sábado, 2 de outubro de 2021

SESC Digital exibe mostra de filmes africanos

 

Juju Stories é o primeiro filme da mostra de cinema africano do SESC Digital

A plataforma SESC Digital está promovendo até o dia 09/10 uma mostra de filmes africanos gratuitamente, muitos deles são inéditos no Brasil. Para acessar, clique no link: https://sesc.digital/conteudo/cinema-e-video/cinemas-africanos/juju-stories

Programação:

20h – Juju Stories (disponível até 08/10 às 23h59)


Dia 2 de outubro (sábado)


00h – Para Maria, Knuckle City, O Último Refúgio, Rua do Saara, 143 (disponíveis até 08/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas FIFF – parte 01 (disponível até dia 10/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas Cinema Árabe Africano Feminino – parte 01 (disponível até 10/10 às 23h59)


Dia 3 de outubro (domingo)


00h – Flatland, A Garota do Moletom Amarelo, Meu Primo Inglês (disponíveis até 09/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas FIFF – parte 02 (disponível até dia 10/10 às 23h59)


00h – Sessão de curtas Cinema Árabe Africano Feminino – parte 02 (disponível até 10/10 às 23h59)


Dia 08 de outubro (sexta-feira)


20h – Você Morrerá aos 20 (limite de 500 visualizações)


Dia 09 de outubro (sábado)


18h – Edifício Gagarine (disponível por 24h)

domingo, 26 de setembro de 2021

Mais um recorde: Lewis Hamilton torna-se o ÚNICO piloto a vencer 100 corridas

 


Lewis Hamilton fez história novamente na Fórmula 1, ao vencer o GP da Rússia e se tornar o único piloto a ver a bandeira quadriculada antes dos rivais pela centésima vez.

O heptacampeão mundial coloca mais uma marca incrível na sua prateleira de recordes e lidera o campeonato por apenas dois pontos a mais que Max Verstappen, da Red Bull.

O piloto mais próximo da marca centenária de Hamilton é Michael Schumacher, que venceu 91 vezes. A distância para os os demais pilotos fica ainda maior:  Sebastian Vettel, o único piloto da lista dos 5 maiores que ainda está em atividade, venceu 53 Grandes Prêmios. Alain Prost, com 51 e Ayrton Senna, com 41 triunfos, fecham a lista.

Ainda há quem questione a supremacia de Lewis Hamilton sobre todos os demais pilotos da história ou quem tente minimizar seus feitos, por estar na melhor equipe da atualidade. Não precisa ir muito longe pra entender o motivo. Afinal, não deve ser fácil aceitar que o único piloto Negro em 72 anos de Fórmula 1 conseguiu superar todos os pilotos brancos que este esporte elitista já teve.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

100% dos mortos pela PM em Salvador em 2020 eram homens Negros

 


O Profissão Repórter da TV Globo desta terça-feira (21) que abordou a violência policial mostrou um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre os números da letalidade policial no estado da Bahia. Houve um aumento de 47% neste índice.

O número de pessoas mortas pela polícia na Bahia saltou de 773, em 2019, para 1.137, em 2020. O estado ultrapassou em números absolutos São Paulo — que teve 814 mortes — e se aproximou do Rio de Janeiro, o estado com a polícia mais letal do país, com 1.239 mortes registradas.


Os dados também indicam que 100% das vítimas de violência policial em Salvador eram homens negros.

Esses dados só reforçam o que sempre digo: a Polícia Militar é uma instituição genocida que se submete a tentar terminar o trabalho que a escravidão começou. 

A polícia não chega nos bairros periféricos de outra forma, é sempre a velha história da "troca de tiros".

Nunca houve nenhum plano concreto de ressocialização de pessoas marginalizadas. Não há o cuidado e o respeito aos moradores, todo mundo é visto como suspeito. Não recebemos sequer o benefício da dúvida. No começo desta semana, dois homens Negros foram encontrados mortos, horas após terem sido presos, "confundidos" com assaltantes de ônibus.


É por motivos assim que a maioria das pessoas Negras não confia na polícia. Não nos sentimos seguros nem protegidos por ela, até porque ela não foi criada pra isso. Ser homem Negro e periférico no Brasil é temer, ao mesmo tempo, ser abordado por criminosos ou ser parado por uma viatura em alguma rua deserta e mal iluminada.


