sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Serena não descarta retorno após aposentadoria e cita Tom Brady


 

Depois de anunciar sua aposentadoria após ser eliminada no US Open, último Grand Slam do ano de 2022, a tenista americana Serena Williams, em entrevista concedida a Jimmy Fallon no programa The Tonight Show, afirmou que pode 'imitar' a lenda do futebol americano Tom Brady e retomar a carreira mesmo tendo anunciado o seu término.

Quando questionada pelo apresentador se pensava em um possível retorno às quadras de tênis, assim como o marido de Gisele Bündchen fez, ela despertou o riso de Jimmy e da plateia ao dizer que: "Tom Brady iniciou uma tendência incrível. É isso que eu quero dizer".

Vencedora de 23 Grand Slams, Serena disse que pretende colocar outros planos em prática agora que terá mais tempo livre: "Acho que a aposentadoria é algo super merecido e pelo qual as pessoas trabalham muito duro. Sinto que estou em uma idade em que definitivamente tenho muito mais para dar e há muito mais que quero fazer, então não vou relaxar, há muito mais para mim. Há tantas coisas que quero fazer há tantos anos e tenho tanta paixão pelo tênis há tanto tempo que nunca as fiz. Agora é hora de começar a gostar dessas coisas".

Fonte: Yahoo! Esportes

domingo, 31 de julho de 2022

Morre Bill Russell, lenda da NBA

 


O ex-jogador do Boston Celtics, Bill Russell, lenda da NBA, faleceu neste domingo, 31 de julho, aos 88 anos.

Em depoimento, o comissário da liga, Adam Silver, destacou o fato do ex-pivô dos Celtics ser o maior campeão da história dos esportes coletivos, com 11 títulos e 5 prêmios de MVP de Temporada Regular.

Silver reforçou também que o impacto de Bill Russell, na liga e na sociedade como um todo, é enorme e vai muito além destes prêmios.

Bill se destacou na luta antirracista, conheceu Martin Luther King e foi condecorado pelo presidente Barack Obama. Depois de ter sido multicampeão pelo Celtics como jogador, ele se tornou o primeiro técnico Negro da NBA, pavimentando o caminho para muitos outros que vieram depois.

Fonte: NBA Brasil

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Um ano de lançamento!

 


🏺Passou rápido! Hoje faz um ano que meu livro foi lançado pela Editora Dialética.

Concebido originalmente como dissertação de Mestrado, “Águas, Flores & Perfumes: Resistência Negra, Atabaques e Justiça na República” é resultado de uma ampla pesquisa sobre a aplicabilidade das primeiras leis do Brasil republicano às populações Negras de Salvador, Bahia, entre 1890 e 1939.

A cidade buscava esquecer o passado escravista e mergulhar de cabeça no novo século, em que as festas populares, a presença excessiva de pessoas Negras perambulando pelas ruas, bem como suas manifestações religiosas e culturais eram vistas pela elite econômica local, pela imprensa e pela polícia como sinônimos do “atraso” e da “desordem”. Este livro mostra que, apesar de tantas tentativas de silenciamento, essas pessoas conseguiam resistir, sobreviver e coexistir neste espaço, com a ginga de um bom capoeira e com a proteção dos Orixás.

O livro segue à venda no site da Editora Dialética, na Amazon (versão física e e-book) além de vários marketplaces por aí, inclusive em versão digital. Na postagem em destaque ao lado, você encontra os links.

Serei sempre grato pela mobilização que tornou esse lançamento possível e que esgotou a primeira tiragem em poucos dias.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

O Negro no Futebol Brasileiro, de Mário Filho

 


Meu auto-presente do Dia Mundial do Gill chegou! Um deles, pelo menos...


"[Depois do primeiro título do Vasco em 1923] os clubes finos, de sociedade, como se dizia, estavam diante de um fato consumado. Não se ganhava campeonato só com times de brancos.

 Um time de brancos, mulatos e pretos era o campeão da cidade. Contra esse time, os times de brancos não tinham podido fazer nada. Desaparecera a vantagem de ser de 'boa família ', de ser estudante, de ser branco.

 O rapaz de 'boa família ', o estudante, o branco tinha de competir, em igualdade de condições, com o pé-rapado, quase analfabeto, o mulato e o preto, para ver quem jogava melhor" (p.11).

O Negro no Futebol Brasileiro, de Mário Filho (o jornalista que batizou o Maracanã), é uma das principais referências no estudo da história do futebol brasileiro e do inevitável racismo dos seus primórdios. Fala sobre como o esporte mais popular do país chegou aqui totalmente branco e elitista, incluindo os clubes que, ironicamente, se declaram "clubes do povo" hoje. 

Apesar de não estar imune às críticas, este livro é leitura obrigatória pra quem gosta de futebol e se interessa por história e relações raciais.



domingo, 26 de junho de 2022

80 anos de Gilberto Gil!

 


Hoje é dia de um dos maiores expoentes da música brasileira. Cantor, compositor, já foi ministro, vereador... Já representou o Brasil na ONU, na época em que o Brasil ainda tinha governo e ainda era respeitado no mundo. Já foi preso e exilado por defender a liberdade e a democracia num país nefasto, durante a ditadura. Hoje, é um Imortal da Academia Brasileira de Letras.

80 anos de Gilberto Passos Gil Moreira!

Longa vida, Gilberto Gil!

#Gil80 

sábado, 18 de junho de 2022

O ódio que você semeia



 "Starr vive entre dois mundos: o bairro pobre onde mora e o colégio particular em que estuda. Ainda assim, ela é como tantas outras meninas de 16 anos. Tem amigos, problemas com os irmãos, vai a festas e também ajuda o pai no trabalho. 

Até que esse delicado equilíbrio é quebrado: Starr presencia a morte de seu melhor amigo de infância, Khalil, por um policial. Khalil estava desarmado. Starr é a única testemunha."


Conheci "O ódio que você semeia" em filme primeiro, protagonizado por Amandla Stenberg. O título faz referência a uma frase de Tupac Shakur, que dizia que "o ódio que você semeia para as crianças ferra com todo mundo". Em outras palavras, nada vai mudar de verdade enquanto a necropolítica prevalecer nas comunidades Negras. A violência não deveria fazer parte do cotidiano de ninguém. Quantos jovens Negros como Khalil continuam sendo assassinados desarmados e "confundidos" com criminosos aqui, lá ou em qualquer lugar?


quinta-feira, 16 de junho de 2022

Sugestão de leitura: Will

 


"Sempre pensei em mim mesmo como um covarde. A maior parte das minhas memórias tem a ver comigo sentindo algum tipo de medo.

Mas, na maior parte das vezes, eu sentia medo do meu pai.

Quando eu tinha 9 anos, vi meu pai socar a minha mãe na lateral da cabeça com tanta força que ela desmaiou.

Aquele momento, naquele quarto, mais do que qualquer outro da minha vida, provavelmente definiu quem eu sou hoje.

Em tudo que eu tenho feito desde então, há uma série de pedidos de desculpa à minha mãe pela minha falta de ação naquele dia. Por ter falhado em enfrentar meu pai. Por ser um covarde."

...

Esse depoimento, na primeira página do primeiro capítulo da biografia de Will Smith, que ele já tinha antecipado em uma entrevista a David Letterman (disponível na Netflix) explica, com meses de antecedência, a reação vista como intempestiva dele contra Chris Rock na cerimônia do Oscar. A defesa a Jada Pinkett-Smith também foi um pedido tardio de desculpas à sua mãe.