"Malcolm X Fala", publicado pela Ubu Editora, é uma reunião dos principais discursos de Malcolm X entre 1964 e 1965 (ano de sua morte), além de cartas e entrevistas.
Sempre vale a pena ler, ver e ouvir tudo que ele fala, faço questão!
"Malcolm X Fala", publicado pela Ubu Editora, é uma reunião dos principais discursos de Malcolm X entre 1964 e 1965 (ano de sua morte), além de cartas e entrevistas.
Sempre vale a pena ler, ver e ouvir tudo que ele fala, faço questão!
"Algumas pessoas jogam o jogo. Outras o mudam".
Estreou na Netflix "Colin em Preto e Branco", a série biográfica de Colin Kaepernick, ex-jogador do San Francisco 49ers, time de futebol americano. Kaepernick se tornou notícia fora da NFL por se ajoelhar durante a execução do hino dos EUA, em protesto ao racismo e à violência policial contra as populações Negras no país, em 2016. Como represália, não teve seu vínculo renovado com o 49ers nem foi aceito por mais nenhum outro time da liga profissional de futebol americano desde 2017.
Criada por Ava DuVernay (de Selma, Olhos que condenam, 13° Emenda) e pelo próprio Colin Kaepernick, que narra e intervém como se fosse um espectador da própria história, a série tem apenas seis episódios curtos, em que sua vida a partir do colegial serve como pano de fundo pra diversas questões, como racismo e política. Jaden Michael (de The Get Down) o interpreta em sua versão mais jovem.
Apenas 1/3 dos jogadores Negros da NFL se tornam quarterback (a posição de Kaepernick, considerada a mais importante do time, uma espécie de camisa 10 no nosso futebol), mesmo que os jogadores Negros sejam cerca de 70% na liga.
O protesto pacífico, solitário e silencioso de Kaepernick ganhou eco na NFL, NBA e se espalhou pelos campos de futebol de várias partes do mundo. Até mesmo o Comitê Olímpico Internacional reviu sua posição de proibir manifestações políticas nas Olimpíadas.
"Quem disse que resistir é inútil?"
Nenhuma novidade. Enquanto sobram vacinas na Europa e na América do Norte, enquanto as pessoas escolhem marcas de vacina como se fossem marcas de cerveja e inventam fake news a respeito de sua eficiência, o continente africano, uma área com mais de 50 países, não possui nem 10% de sua população vacinada.
Quando as vacinas ainda estavam em fases iniciais de testes, muitos "especialistas" europeus defendiam usar os africanos como cobaias, fato que só não aconteceu devido à péssima repercussão. Agora que todo mundo sabe o quanto as vacinas são importantes, o resto do mundo esqueceu que a África existe.
Segundo um balanço feito pela agência de notícias France Presse, foram administradas 9 doses de vacinas para cada 100 habitantes na África inteira, contra 118 nos Estados Unidos e Canadá, 104 na Europa, 85 na Ásia, 84 na América Latina e Caribe, 69 na Oceania e 54 no Oriente Médio. Isso apesar de todo negacionismo.
A União Africana criou um fundo para aquisição dos imunizantes, mas as próprias fabricantes dificultam o acesso e priorizam a venda para outros continentes.
O racismo, o capitalismo e os desdobramentos do neocolonialismo na África fazem com que o continente continue sendo o que mais sofre nessa pandemia.