Em nome de uma suposta "guerra contra as drogas", nosso povo vai sendo dizimado aos montes, todos os dias. Nessas horas, pouco importa se o governador é de "esquerda", como o petista Rui Costa (aquele mesmo que classificou a Chacina do Cabula como um "gol de placa da PM") ou de "direita", como o do tucano João Dória. O racismo no Brasil é ambidestro e o único sangue na calçada é o nosso.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Irmãos de Sangue: Muhammad Ali e Malcolm X

 



Estreou na Netflix o documentário "Irmãos de Sangue: Muhammad Ali e Malcolm X". Inspirado no livro de Randy Roberts e Johnny Smith, de 2016, o filme aborda a relativamente curta, porém intensa relação entre estes dois dos maiores ícones Negros de todos os tempos.
Nas palavras do ativista Dr. Cornel West:

"Você não é amado. Isso é ser negro em um mundo de supremacia branca. Não é amado, não é cuidado, é abandonado. É visto como menos bonito, menos moral, menos inteligente... e ainda dizem para sempre ter medo. Malcolm X? Muhammad Ali? Sem chance!

Muhammad Ali e Malcolm X foram os dois Negros mais livres do século XX. Por outro lado, há um outro fardo. Há um custo tremendo em ser uma pessoa livre e amorosa."
Cada minuto desse filme vale a pena!

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Da Diáspora, de Stuart Hall

 


Stuart Hall é uma referência pra mim no que se refere ao estudo da multiplicidade de identidades e culturas. 

Jamaicano de origem, morou na Grã-Bretanha de 1951 até a sua morte, em 10 de fevereiro de 2014. Devido a essa condição, escreveu a partir da diáspora pós-colonial, de um engajamento com o marxismo e o debate teórico sobre cultura, e de uma visão de cultura impregnada pelos meios de comunicação. 


"Da Diáspora", como o título sugere, trata da questão multicultural afrodiaspórica, em uma coletânea de artigos em que Hall dialoga com diversos autores.


O livro é dividido em cinco partes: controvérsias, marcos para os estudos culturais, cultura popular e identidade, teoria da recepção e Stuart Hall por Stuart Hall, em que ele concede uma entrevista sobre a formação de um intelectual diaspórico.

domingo, 29 de agosto de 2021

Como Fabricar um Gansta, de Daniel dos Santos

 


"Como Fabricar um Gangsta", de Daniel Dos Santos, é o resultado da primeira etapa do projeto de pesquisa intitulado #TheGanstaProject, desenvolvido entre o Mestrado e o Doutorado, sobre as masculinidades Negras na cultura Hip Hop dos Estados Unidos entre o fim do século XX e o início do XXI. 


A partir de um processo de investigação sobre a obra audiovisual dos rappers Jay-Z e 50 Cent, pode-se identificar e decodificar as configurações dos tipos de masculinidades Negras presentes nas narrativas do sub-gênero Gangsta Rap, através de uma narrativa interseccional estabelecida entre as epistemologias étnico-raciais pós-coloniais e das dissidências sexuais e de gênero. 


Neutralidade não existe. Quando uma pesquisa é feita por alguém que, de fato, possui um envolvimento afetivo com o tema, sem abdicar do método, da análise das fontes e da bibliografia necessária, o que podemos esperar é um trabalho autêntico. Quando o livro é escrito por um homem Negro, o significado é ainda maior, porque fica em nós a sensação de protagonismo, não a impressão de que somos usados como meros "objetos de pesquisa". Aqui estamos nós enquanto sujeitos complexos, singulares, com nossos vícios e virtudes; nossas falhas e qualidades. Aqui também temos a dualidade entre o que realmente somos e a maneira como somos representados na mídia e na sociedade como um todo. O que queremos ser e o que esperam de nós.


"Como Fabricar um Gangsta" foi publicado pela Editora Devires e pode ser adquirido no site da Queer Livros.



quinta-feira, 12 de agosto de 2021

12 de agosto, Dia da Revolta dos Búzios

 


Animai-vos, povo bahiense, que está para chegar o tempo feliz da nossa liberdade! O tempo em que todos seremos irmãos! O tempo em que todos seremos iguais!

Sabei que já seguem o Partido da Liberdade!"


223 anos da Revolta dos Búzios, ou Conjuração Baiana, também chamada de Revolta dos Alfaiates. Um movimento popular separatista, predominantemente Negro que, inspirado pela Independência do Haiti e pela Revolução Francesa, buscava o fim da escravidão, da opressão, das desigualdades sociais e da exploração colonial.


Nenhum tiro foi disparado no dia 12 de agosto de 1798, mas suas ideias aterrorizaram aquelas pessoas de sempre, que não desejam que nada mude no status quo, nem ontem, nem hoje.


Para sempre lembrados:

Lucas Dantas

Manuel Faustino

Luís Gonzaga das Virgens

João de Deus 


E todas as pessoas que perderam a vida há mais de 500 anos nesse Estado genocida.