domingo, 4 de junho de 2023

Os X-Men e os direitos civis

 


Os X-Men foram criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1963, em meio a todo o caótico cenário de racismo e da luta pelos direitos civis dos Negros e Negras nos EUA, por isso, sempre foi uma bela simbologia. Sempre será meu grupo preferido de heróis de quadrinhos.

O Professor X já foi comparado ao líder pelos direitos civis dos afro-americanos Martin Luther King Jr. , e Magneto, ao militante mais agressivo, Malcolm X. Os X-Men se referem muitas vezes ao "sonho de Xavier", o que leva a crer em uma referência à famosa frase de Martin Luther King, "Eu tenho um sonho". As revistas X têm com frequência mostrado mutantes como vítimas de violência, evocando o linchamento de afro-americanos na época anterior ao movimento pelos direitos civis americano.

Outra metáfora aos direitos civis relacionada aos X-Men diz respeito aos direitos dos LGBTQIA+. Foram feitas comparações com a situação mutante (incluindo a descoberta de seus poderes e a idade em que eles aparecem), e a homossexualidade. Isso foi demonstrado em uma cena do segundo filme dos X-Men, do diretor assumidamente homossexual Bryan Singer, em que Bobby Drake (Homem de Gelo) revela a seus pais ser mutante. Foi essa abordagem que levou o ator e ativista Sir Ian McKellen, que interpreta Magneto, a aceitar o papel. Além disso, o primeiro filme mostra uma cena em que o senador Robert Kelly diz que os mutantes devem ser proibidos de lecionar para crianças em escolas.

A história em quadrinhos ainda se envolveu, no início dos anos 1980, com a epidemia de AIDS, com uma longa subtrama sobre o Vírus Legado, uma doença aparentemente incurável que, a princípio, só afetava mutantes.

E temos também os casos de Estrela Polar que é homossexual e Mística que é bissexual. Sem contar com a relação de Hulkling com Wiccano e do também assumido Anole.

Recentemente foi lançado também o primeiro casamento gay da Marvel entre Estrela Polar (citado acima) e Kyle Jinadu, que há tempos já namoravam. A revista em questão é a "Astonishing X-Men #50".

No mês de junho, é celebrado o Dia do Orgulho LGBTQIA+, como forma de celebrar a diversidade e se impor contra a violência e o preconceito a quem é visto como "diferente", como aconteceu com os X-Men.

domingo, 21 de maio de 2023

Vinícius Jr. é alvo de racismo mais uma vez na Espanha

 


Cansado de nota de repúdio. Cansado de ler gente desejando "força", de ver gente indignada com o racismo na Espanha, mas fazendo a mesma coisa aqui no Brasil. Cansado de hashtags, de patch em camisa, de faixa em estádio...

Aconteceu (de novo) com @vinijr e infelizmente vai acontecer outras vezes com ele e com outros jogadores e jogadoras. Sabe por quê? Porque NINGUÉM quer que o racismo acabe se tiver que fazer o mínimo esforço pra isso. Nem mesmo os ditos "progressistas" e "aliados"

Meu papo é um só, desde o começo: O CLUBE deve ser exemplarmente punido com portões fechados, perda de pontos e até exclusão do campeonato ou rebaixamento nos casos de reincidência, mesmo que o criminoso seja preso. Só que nenhum clube aceitaria isso porque sabe que todos eles têm uma grande quantidade de racistas, sem vergonha nenhuma de mostrar que são. E pra eles, o que eu desejo é impublicável. 🔥🔥

Tô nessa há tempo demais pra acreditar que vai ser diferente dessa vez.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

98 anos de Malcolm X

 


"Se você não se levantar por nada, cairá por qualquer coisa!"

98 anos de uma das minhas maiores referências. Nem sempre concordo, nem sempre entendo, mas leio, vejo e ouço tudo que puder. 

Em tempos de "racismo recreativo", de justiça seletiva e da nossa luta cotidiana pra permanecer vivo em um país que nos odeia, Malcolm nos lembra que devemos reivindicar o que é nosso por qualquer meio necessário! 


domingo, 7 de maio de 2023

Curtas do Folclore Africano

 


Estreou na Netflix uma série que recria seis contos folclóricos africanos. São seis filmes curta-metragem independentes. Cada filme é falado num idioma diferente e explora o luto, o amor, o misticismo, a tradição e a ancestralidade. Os contos abordados nesta antologia são de Uganda, Nigéria, Quênia, Mauritânia, Tanzânia e África do Sul.