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| Juju Stories é o primeiro filme da mostra de cinema africano do SESC Digital |
A plataforma SESC Digital está promovendo até o dia 09/10 uma mostra de filmes africanos gratuitamente, muitos deles são inéditos no Brasil. Para acessar, clique no link: https://sesc.digital/conteudo/cinema-e-video/cinemas-africanos/juju-stories
Programação:
20h – Juju Stories (disponível até 08/10 às 23h59)
Dia 2 de outubro (sábado)
00h – Para Maria, Knuckle City, O Último Refúgio, Rua do Saara, 143 (disponíveis até 08/10 às 23h59)
00h – Sessão de curtas FIFF – parte 01 (disponível até dia 10/10 às 23h59)
00h – Sessão de curtas Cinema Árabe Africano Feminino – parte 01 (disponível até 10/10 às 23h59)
Dia 3 de outubro (domingo)
00h – Flatland, A Garota do Moletom Amarelo, Meu Primo Inglês (disponíveis até 09/10 às 23h59)
00h – Sessão de curtas FIFF – parte 02 (disponível até dia 10/10 às 23h59)
00h – Sessão de curtas Cinema Árabe Africano Feminino – parte 02 (disponível até 10/10 às 23h59)
Dia 08 de outubro (sexta-feira)
20h – Você Morrerá aos 20 (limite de 500 visualizações)
Dia 09 de outubro (sábado)
18h – Edifício Gagarine (disponível por 24h)
Lewis Hamilton fez história novamente na Fórmula 1, ao vencer o GP da Rússia e se tornar o único piloto a ver a bandeira quadriculada antes dos rivais pela centésima vez.
O heptacampeão mundial coloca mais uma marca incrível na sua prateleira de recordes e lidera o campeonato por apenas dois pontos a mais que Max Verstappen, da Red Bull.
O piloto mais próximo da marca centenária de Hamilton é Michael Schumacher, que venceu 91 vezes. A distância para os os demais pilotos fica ainda maior: Sebastian Vettel, o único piloto da lista dos 5 maiores que ainda está em atividade, venceu 53 Grandes Prêmios. Alain Prost, com 51 e Ayrton Senna, com 41 triunfos, fecham a lista.
Ainda há quem questione a supremacia de Lewis Hamilton sobre todos os demais pilotos da história ou quem tente minimizar seus feitos, por estar na melhor equipe da atualidade. Não precisa ir muito longe pra entender o motivo. Afinal, não deve ser fácil aceitar que o único piloto Negro em 72 anos de Fórmula 1 conseguiu superar todos os pilotos brancos que este esporte elitista já teve.
O Profissão Repórter da TV Globo desta terça-feira (21) que abordou a violência policial mostrou um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre os números da letalidade policial no estado da Bahia. Houve um aumento de 47% neste índice.
O número de pessoas mortas pela polícia na Bahia saltou de 773, em 2019, para 1.137, em 2020. O estado ultrapassou em números absolutos São Paulo — que teve 814 mortes — e se aproximou do Rio de Janeiro, o estado com a polícia mais letal do país, com 1.239 mortes registradas.
Os dados também indicam que 100% das vítimas de violência policial em Salvador eram homens negros.
Esses dados só reforçam o que sempre digo: a Polícia Militar é uma instituição genocida que se submete a tentar terminar o trabalho que a escravidão começou.
A polícia não chega nos bairros periféricos de outra forma, é sempre a velha história da "troca de tiros".
Nunca houve nenhum plano concreto de ressocialização de pessoas marginalizadas. Não há o cuidado e o respeito aos moradores, todo mundo é visto como suspeito. Não recebemos sequer o benefício da dúvida. No começo desta semana, dois homens Negros foram encontrados mortos, horas após terem sido presos, "confundidos" com assaltantes de ônibus.
É por motivos assim que a maioria das pessoas Negras não confia na polícia. Não nos sentimos seguros nem protegidos por ela, até porque ela não foi criada pra isso. Ser homem Negro e periférico no Brasil é temer, ao mesmo tempo, ser abordado por criminosos ou ser parado por uma viatura em alguma rua deserta e mal iluminada.
Em nome de uma suposta "guerra contra as drogas", nosso povo vai sendo dizimado aos montes, todos os dias. Nessas horas, pouco importa se o governador é de "esquerda", como o petista Rui Costa (aquele mesmo que classificou a Chacina do Cabula como um "gol de placa da PM") ou de "direita", como o do tucano João Dória. O racismo no Brasil é ambidestro e o único sangue na calçada é o nosso.
"Você não é amado. Isso é ser negro em um mundo de supremacia branca. Não é amado, não é cuidado, é abandonado. É visto como menos bonito, menos moral, menos inteligente... e ainda dizem para sempre ter medo. Malcolm X? Muhammad Ali? Sem chance!