse lugar, apesar da maioria de sua população.

Mesmo assim, a data é sempre celebrada de diversas formas, em inúmeros eventos por todo o estado, com ênfase nas duas tradicionais marchas de Salvador: uma com saída no Campo Grande e outra partindo da sede do Ilê Aiyê no Curuzu, ambas com sentido ao Centro Histórico da capital baiana. 

Milhares de pessoas participam, mas, por acontecer em dia útil, muita gente acabava impedida de ir, devido ao trabalho e a outros compromissos. A expectativa é que este problema não ocorra mais em 2024, e o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, como a data passará a ser chamada, tenha uma adesão ainda maior.


sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Assata Shakur - Uma Autobiografia

 


A vida de Assata Shakur, nascida Joanne Chesimard, em 16 de julho de 1947,  é um poderoso testemunho da luta por liberdade. Natural de Nova York, Assata, além de tia e madrinha do rapper Tupac Shakur, militou nos Panteras Negras, no Exército de Libertação Negra, foi alvo do programa de contrainteligência do governo norte-americano contra os movimentos radicais negros, foi presa, fugiu da prisão, entrou na lista de “terroristas mais procurados” do FBI, e hoje vive em Cuba – acolhida como exilada política há cerca de quatro décadas. Sua história de vida e seus poemas – com frequência declamados nas recentes manifestações organizadas por militantes do Black Lives Matter – inspiram agora uma nova geração na luta contra o racismo e o capitalismo.

A recusa ao nome de batismo, e a adoção de outro que representasse seu espírito subversivo, foi expressão, em meio aos conturbados acontecimentos do final dos anos 60, de sua escolha política em se definir militante, em antagonismo contra um sistema que perpetuava desigualdades e opressões – não lhe cabia o nome que lhe fora legado pela escravidão. A liberdade que Assata buscava, no entanto, não poderia ser apenas uma conquista individual, mas necessariamente uma prática coletiva: a emancipação de todo o povo oprimido.

Em sua autobiografia, Assata Shakur entrelaça duas narrativas. Em uma, fala de sua infância e juventude como menina e mulher dentro da comunidade negra estadunidense entre as décadas de 1940 e 1970. Na outra, conta sua trajetória como ativista antirracista, sua passagem pelo Partido dos Panteras Negras e pelo Exército de Libertação Negra, e as estratégias do FBI que a levaram a ser injustamente condenada pela morte de um policial ocorrida durante a emboscada cinematográfica em que foi presa. 

O livro conta com prefácios de Angela Davis e Lennox Hinds, além de apresentação da historiadora Ynaê Lopes dos Santos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Rebeca Andrade festeja 1º pódio 100% preto no Mundial: "Wakanda Forever"

 


Pela primeira vez na história do Mundial, três mulheres pretas subiram ao pódio do individual geral, a prova mais nobre da ginástica artística. A brasileira Rebeca Andrade ficou com a prata, se colocando entre as americanas Shilese Jones e Simone Biles, que faturou o hexa na final desta sexta-feira, na Antuérpia. Rebeca celebrou o inédito pódio 100% preto.

- Eu tava reparando nisso. Ai, gente. É maravilhoso. Eu amei. Wakanda Forever - disse a ginasta de 24 anos, entre risos, fazendo referência ao filme "Pantera Negra".

Simone Biles foi a primeira mulher preta campeã mundial do individual geral justamente na Antuérpia, em 2013 - a também americana Gabby Douglas foi a primeira campeã olímpica um ano antes. Dez anos depois, a americana retorna à Bélgica para mais um pódio histórico.

- Nós tivemos um pódio 100% de mulheres pretas, achei isso maravilhoso a mágica das mulheres pretas! Espero qiue isso ensine as meninas que elas podem tudo que elas coloquem na mente. Só seguir treinando forte - disse Simone.

Rebeca Andrade é a única mulher preta além de Simone a ter o título de campeã mundial do individual geral, com a conquista do ano passado. Nesta sexta-feira, festejou se manter entre as melhores ginastas do mundo com a prata.

Para mim, é uma honra. É algo muito grandioso, muito difícil de ser conquistado e é mais difícil ainda se manter nesse lugar. Eu trabalho muito. Eu faço ginástica, porque amo esse esporte. Faço com alegria. Faço por mim e por toda minha equipe. Eles estão sempre trabalhando junto comigo. Não tem como eu não me sentir grata e lisonjeada por hoje representar tudo isso que represento. É uma honra - disse Rebeca.

Daiane dos Santos foi a primeira mulher negra campeã mundial de uma prova por aparelhos ao conquistar o ouro do solo em 2003. Vinte anos depois, como comentarista do sportv, a ex-ginasta se emocionou com o choro de Simone Biles no pódio.

- A emoção da Biles não é somente por ela estar voltando, mas também pelo que representa esse pódio. É resistência dessas meninas lindas, de a gente ver um pódio preto pela primeira vez. As três ginastas mais completas do mundo, são pessoas pretas. Com certeza não foi fácil a vida dessas meninas para elas estarem ali. A gente vê hoje esse legado construído. Felicidade minha por ter sido campeã mundial, ter sido a primeira mulher preta a ganhar uma medalha de ouro em Mundial. Hoje estar aqui. É gratidão por essas meninas terem continuado esse caminho pavimentado. Hoje fazendo esse legado lindo para que outras meninas pretas continuem acreditando que é possível.

Recorde para Rebeca

Com a prata desta sexta-feira, Rebeca chegou a seis medalhas em Mundiais, isolando-se como recordista do Brasil na história da competição. Bicampeão mundial do solo, Diego Hypolito era o recordista antes do Mundial da Antuérpia, com cinco conquistas.

Fonte: Globo Esporte