Espero que tenham outras temporadas porque as possibilidades são infinitas!

segunda-feira, 1 de maio de 2023

I Wanna Dance With Somebody – A História de Whitney Houston

 


Há poucas semanas, chegou ao streaming e à TV a cabo a cinebiografia de Whitney Houston, uma das maiores e mais premiadas cantoras da história. Um dos seus maiores feitos foi conseguir colocar sete singles consecutivos em 1° lugar na Billboard Hot 100, marca da década de 1980, mas que não foi superada até hoje.

Dirigido por Kasi Lemmons, o roteiro foi assinado por Anthony McCarten, roteirista de outra cinebiografia de sucesso: Bohemian Rhapsody, que contou a história de Freddie Mercury e do Queen.

A atriz britânica Naomi Ackie interpreta Whitney de uma maneira incrível! Seu feito se torna ainda maior pelo fato de ela ter de reproduzir seus movimentos e o sotaque estadunidense sem parecer caricato.

O foco do filme é na carreira musical, mas a relação de Whitney com a família, com o controverso Bobby Brown (marido e pai de sua filha) e com a série de problemas que abreviaram sua vida aos 48 anos - depressão, álcool e drogas - também são abordados.

Apesar de não ter agradado tanto a "crítica especializada", o filme acerta em cheio no desfile clássicos e na performance da protagonista, assim como ocorreu com Rami Malek em Bohemian Rhapsody. Por mais que seja baseado em fatos reais, a crítica precisa entender que I Wanna Dance With Somebody, nome de um dos  maiores sucessos de Whitney Houston, é uma obra de ficção. Mais que isso: é uma celebração ao legado de uma cantora tão absurdamente fantástica que foi apelidada de The Voice ("A Voz"). Naomi Ackie interpreta tão bem que você passa o filme todo tentando decifrar se ela está mesmo cantando ou dublando. Vale muito a pena!

Você pode assistir I Wanna Dance With Somebody - A História de Whitney Houston nos canais HBO ou no streaming HBO Max.

sábado, 15 de abril de 2023

Há 100 anos, Vasco iniciava campanha do 1º título de sua história

 

Os Camisas Negras, campeões de 1923.

O dia 15 de abril é simbólico na história do Vasco. Há 100 anos, nesta mesma data em 1923, o clube iniciava a campanha do primeiro título de sua trajetória no futebol, o Campeonato Carioca. A estreia foi contra o Andarahy, e as equipes empataram em 1 a 1 - Torterolli marcou o gol vascaíno.

O elenco de 1923 ficou marcado nas páginas do clube, não apenas pelo título. Conhecido como "Camisas Negras", o time marcou a luta do Vasco contra a discriminação racial e social no esporte. Se dentro de campo a equipe era formada por negros e pobres, em sua maioria, à beira do gramado a missão foi dada a um estrangeiro: Ramón Perdomo Platero.

Técnico pioneiro

O uruguaio chegou ao Brasil em 1919, após dirigir a seleção do Uruguai no Sul-Americano. Deixou boa impressão e foi contratado pelo Fluminense. Dois anos depois estava no Flamengo.

Ramón Platero ficou conhecido como o técnico que revolucionou a importância do condicionamento físico. Ele obrigava todos os jogadores a correrem diariamente entre os bairros da Tijuca e Vila Isabel, apenas como aquecimento. No fim do ano, o Vasco seria campeão com viradas e gols no segundo tempo das partidas.

Os jogadores foram escolhidos a dedo por Platero, que teve o apoio do Vasco. Tanto que o técnico participa da "Resposta Histórica" de 1924, quando o clube desistia de fazer parte da AMEA para manter no elenco atletas Negros e operários que não eram aceitos pela associação que incluía os principais clubes do Rio: Flamengo, Fluminense, Botafogo e América.

Torterolli

O meia Nicomedes da Conceição, conhecido como Torterolli, foi o autor do primeiro gol da campanha do título de 1923. Posteriormente, o Vasco ganhou o ponto do Andarahy, que incluiu um jogador sem inscrição naquele empate em General Severiano.

Fonte: GE