O Boston Celtics conquistou o 18° título de campeão da NBA, ao derrotar o Dallas Mavericks por 4x1, e voltou a se isolar como o maior campeão da história da NBA! ☘️
O Boston Celtics conquistou o 18° título de campeão da NBA, ao derrotar o Dallas Mavericks por 4x1, e voltou a se isolar como o maior campeão da história da NBA! ☘️
Não gosto do Real Madrid por vários motivos, mas torço sempre pra que Vini Jr. vença tudo que disputar, inclusive a Bola de Ouro, que já deveria ter conquistado. Por ele, por Endrick e Mbappé que estão chegando, por Bellingham, Camavinga, Rüdiger, Rodrygo, Alaba e muitos outros jogadores Negros naquela Espanha racista. Não só por serem Negros, mas por serem os melhores no que fazem, mesmo que alguém sempre tente colocar um asterisco no talento deles.
Sim, eu sei do passado sujo do Real Madrid, inclusive, é um dos motivos de eu não gostar dele. Mas, por ironia do destino, hoje, ele é um dos times de "primeira prateleira" com maior quantidade de jogadores que fazem muita gente na Europa morrer de raiva. Só precisa se engajar melhor na luta contra o racismo de verdade, para além de cartazes e hashtags.
Criado em 25 de maio de 1963, em Addis Abeba, Etiópia, pela Organização de Unidade Africana (OUA), e tendo o imperador Hailé Selassié como anfitrião, o dia tem um profundo significado na memória coletiva dos povos do continente africano. O ato da assinatura configurou-se no maior compromisso político de seus líderes, que visaram à aceleração do fim da colonização do continente e do regime segregacionista do Apartheid.
Instituído em carta assinada por 32 Estados africanos, o dia da África é a manifestação do desejo de aproximadamente 800 milhões de africanos de organizar, de maneira solidária, os múltiplos desafios na construção do futuro de uma África real, com seus governos e sonhos, além de desenvolvimento, democracia e progresso.
Apenas 5 países do continente africano adotaram o feriado público pela celebração, são eles: Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. No entanto, comemorações são realizadas de maneira geral pelos países africanos, bem como pelos africanos da diáspora e descendentes.
A carta foi assinada por todos os participantes no dia 26 de maio, com a exceção de Marrocos. Nessa reunião, O Dia da Liberdade de África foi renomeado Dia da Libertação de África. Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana. No entanto, a celebração, renomeada como Dia da África continuou a ser comemorada a 25 de Maio, por respeito à formação da OUA.
"Não sou africano porque nasci em África, mas porque a África nasceu em mim." 🍃🍂
(Kwame Nkrumah)
Fonte: Palmares Fundação Cultural/Wikipédia
O 14 de maio é um dia simbólico pra mim. Toda a minha pesquisa, toda a minha vida acadêmica, tudo que culminou com o meu livro Águas, Flores & Perfumes foi movido pela pergunta: o que aconteceu com as populações Negras depois da "abolição"?
Percebemos que pouca coisa mudou, mesmo tantos anos depois. O racismo, a violência policial, as arbitrariedades jurídicas e a intolerância religiosa só se metamorfosearam e mudaram de nome de 1888 pra cá.
Ainda estamos por nossa própria conta.
Finalmente saiu o livro da minha amiga/irmã Silvana Bispo! Segue o resumo e o link pra quem quiser adquirir no site da editora Dialética (a mesma que publicou o meu livro):
"FEMINISMOS EM DEBATE: Reflexões sobre a Organização do Movimento de Mulheres Negras em Salvador" é uma obra inspiradora que mergulha nas experiências do ativismo das mulheres negras no Brasil, com foco especial na vibrante cena de Salvador.
Através de uma cuidadosa pesquisa e análise acadêmica, esta obra destaca as formas de (re)existências, trajetórias e lutas promovidas por cinco ativistas negras na capital baiana. As experiências dentro do Movimento Negro Unificado – MNU (sessão Bahia) são refletidas, ao passo do Grupo de Mulheres (GM).
A autora, uma voz afirmativa e inspirada no movimento, oferece uma visão única das experiências vividas por mulheres negras, compartilhando narrativas pessoais e histórias de vida que refletem o cotidiano e a luta por pertencimento e reconhecimento dos feminismos negros.
Este livro é uma homenagem ao movimento de mulheres negras brasileiras, uma celebração de suas vozes e um tributo às suas (re)existências. A obra apresenta as estratégias forjadas pelas ativistas negras no processo de afirmação de suas lutas e localizações político-sociais. A partir de uma perspectiva interseccional e valendo-se da história oral, vozes, histórias e memórias são registradas. Trata-se de uma obra fundamental para a compreensão da história das mulheres negras na Bahia e no Brasil e para o fortalecimento de múltiplas formas de luta pelo bem viver com igualdade e solidariedade racial, de classe e de gênero.
Há um século, no dia 7 de abril de 1924, o então presidente do Vasco da Gama, José Augusto Prestes, endereçou um ofício a Arnaldo Guinle, presidente da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos) que passou para a posteridade como a "Resposta Histórica".
Quem vê o futebol hoje pode achar que sempre foi um esporte popular, dada a origem de grande parte dos jogadores e torcedores, mas quando ele chegou ao Brasil, entre o final do século XIX e início do século XX, era extremamente elitista. Só os homens brancos e "de boa família" poderiam jogar (sobre o assunto, leia "O Negro no futebol brasileiro", de Mário Filho).
Neste contexto, os grandes clubes do Rio de Janeiro da época, América, Botafogo, Flamengo e Fluminense, não fugiam à regra e só aceitavam jogadores brancos. O Fluminense, inclusive, tem a polêmica do pó de arroz, mas isso fica pra outro dia...
Fato é que o Vasco, que surgiu para o futebol alguns anos depois dos citados, contrariou essa lógica desde o início, e tinha jogadores Negros e operários em seus quadros. Claro que isso desagradou os clubes da "elite", principalmente após o título vascaíno em 1923 pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, desbancando os quatro favoritos.
A AMEA, então, foi criada, com a intenção de excluir os pretos e pobres do futebol e, na figura dos seus filiados, redigiu um documento obrigando o Vasco a demitir 12 jogadores, sob pena de não ser aceito na nova federação.
Como diz o documento acima, a diretoria Cruzmaltina decidiu, por unanimidade, não acatar a ordem, por conhecer a origem dos atletas e por reconhecimento ao título recém-conquistado. Assim, como represália, a liga principal seguiu sem o Vasco, que acabou se sagrando campeão da LMDT de novo em 1924, desta vez, invicto.
Em 1925, dada a repercussão e o sucesso que o Vasco vinha fazendo, a AMEA resolveu admiti-lo, embora ainda desejasse que seus atletas fossem brancos, o que não aconteceu. Pelo contrário, pouco a pouco, as outras equipes também passaram a aceitar jogadores Negros e operários, e o futebol se popularizou, apesar do racismo seguir vivo e violento até hoje, 100 anos depois.
Abaixo, o post do Vasco da Gama nas redes sociais para celebrar a data:
"Coragem pra lutar pelo lado certo da história. Sempre.
Centenário da Resposta Histórica.
Por negros. Por operários.
Por Respeito. Igualdade. Inclusão.
'[...] São esses doze jogadores, jovens, quasi todos brasileiros, no começo de sua carreira, e o acto publico que os pode macular, nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que elles com tanta galhardia cobriram de glorias'
#CoragemPraLutar
#CentenárioRespostaHistórica
#VascoDaGama "